Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Professores
Sobre as manifs e protestos dos professores nada como o comentário do Prof. César das Neves publicado no DN do passado dia 10.

Entretanto depois da Fenprof ter dito públicamente que não negociaria com esta equipa ministerial, eis que terça-feira aparece com se nada fosse no ME falando do processo negocial, que consiste no Governo permitir que as avaliações sejam feitas até 2009, que alguns indicadores de avaliação possam ser posteriormente ajustados mas mantendo o essencial: quotas nas subidas na carreira, avaliações para as mesmas e os professores titulares.

Quais as razões para esta mudança ? Informação. Sondagens de que podendo ter 100 ou 150 mil professores em luta, os restantes portugueses estavam contra as manifs e protestos, principalmente da forma como foram sido feitos. Ou seja, os protestos dos professores estavam a transformar-se na "Marinha Grande" do Governo. E porquê ?

. Começa nos Pós e Contras a arrogância dos profs com o "somos todos bons" e a mentira descarada e confessada de um docente;

. Continua com as pressões caluniosas à entrada de reuniões partidárias;

. As manifs regionais e a de 8 de Março basearam as "palavras de ordem" no ataque pessoal à ministra sendo as entrevistas a diferentes professores nas manifs um desastre para a classe. Comparativamente desde 5ª feira a ministra manifestou uma serenidade e capacidade de resposta elogiada globalmente;

. No início da "semana do luto", vê-se na TV profs vestidos com camisolas negras, preparadas e pagas, e até a incentivar alunos (!) a gritarem contra a ministra;

. A notícia de que milhões de euros iam ser pagos a profs porque profs faltam só agradou aos profs;

. A quase unanimidade de analistas de vários quadrantes sobre a necessidade de se manterem as reformas na educação mesmo que o partido do governo perdesse as eleições;

. A mensagem transmitida pelos profs nas manifs e diferentes foruns da imprensa de que não querem a avaliação ou querem "avaliação" desde que todos subam na carreira, e que não confiavam nos colegas titulares para avaliações;

. Os comentários dos profs e seus "companheiros de luta" em foruns de imprensa que andam entre a ofensa e calúnia pura e simples a quem os colocava em causa, aos ataques político-partidários mais ou menos ofensivos mostrando que apenas votavam em quem lhes permitisse continuar na mesma e bem. Também ataques aos colegas titulares e ausência de sugestões de modificação do modelo de avaliação revelando que no fundo não querem nada que os impeça de subir a todos ao topo;

. Greves ou manifs adicionais a partir de agora, podendo prejudicar os alunos, apenas faria mpiorar a imagem dos profs com o risco de beneficiar o Governo;

. Acrescente-se o risco de na campanha eleitoral de 2009 o Governo poder vir com gráficos muito bonitos mostrando por A+B a necessidade de reformar o sistema de ensino e  avaliar os professores .

E aí tem-se o voltar da Fenprof ao diálogo com o ME poucos dias depois de ter dito que nunca mais o faria.
 
" NÃO BASTA TER RAZÃO


João César das Neves
professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Os professores estão de novo em guerra. Como todos os antecessores, a senhora ministra da Educação é a pessoa mais enxovalhada e insultada do País. Ouvindo as queixas, tem de se dizer que em muitas coisas os professores têm razão. O ministério, mais uma vez, atrapalhou tudo. Mas isso não chega como justificação.

Todos os que gritam na televisão e escrevem enfurecidos são mestres, uma referência da juventude. Com que cara, no dia seguinte, vão enfrentar uma turma de alunos? Que respeito granjeiam depois de tais excessos? A coisa fica pior ao saber-se que um dos temas em discussão é a avaliação do desempenho. Deve ser divertido para um aluno, que é classificado pelos mesmos docentes sem poder protestar ou indignar--se, ver os seus tutores berrar de indignação por serem avaliados. Se o que os stores fazem é tomado como exemplo, os exames e pautas deste país passarão a ser muito mais coloridos e animados.

Os professores afirmam que são a favor da avaliação, mas contra esta avaliação (declaração da Fenprof de 15 /10/2007). Essa é há séculos precisamente a posição dos alunos. Todos os estudantes são favoráveis às notas e descontentes com a que receberam. Os testes são sempre difíceis, as datas sempre inconvenientes, os professores sempre injustos. Mas é preciso aguentar com cara alegre.

Agora, com o feiticeiro a sofrer o feitiço, as coisas podem mudar. Se houvesse vergonha, muitos teriam dificuldade em encarar a turma depois de tais atitudes públicas.

Até porque, na catadupa de razões, algumas deixam bastante a desejar. Quantas das críticas (arbitrariedade, influências, burocracia) não são plausíveis em todas as classificações, por exemplo na que eles fazem dos jovens? E, pior, a avaliação proposta é muito mais mansa que a dos alunos. Começa por uma ficha de auto-avaliação (que os educandos adorariam preencher), seguida da opinião do professor titular coordenador e do conselho executivo. O carinho com eles é muito superior ao deles com a malta.

Outra queixa pungente é a existência de quotas para acesso a professor titular, pelo que "só conseguirá sê-lo (por muito bom que seja) por morte ou aposentação do seu par" (ver Avaliação de desempenho. Pormenores... em www.fne.pt).

Mas essa é desde sempre a situação dos quadros académicos.

Na universidade, quando o departamento está cheio, só se acede a professor associado ou catedrático por saída de alguém. Dado o escandaloso excesso de professores no País, a quota é bem compreensível. Se a "motivação pela Excelência esbarra com um muro denominado 'quota' " (loc. cit.), é porque não se sabe o que seja uma genuína vocação educativa.

Nas universidades, entretanto, a vida não está pacífica. O Ministério da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior publicou um estudo sobre a empregabilidade dos vários cursos superiores. O presidente do Conselho de Reitores criticou fortemente essa medida a partir de certos reparos técnicos (Lusa, 28/Fev.). Também tem razão, porque empregabilidade é difícil de medir, embora mesmo mal calculado, esse indicador não deixe de ter significado.

A declaração termina com uma frase notável: "Serão empregadores muitas vezes com a quarta classe que vão decidir quais as políticas e quais as instituições válidas no ensino superior em Portugal?" (Lusa, 28/02/2008).

É verdade. Porque essas pessoas são a realidade, e os cursos válidos deste país têm de se defrontar com a realidade.

Os médicos tratam pessoas com a quarta classe, os advogados defendem- -nas, os engenheiros fazem-lhes casas. As pessoas com a quarta classe são os clientes e utentes que avaliam o que valem os profissionais formados nas instituições válidas. Se as tais instituições válidas não passam esse teste, onde está a sua validade?

Os empregadores com a quarta classe conhecem melhor a sua empresa e mercado que os catedráticos, até de Economia como eu. Quando não contratam os licenciados, eles lá sabem porquê.

Os professores são uma referência nacional. Têm de sair da torre de marfim das escolas e privilégios e enfrentar o mundo.|"
in DN 10-03-08


publicado por HomoEconomicus às 09:16
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Fantasias
Os grevistas de fim-de-semana (sim, grevistas de fim-de-semana, ou que acham de uma greve numa sexta para passeios prolongados e idas às compras ? Contam-se pelos dedos as greves que desde sempre não "coincidiram" com sexta, segunda ou mesmo autênticas pontes com feriados à mistura), entraram no mundo da fantasia.

"Exigem", dizem os sindicalistas, que se mantenha o emprego para a vida na função pública (no sector privado nunca existiu), como se fosse possível no séc. XXI garantir o emprego a alguém durante mais de 30 anos e independentemente o que aconteça ao Estado e ao próprio trabalhador, independentemente da competência ou incompetência dele, independentemente de tudo o que pode acontecer durante mais de 30 anos e dos próprios recursos do Estado (somos dos que mais gastamos com a função pública no mundo em % do PIB, % do Orçamento, etc.).

Fantasias ...

Isto para não falar da greve também ser por causa das alterações NECESSÁRIAS ao sistema de Segurança Social.

Fantasias ...

Mas peçam a um sindicalista que responda honestamente (sei que é difícil) :

1. Caso estivesse o PCP no poder, qual seria o regime e condições salariais na função pública ? Se seguiriam naturalmente a política dos países irmãos comunistas estilo Cuba, URSS, Ex-Países da Europa de Leste... ou se implantariam a política de "tudo para todos e logo se vê" que tanto defendem. Aposto na primeira opção e garanto-vos, não era agradável. E ai de quem se atrevesse a fazer greve...

2. Caso não tivesse havido mexidas no regime de Segurança Social, matemáticamente até que ano seria possível pagar as pensões de reforma (matemática pura, não ideológica) ?


PS. Interessante o último Pós e Contras. De um lado o mundo real, os problemas reais, a procura de formas, certas ou erradas, de os procurar resolver. Do outro lado a CGTP o dogma ideológico comunista do desejo de um país dominado pelo Estado e com todos como funcionários públicos, que tão maus resultados deu na URSS e seus satélites.
Como se sabe nas ex-sociedades comunistas a qualidade de vida não era própriamente invejável, longe disso. E quem tiver dúvidas visite Cuba ou a Coreia do Norte.

Como foi afirmado no programa temos sindicatos comunistas que existem para reinvindicar políticamente e sempre uma aproximação a um tipo de sociedade comunista que falhou em todo o mundo em vez de procurarem negociar para benefício dos trabalhadores (veja-se o exemplo da AutoEuropa ou Lego na Dinamarca).

Fantasias ...


publicado por HomoEconomicus às 22:07
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Mentalidades
A Dinamarca é um dos países mais desenvolvidos do mundo. Actualmente é o 3º país mais competitivo pelo ranking do World Economic Forum (WEF)

Tem impostos altos, sindicatos fortes, bom nível de vida, flexisegurança (o "papão" dos sindicatos comunistas).

A LEGO (sim, essa mesmo) decidiu o ano passado despedir 900 dos seus 1200 operários, ficando apenas com 300, ao deslocalizar a produção para o México e Europa de Leste.

Que aconteceria se tal acontecesse em Portugal ? Se a LEGO fosse portuguesa ? Qual seria a reacção dos sindicatos ?

. Começava-se por umas greves;
(quando a GM da Azambuja decidiu sair por Portugal ter custos de produção mais elevados que a Espanha (...), motivados por anos anteriores de pressão sindical para aumentos de benefícios que levaram a essa situação, os sindicatos em vez de procurarem propor soluções para diminuir custos optaram por ... greves)

. A seguir atirava-se as culpas para o Governo;
(sindicatos com agenda política e dependência partidária atacam qualquer Governo não-comunista por tudo e por nada)

. Atacava-se a globalização como a "culpada" disto e tudo o resto que for preciso, com umas manifs qb;

. "Exigia-se" a manutenção dos postos de trabalho, dos "direitos adquiridos", "exigindo-se" que fosse o governo a financiar artificialmente esses postos de trabalho, à custa dos nossos impostos;

Depois disto tudo, a LEGO (portuguesa) óbviamente fecharia.


Qual foi a reacção dos sindicatos dinamarqueses em relação à verdadeira LEGO ?

. Aceitaram a medida como forma de diminuir os custos da LEGO e assegurar a sobrevivência da empresa;

. Não entraram em guerras com a administração nem culparam o governo dinamarquês dado que não têm agenda política contra este ou aquele governo. E o governo não tem nada a ver com as decisões da actividade privada;

. Sabem que com a flexisegurança a facilidade de despedir significa que as empresas estão mais à vontade para contratar, sem precisar de truques como os "recibos verdes". Assim o desemprego é mais baixo;

. Chegam a afirmar que se a LEGO ganhar financeiramente ao baixar os custos dos LEGOS aumentando assim as vendas, todos os que lá puderam manter-se ganham com isso. A alternativa era o fecho da empresa, e nenhum trabalhador ganharia com isso.

. E sendo adeptos da globalização sabem que a deslocalização de produção para países menos desenvolvidos levará ao seu desenvolvimento e posterior maior procura de produtos como os LEGOS.

Diferentes mentalidades sindicais. Por isso a Dinamarca é a 3ª, Portugal o 40º.

Se podemos atacar parte da nossa classe empresarial por incompetência, falta de visão e tacanhez na relação com os trabalhadores, temos que admitir que os nossos sindicatos são a outra face dessa moeda.

E essa moeda leva-nos ao estado em que estamos.

Basta ler ...

"Last year Danish toymaker Lego announced plans to outsource most of its manufacturing to Eastern Europe and Mexico. Of 1,200 blue collar jobs at Lego's headquarters in the town of Billund, only about 300 would remain.


You might think this would make union leaders at Lego hopping mad. You'd be wrong. "We thought it was the best way to keep as many workers' places in Denmark as possible," maintenance man and union shop steward Poul Erik Pedersen tells me. "We aren't against the management. We want to make sure that they make money and we make money." Then, unprompted, he takes the argument a step further: "There are some good things about outsourcing. Where the jobs go, the standard of living is growing, and then they can afford to buy more Legos or other things from the West."

In most of the developed world, globalization is a deeply fraught topic. Not in Denmark. There, 76% of respondents in a recent poll said globalization was a good thing. "
in Time


publicado por HomoEconomicus às 20:02
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
Palhaçadas
Os sindicatos da função pública decidiram fazer uma greve porque a função pública vai receber o aumento possível tendo em conta o défice de Estado. Aumentos salariais maiores (o sindicato comunista entra no delírio populista dos 5,8%) destruiriam os sacríficios de milhões de portugueses influenciando negativamente o défice e também causariam pressões inflacionistas óbvias que os anulariam.

Mas isso os sindicatos parece que não compreendem. Ou melhor, compreendem mas a filosofia é a costumeira do tentar sacar o máximo e os restantes milhões de portugueses que fiquem com menos dinheiro nas carteiras para pagarem o despesismo da função pública.

Mas não é isto que se pode considerar palhaçadas.

Palhaçada é a data escolhida para a greve, dia 30 de Novembro, por "coincidência" uma sexta-feira, como têm sido marcadas greves para segundas ou dias úteis entre feriados ou entre feriados e fins-de-semana.

Parece que os sindicatos no fundo receiam pela adesão "do povo em luta" ... e um fim-de-semana prolongado torna essa adesão mais provável, não para a "luta" mas para o descanso antecipado claro.

Esperemos que os portugueses que não são parvos, mesmo aqueles que irão fazer greve, se apercebam da honestidade política dos sindicatos, ou falta dela.

E sobre o tema o editorial do DN é elucidativo :

"... Propor aumentos inferiores à inflação esperada negaria os ganhos estruturais já alcançados em 2006 e 2007. Seria um contra-senso. Não ir além da inflação esperada (mesmo tendo já uma pequena margem para subir umas três décimas...) significa que se pretende atingir os 0,4% de défice público (fixado para todos os membros do euro), a marchas forçadas. Se possível, antes de 2010.

O desequilíbrio público em 2007 será apurado em Fevereiro ou Março próximos. Ficará, seguramente, abaixo dos 3%, talvez mesmo próximo do objectivo para 2008, 2,4%. O sinal de poupança nas despesas com o pessoal em 2008 prende-se com a exigência de Teixeira dos Santos de que se registem ganhos importantes de produtividade no aparelho de Estado, antes de remunerar com ganhos reais aqueles que os proporcionam. E, se o caminho percorrido até ao fim de 2008 o permitir, sem comprometer o cortar da meta a tempo, até pode haver algum alívio fiscal em 2009 ou em 2010..."
in DN - 081107






publicado por HomoEconomicus às 19:11
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
Resultados escolares
O insucesso escolar parece que diminuiu de 32 para 25%.

Claro que tem que se analisar se é por melhores resultados ou por maior facilitismo.

Mas vir logo o dirigente comunista da Fenprof falar disso ... num sistema em que os professores dão aulas, os professores fazem os exames, os professores corrigem os exames ...

Se houve mais facilitismo não viram logo isso ? Não estarão professores envolvidos nisso ?

Ou será porque estas notícias não são muito agradáveis para os sindicatos por parecer que mostram que a reestruturação no ensino básico e secundário, incluindo carreiras docentes, aulas de substituição, etc. começam lentamente a dar frutos ?

Claro, também já sei, qualquer boa notícia para o país e para um Governo que não seja comunista nunca é bem recebida pelos sindicatos...

Não é ser anti-sindicatos. São factos. E é ser anti-sindicatos comunistas com agenda política, que no fundo são partidos disfarçados.


publicado por HomoEconomicus às 20:24
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
Vários
Várias coisas se têm passado na última semana neste país que só nos podem fazer rir ...

Reparem bem.

Médicos e controlo de assiduidade biométrico

Veio recentemente Manuela Arcanjo, antiga ministra da Saúde de um governo PS, mostrar-se contra a utilização de sistemas biométricos (por impressão digital por exemplo) para controle da assiduidade dos médicos porque, segundo esta senhora, os médicos pouco faltam (ou se faltassem seria por razões pessoais relevantes ou qualquer treta do género).

Ingenuidade ou hipocrisia ?

Os médicos faltam ou atrasam-se e não pouco como toda a gente sabe. Tal deve-se na esmagadora maioria dos casos a €€€€€€. O remuneração por hora no sector privado é muito superior à remuneração por hora no serviço público de saúde. E no sector privado se se "baldam" são despedidos.

Apenas isto, nada mais. Ao menos assumam.

É por essa a razão, por exemplo, que as dispendiosas salas de operações dos hospitais públicos são das que têm menor taxa de utilização, os médicos preferem operar no privado.

É por essa a razão que terá que haver controlo de assiduidade rigoroso, os ordenados são pagos dos nossos impostos.


Quotas nas avaliações da função pública

Agora todos estão contra as quotas de avaliação na função pública. No limite desde que se tenha "classificação", TODOS deviam subir na carreira.

Qual será o resultado sem quotas ? TODOS irão subir na carreira.

Porque nenhuma chefia estará para "prejudicar" a subida na carreira de um funcionário, a não ser que este seja mais que péssimo o que daria nas vistas, porque o dinheiro para pagar essa subida não afecta essa chefia, vem de outro lado, nomeadamente dos impostos dos portugueses.

Portugueses esses na maioria no sector privado onde, por Excelentes que até sejam, NUNCA subirão TODOS na carreira de uma empresa.

Por isso, políticos e sindicatos, deixem-se de demagogia, populismo e estupidez.


Cimeira de Lisboa e sindicatos comunistas

Realiza-se hoje a Cimeira de Lisboa com as folclóricas manifestações do sindicalismo da CGTP/PCP do costume.

Porque o fazem ?

Como comunistas que são, engoliram como sapos vivos a entrada na União Europeia, no Euro, tal como tinha sido difícil de engolir a democracia em Portugal ou nunca terem sido o partido mais votado.

Mas continuam a ser do contra. Assim são contra o Tratado como expoente máximo da União Europeia e continuam a defender, comn base na agenda política do PCP de ser contra qualquer governo, o que nunca defenderiam se tivessem no poder.

Pelo contrário a Confederação Europeia de Sindicatos (CES), sem agenda política comunista por detrás, não só não apoiou esta manif de orientação comunista da CGTP como está por detrás do Tratado embora colocando as reservas do costume à aplicação em termos de Estado Social, etc.

Mas estamos a falar da CGTP/PCP. Que defendem eles ?

Em suma, demagógica e populisticamente, mais ou mesmo tudo para todos, independentemente dos recursos públicos e privados, o que iria por acabar em nada ou pouco mais que nada para todos como se verifica nos países comunistas e se verificava nos ex-comunistas.

Porque não se esqueçam, as reformas necessárias no sistema social, de saúde, etc., etc. é para evitar que estes sistemas pura e simplesmente estourem, desapareçam. Estes sistemas sem reformas são pura e simplesmente insustentáveis. O dinheiro não aparece pondo a rotativa a imprimir notas.

Quantos anos um país aguentava défice na Segurança Social ? Muito poucos ou nenhuns. Por quantos mais anos durava o SNSaúde com défices crescentes ? Muito poucos.

Quantas empresas estarão dispostas a contratar trabalhadores se forem obrigadas a mantê-los para toda a vida ? Cada vez menos, perto de zero. Qual a solução porque optam, recibos verdes, prejudicando os trabalhadores. Ou contratando menos, aumentando o desemprego. Mas isso os sindicatos, por detrás da retórica populista, estão-se nas tintas.

Quantos portugueses estarão dispostos a pagar uma despesa com o funcionalismo público a crescer como uma bola de neve como os sindicalistas queriam ? Cada vez menos.

Mas estamos a falar de sindicatos comunistas. Para eles tudo isto é irrelevante. Tomara eles que o país implodisse económica e socialmente para procurarem impor a DITADURA do "proletariado" que não conseguiram eleitoralmente nem com a tentativa de golpe de Estado em 25/11/75.

Nessa altura uma das coisas que desapareceria, tenham a certeza, eram os blogs. Excepto claro os blogs de louvor à ditadura do "proletariado".

A Ordem dos Médicos e a IVG

Veio a lume que a Ordem dos Médicos está a barafustar contra o aconselhamento da PGR que disse uma coisa do género a essa Ordem : "ou mudam a bem o vosso código deontológico, o qual permite à Ordem punir médicos que façam a IVG (legal em Portugal), ou a PGR mudará com o peso da lei o que é um código deontológico ilegal".

Porquê esta confusão ? Um código de uma Ordem que vai contra uma lei da República ?

O Bastonário é um dos fundamentalistas do "Não".

Está explicado.

E não é muito inteligente.

Acusa o Governo de "arrogância" por uma acção da PGR. Asneira

Mas mesmo que pudesse acusar o Governo, acusa o Governo  por  este querer fazer cumprir a lei.

Nesse raciocínio as nossas prisões devem estar cheias de indivíduos que acusam o governo de "arrogância". Levaram-nos à prisão por cometerem ilegalidades.


publicado por HomoEconomicus às 11:42
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Asneiras

Asneiras - 1

 

A acção da PSP para saber mais sobre a manifestação da Fenprof/CGTP/PCP numa visita próxima do 1º ministro à Covilhã, assim como o conselho para os manifestantes evitarem a ofensa pessoal que cada vez mais substitui a luta política, foi uma grande asneira.

 

É dar aos sindicatos comunistas e aos manipulados pelos mesmos toda a corda para se enforcarem.

 

O facto de se ver dirigentes sindicais e professores aos berros a chamarem nomes ao 1º Ministro (e chamariam a qualquer 1º Ministro que não fosse do PC) apenas destrói ainda mais a imagem e credibilidade dos sindicalistas e professores diante dos portugueses.

 

E como históricamente se tem provado, tais acções só beneficiam as vítimas das mesmas.

 

Algum português gosta que quem faça peixeirada depois seja o professor do seu filho ?

 

Algum português acredita em sindicatos que NUNCA elogiaram qualquer medida de qualquer governo desde o governo do comunista Vasco Gonçalves e NUNCA aceitaram acordos de Concertação Social por estarem a ser comandados pelo PCP ?

 

É deixá-los, coitados.

 

Asneiras-2

 

O Ministério da Educação vai passar para mobilidade especial os professores que pura e simplesmente já não o são, como medida de último recurso.

 

Porque os "professores" nessa situação pouco ou nada fazem mas continuam a receber ordenado pago pelos nossos impostos.

 

Em nenhum outro sector de actividade tal acontece. Quem fica inapto para uma dada função, procura adaptar-se a outra para continuar a sua vida profissional.

 

Os sindicatos (para variar) vieram protestar contra a medida e contra a Ministra.

 

Contra a medida, é o costume ...

 

Contra a Ministra, a ser verdade o que veio na imprensa, têm razão.

 

A Ministra foi imprudente ou revelou alguma estupidez ao prometer o que não iria cumprir, ou seja, que continuassem a existir "professores" que já não são professores mas continuam a receber o ordenado de professores fazendo pouco ou nada na maioria dos casos.

 

Isso naturalmente tinha que acabar, nesta classe profissional ou qualquer outra em situação semelhante.

 

 



publicado por HomoEconomicus às 17:26
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Parvoíces e estatísticas
Por cá temos tido as parvoíces do costume e dados estatísticos esperados.

Parvoíces

Os sindicatos que são correia de transmissão do PCP como a militância dos seus dirigentes demonstram, continuam no seu papel desde a derrota da tentativa de golpe de Estado de 25 de Novembro de 75.

Perseguem todo e qualquer governo que não seja nem felizmente venha a ser um governo comunista.

O irónico disto tudo é que todas estas actuações dos sindicatos seriam impossíveis se cá estivesse implantado um regime comunista que eles tanto defendem. Basta ver como eram presos, torturados e mortos ou deixados a morrer aqueles que se atrevessem a por em causa o regime da URSS ou dos países da Europa de Leste em geral. E deixemo-nos de tretas ou utopias. Tomara a esses países comunistas terem o nível de vida mesmo português. Claro, lá não havia desigualdades, era tudo pelo mínimo denominador comum.

Mas continuando ...

Os sindicatos no seu desespero de causa parecem querer aprofundar e alargar a luta da peixeirada. A Fenprof começou com as aclamações de "filha da p***" à Ministra da Educação. Agora alargam e já é o 1º Ministro e quem mais vier seja de que partido for desde que não ceda à chantagem comunista.

Tudo isto numa demonstração já comum de falta de carácter e educação (mais grave junto dos que se dizem professores), num desespero de causa por verem perder a sua influência no dia-a-dia, excluindo claro junto dos mais inaptos profissionalmente que procuram ser defendidos pelos sindicatos e os comunistas e afins.

Outra pérola saiu do sindicato dos magistrados, que culpam agora o "ambiente político" por existirem ameaças da extrema-direita contra uma magistrada.

Por "ambiente político" entenda-se "não nos dão todos os privilégios que queremos ter e que o portuga pague".

Dados interessantes

Dados recentes indicam que tivemos a maior contracção salarial na função pública desde 1995.

Mas ...

Continuamos a ser o país europeu no topo dos gastos salariais da função pública em % do PIB e em % do Orçamento de Estado.

Depois queixem-se que não há dinheiro para hospitais, escolas, estradas, portos, equipamentos, etc....

É tudo para salários e demais benesses que os sindicatos queriam que continuassem a crescer automáticamente em bola de neve para levar a aumentos de impostos aos trabalhadores, prejudicando os do sector privado.

Os dirigentes sindicalistas/comunistas que vos expliquem qual era o "sistema salarial" na ex-URSS... que existia para todos os cidadãos desse país excepto, claro, a nomenclatura comunista dirigente da altura.


publicado por HomoEconomicus às 18:50
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Acção da PSP, e inacção da PSP
Acção

Acção da PSP é necessária, com a firmeza e número que leve os gangues a pensarem 2 vezes antes de cometerem delinquência idiota e infantil, antes que se agravem os resultados.

Gang espalhou o pânico na Linha de Sintra

«Mais de 30 vândalos» invadiram domingo, por volta das 7:10 da manhã, o comboio da Linha de Sintra, informou ao
PortugalDiário fonte policial. Os arruaceiros foram apanhados sem bilhete e apedrejaram carruagens enquanto fugiam. O revisor de serviço foi ameaçado com uma faca, que lhe foi apontada ao peito, e o pânico instalou-se na estação da Amadora, adianta o Correio da Manhã (CM).

O primeiro comboio parte de Lisboa às 6:00, e neste domingo levava um grupo da zona de Rio de Mouro, escreve o CM. «Passaram a viagem a cantar e a provocar distúrbios, incomodando toda a gente», confirmou fonte policial.

Quando o comboio parou na estação da Amadora e entrou um grupo de revisores, era vê-los a «tentar sair à pressa, com insultos e empurrões pelo meio. E os dois agentes da PSP presentes na carruagem foram impotentes para suster a força de 30 homens em fuga», referiu a mesma fonte. 

in PortugalDiario

Inacção

Os sindicalistas da PSP procuraram  manifestar-se durante uma reunião da UE de forma a colocar a imagem de Portugal em causa, típico de sindicalismo com agenda política por detrás.

E a montanha pariu um rato. Muitos menos manifestantes que o esperado e apenas a "acordarem" quando viram as TVs ligarem as câmaras nos noticiários das 20 h.

Uma figura linda, que demonstra o estado do sindicalismo em Portugal e que mesmo os agentes já perceberam que não há dinheiro para tudo.


publicado por HomoEconomicus às 20:15
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
Ainda a "silly season" e assuntos mais sérios
Ainda a "silly season"

Nesta época balnear, vê-se e ouve-se de tudo. Deve ser do calor apesar de nem estar muito ...

Gangues de delinquentes da extrema-esquerda

Estranha ou talvez não a atrapalhação do BE com os gangues de extrema-esquerda que no fundo ajudou a motivar. O líder do gangue do milheiral chegou a estar nas listas do BE e em acções  deste  "bloco" por exemplo.

Os mesmos gangues de criminosos que destruiram um milheiral não são muito diferentes dos que meses antes na baixa lisboeta tinham pintado paredes e destruido montras com a desculpa de "manifestação anti-fascista".

São "camaradas" de luta de gangues que lá fora já causaram mortes nas suas acções de "desobediência civil", ou seja terrorismo e tiremos o "eco" destas conversas.

Temos que pensar um pouco.

Se um gangue assalta um banco, ou uma gasolineira, mesmo sem mortes, entra em propriedade privada para roubar bens aos legítimos donos (dinheiro neste caso).

Todos os consideram criminosos, são perseguidos e punidos pelas Justiça.

O gangue do milheiral entrou numa propriedade privada para roubar (através da destruição) bens aos legítimos donos (milho neste caso).

Devem ser igualmente perseguidos com todos os meios das autoridades que forem necessários e punidos .

E claro que são igualmente criminosos.

Mas depois assistimos divertidos aos avanços e recuos do Miguel Portas (BE), entre o estar no sistema e o ser irreverente.

E a seguir entre o divertido e o estupefacto às declarações de Louçã (BE). Sim porque este :

. No fundo nunca condena de forma veemente a acção nem a punição do ataque ao milheiral. É tudo jogo de palavras.

. Afirma que as acções já seriam aceites se contra multinacionais (!). Se aquele milheiral fosse da multinacional Monsanto já era aceite ? E já agora, assaltar bancos dos "capitalistas" BCP, Barclays, BPI, etc., qualquer dia também é visto com "simpatia" desde que não provoque mortos e se calhar se provocar, é a luta revolucionária ...

. E acaba na maravilha do apoio a actos criminosos ao defender que seria normal os trabalhadores invadirem e ocuparem uma fábrica que os patrões tivessem encerrado durante o Verão, por muito éticamente condenável que a acção dos patrões seja, porque em termos de legalidade existem tribunais.

Ou seja, o Sol anda a afectar o pensamento de alguns ... ou se calhar agora estão a mostrar o que são para lá de esquerda chique...

Portela + 1

Os partidos de pouca visão ou guerrilha política, associados a independentes intelectualóides "modernos e participativos" e associados ao próprio António Costa (!) decidiram "estudar" (gastar o nosso dinheiro) num estudo sobre Portela + 1.

São os mesmos que depois se estarão nas tintas para muitos dos custos dobrados de funcionamento de 2 aeroportos.

São os mesmos que na sua pequenez e complexos defendem que Lisboa sem o aeroporto no meio da cidade deixava de ser visitada (uma idiotice pegada, claro).

São os mesmos que caso um dia haja uma desgraça sobre a cidade (que se espera que nunca se dê) no mínimo devem ser julgados por homícidio por negligência dado que a decisão de manter a Portela atrasada e ultrapassada como se viu nas últimas semanas, poluente e a obrigar os aviões a sobrevoarem o centro da capital, foi deles.

Zimbabwe

Parece que com a cimeira UE-África querem permitir que o ditadorzeco do Zimbabwe, que arrasou o país fazendo disparar o desemprego, diminuir drásticamente a esperança de vida, causar a fome e uma inflação que já ronda os milhares (!) de %,  visite Portugal.

Também deve ser um caso de insolação de políticos curtos de vistas.

Coisas mais sérias

Crédito ao ensino superior

Foi criado o crédito para estudantes do ensino superior que como principal vantagem tem o facto de sendo o Estado avalista todos podem aceder ao mesmo, mesmo tendo condições sócio-económicas que normalmente dificultavam esse tipo de crédito.

Outra vantagem é que permite o aumento de propinas.

Como se sabe, tanto nas próprias casas como em termos de Orçamento de Estado, não se pode estar anos consecutivos com défice, a gastar mais do que se recebe. Ou seja, o financiamento do ensino superior tem limites.

Por outro lado também se sabe que o ensino superior infelizmente é maioritáriamente  para jovens da classe média-alta e alta, entre outras razões pelas bolsas de estudo de miséria que existem.  É injusto os portugueses estarem a pagar impostos para financiar  essas classes sociais tendo em conta também que no fundo, o maior benefício do ensino superior é para a vida dos próprios alunos. Claro que também para o país embora actualmente muitos recém-licenciados naturalmente queiram ter carreira fora de Portugal.

(Não incluo aqui aqueles que por complexos com a matemática, que desculpam com "vocação", escolhem cursos em que sabem antecipadamente que o destino final será o desemprego e choram depois por um emprego no Estado, que naturalmente não existirá.)

O aumento de propinas para valores próximos dos reais (actualmente cobre 15% dos custos) permitirá a concessão de verdadeiras bolsas de estudo, que permitam aos verdadeiros necessitados estudarem com pagamento das necessidades do dia-a-dia de um estudante do ensino superior e não as bolsas de miséria que existem e impedem os mais carenciados de aceder ao ensino superior. E também permitirá o investimento em instalações e equipamentos dado que actualmente a maior parte do orçamento vai para salários.

Supremo Tribunal

O Supremo Tribunal acabou com a chantagem dos sindicatos de professores de influência comunista sobre sucessivos governos e estudantes através das greves na época de exames.

Acabou uma das palhaçadas do nosso sistema de ensino.


publicado por HomoEconomicus às 09:23
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