Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008
O nosso sindicalismo
Palavras para quê ? Um editorial no DN de hoje sobre o "sindicalismo" nos CTT.

" A greve convocada para hoje e amanhã por quatro dos 13 sindicatos dos Correios é um triste anacronismo, um pedaço do primeiro quartel do século XX que chegou intacto ao século XXI. Para começar, a fragmentação por 13 sindicatos dos 15 mil trabalhadores dos CTT só interessa aos 200 burocratas que são pagos pela empresa para serem sindicalistas.

Os Correios são um grupo de capitais públicos que se habituou a actuar num ambiente ultraprotegido, quase monopolista, mas que tem de se preparar para sobreviver em condições adversas, num sector ameaçado pelas novas tecnologias e pela concorrência dos privados.

Não faz sentido que os CTT continuem a gastar anualmente 3,4 milhões de euros a pagar a 200 dirigentes sindicais, cem profissionais do sindicato a tempo inteiro e outros cem a tempo parcial.

Não faz sentido que os 28 mil dias/ano de trabalho que não são trabalhados pelos sindicalistas sejam mais do que os 26 mil dias que não são trabalhados por razões sociais - licenças de maternidade, paternidade, luto, casamento, horas de estudo, etc.

Não faz sentido uma greve que tem como único objectivo preservar a quantidade de dirigentes sindicais pagos pela empresa para o serem, feita contra uma administração que aceita continuar a pagar a 38 sindicalistas a tempo inteiro, apesar de o Código do Trabalho apenas a obrigar a manter nove sindicalistas profissionais."
in DN - 190308


publicado por HomoEconomicus às 19:09
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Sábado, 14 de Julho de 2007
O logro
Cada vez mais portugueses começam a ver o logro do chamado "sindicalismo" português.

Este "barrete" que enfiamos e pagamos dos nossos bolsos tem que acabar.

Querem ser "sindicalistas", a maior parte telecomandados por partidos da extrema-esquerda sejam mas do seu próprio bolso.

Na verdade, os "sindicalistas" portugueses por detrás da retórica de "defesa dos trabalhadores" vendem-se desde que recebam benesses do Estado a ver com os seus próprios interesses.

Uma vergonha.

"... A liberdade sindical implica a liberdade de os trabalhadores constituírem sindicatos para defender os seus interesses. Mas implica também o direito de cada cidadão de não ser forçado a financiar sindicatos de que discorde. A lei actual concede aos sindicatos da função pública benesses que são pagas involuntariamente pelos contribuintes.

As benesses concedidas por lei aos sindicatos acabam por prejudicar os próprios trabalhadores porque permitem que os sindicatos se desliguem das pessoas que supostamente representam.

A partir do momento em que grande parte da actividade sindical é financiada por essas benesses, os sindicalistas deixam de precisar das suas bases de apoio.

E com o tempo, e por causa da assimetria de informação entre os dirigentes especializados em negociações e os restantes trabalhadores, os interesses dos dirigentes sindicais entram em conflito com os dos trabalhadores. Os líderes sindicais passam a usar o poder do sindicato para negociar os seus próprios interesses em detrimento dos interesses dos trabalhadores.

Não é por acaso que a valorização das carreiras sindicais aparece numa negociação sobre a avaliação da função pública. Esse é o tema que mais interessa aos dirigentes sindicais, mas muito provavelmente o que menos interessa ao trabalhador comum."
in DN-140707 - João Miranda


publicado por HomoEconomicus às 11:23
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Sem comentários
Adivinhem quem paga os ordenados de todos estes "sindicalistas", muitos deles dezenas de anos fora da sua área de actividade, conhecendo a realidade por terceiros ?

Uma pista. NÃO são os sindicatos que pagam...

"Exemplificando a «atitude persecutória em relação aos sindicatos», a Fenprof aponta uma proposta de lei do Governo relativa aos créditos sindicais e ao número de dirigentes a tempo inteiro, actualmente em discussão na Assembleia da República.


«É um ataque aos direitos sindicais e uma tentativa de acabar ou restringir ao máximo a capacidade de trabalho dos sindicatos», acusou o secretário-geral da federação.


De acordo com Mário Nogueira, a proposta do Executivo prevê que sejam atribuídos quatro dias de créditos sindicais remunerados por mês a um dirigente sindical por cada 200 associados, até um máximo de 50 dirigentes, o que afirma prejudicar, sobretudo, os grandes sindicatos.


O responsável considera que, a ser aprovada, esta proposta de lei «implica uma redução do número de dirigentes sindicais a tempo inteiro, até ficar quase só um dirigente por distrito».


«É, sem margem para dúvidas, o maior ataque até hoje desferido aos sindicatos», acusou."


in Diario Digital de 13/7/07


publicado por HomoEconomicus às 19:42
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Infelizes
Assistimos últimamente a um conjunto de declarações de vários quadrantes sobre vários temas que só nos faz ter pena dos infelizes que as fazem dado que roçam entre a mentira, a ignorância e a hipocrisia.


Sindicalistas
No Pós e Contras assistimos à CGTP, correia de transmissão do PCP com a maioria dos seus  líderes sindicais incluindo o Secretário-Geral militantes comunistas, dizer pouco mais do que a voz do partido.

E algumas coisas autênticamente patéticas.

Desta vez eram as hossanas de Carvalho da Silva a Espanha. Espanha era agora o exemplo a seguir em tudo, "esquecendo" (as aspas têm um sentido óbvio) no entanto que:

1. Se Espanha agora está assim em termos de desemprego e crescimento foi depois de passar ANOS com desemprego perto dos 20% devido à reestruturação da economia, e depois das reformas do governo do PP que levaram de um défice de Estado elevado aos mais recentes superavit ou défice perto de zero das contas do Estado.

Aí a CGTP estava calada e contra.

2. O equivalente à ADSE em Espanha é privatizado e muito mais eficiente.

A CGTP é contra o mesmo para a ADSE.

3. O sistema de pensões de Espanha foi muito elogiado, mas tem plafonamento.

A CGTP é contra.

4. Comparam salários mínimos pagos 14 vezes por ano em Portugal com salários mínimos pagos 12 vezes ou 13 por ano noutros países.

Problema de "contas" da CGTP. E também "esquecem" o factor produtividade.

Ignorância ou aldrabice dos sindicalistas ?

Com ou sem greves gerais, a mama acabou. Empregos para a vida que levam ao laxismo, subidas na carreira para TODOS independentemente da competência e muito mais benesses que são incomportáveis para qualquer país, que apenas sugam os impostos dos portugueses que trabalham no sector privado e dos que trabalham no sector público mas merecem mais que ser "igualitários", tudo isto acabou ou está a acabar felizmente.

Ota
Quem vê os barracos a serem construidos junto à 2ª circular e os aviões que cada vez com maior frequência levantam e pousam passando pela capital percebe que a Portela acabou.

Depois pode-se discutir se é Ota, Rio Frio,Poceirão, Alcochete, até ao séc. XXV, porque até lá a evolução tecnológica acabará por ajudar a descobrir concerteza mais localizações.

Mas o desespero dos defensores da Margem Sul em se agarrarem ao "deserto" de Mário Lino como grande argumento não augura grande coisa à qualidade dos seus argumentos.

Porque o ministro, concorde-se ou não, disse o óbvio para quem conhece a zona.

1. É rota migratória de aves; aves e aviões nunca se deram bem sabe-se lá porquê ...

2. É reserva aquífera subterrânea da Grande Lisboa (saberão muitos o que isso é ?) com toda a importância desse factor, para além de estar numa zona de várias reservas naturais e ecológicas.

Ou seja, se para o ponto 1 poderão os defensores da Margem Sul depois voluntariar-se para servirem de espantalhos à passarada, o ponto 2 IMPEDE que para além do aeroporto muito possa ser construido em torno dele, daí a expressão de "deserto" para os coitados que não perceberam.

E que querem um aeroporto no meio de um deserto verde, muito ecológico e cheio de passarada.

Vem também ai um estudo da CIP. Aguardemos pelo lobbie do norte que receia o peso que um pólo de desenvolvimento nacional em torno da Ota possa tirar à "indústria" do Norte e ao seu aeroporto.

Uma última questão ... porque razão sabendo-se da opção da Ota desde 2000 só agora venha tudo reclamar contra essa opção ? O argumento do "conhecimento adicional" é poeira para os olhos dos parolos.


publicado por HomoEconomicus às 11:21
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