Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
A verdade dos factos

O prof. de Economia César das Neves apontou mais uma vez a verdade nua e crua do nosso país por muito que tal desagrade aos corporativismos e também à extrema-esquerda (PCP/BE) que tudo prometem porque não pensam vir a governar.

 

Basta ler ...


"... Portugal tem um grave problema que o Governo prometeu resolver. Os principais grupos profissionais, que dão excelentes contributos ao País, ganharam nos finais do século passado um excesso de peso financeiro que asfixia a sociedade.

Quer o défice orçamental quer a estagnação da economia estão ligados a esta questão. É preciso reduzir as regalias e remunerações dessas corporações sem as ofender ou hostilizar. Tal função, que nunca seria fácil, foi abordada pelos ministros de forma lenta e hesitante, para agora começar a ser abandonada.

... Portugal não conseguirá enfrentar os desafios da globalização e relançar o desenvolvimento enquanto não lidar com este desequilíbrio interno. Não se trata de oprimir médicos, professores, juízes, funcionários ou polícias, mas de alinhar os seus benefícios com os respectivos contributos para o bem comum. As regalias de que gozam podem ser desejáveis em abstracto, mas ainda não são sustentáveis. Se o aparelho económico ceder debaixo do seu peso, todo o sistema colapsa. Neste momento ainda não cai, mas geme sem conseguir crescer. O próprio interesse dessas corporações exige um equilíbrio realista."

in DN-140708

http://dn.sapo.pt/2008/07/14/opiniao/a_governamental_oposicao_governo.html



publicado por HomoEconomicus às 11:22
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Fica-se espantado
Por cá e por lá fica-se admirado com o que vai acontecendo no mundo.

Por cá
Os professores mostraram mais uma vez no Prós e Contras que são contra qualquer reforma do ensino embora com uma linguagem para tentar fazer dos portugueses estúpidos. Eles são :
. Contra a nova gestão das escolas que pura e simplesmente responsabilizará quem as dirige e naturalmente quem lá trabalha.
. Contra as avaliações com desculpas que vão desde a "complexidade" do processo (coitados, são incapazes para algo que seja muito complexo) à "incapacidade" de avaliarem colegas (mas que diriam se o Ministério da Educação mandatasse avaliações externas). Mas a pérola vem daquela "loura" que diz que os professores "são todos bons". Claro, nesse caso para quê avaliar, são 150 mil da fina nata.
. Contra as quotas para titular. Claro, não havendo quotas todos iam a titular e ao topo da carreira tornando inúteis as avaliações, como tem acontecido até agora. Estranhamente um professor que era contra os professores titulares era ... professor titular.
. Contra tudo isto temos o sindicato comunista a fazer a única coisa que sabe fazer, procurar em tribunal bloquear processos de avaliação.
. Mas a pérola viria das aulas de substituição, com o mesmo sindicalista a vangloriar-se que os portugueses iam pagar dos seus impostos as consequências dos professores se baldarem às aulas. E estes a esfregarem as mãos de contentes com o novo negócio do "agora faltas tu, agora falto eu".
. Dizem que os professores andam com ansiedade. Claro, acabou o ambiente de compinchas irresponsáveis e passou-se para um ambiente de se saber quem serão os bons e maus professores e concorrência pela competência como no restante mundo civilizado.

Por lá
Até o "irmão Castro" que sucedeu a Castro vem dizer que Cuba vai reformar de alto a baixo o Estado acabando com burocracias excessivas e óbviamente com empregos em excesso e gastos em excesso. O camarada Jerónimo deve ter tido um desmaio ao ouvir isto.


publicado por HomoEconomicus às 11:18
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Reformas e medo delas
Todos os portugueses se queixavam de que o país estava ingovernável, sem autoridade. De que o despesismo do Estado era insustentável (défice a ficar próximo dos 7%) e os impostos desta forma teriam que continuar a subir e não a descer. Quando se começaram as coisas a fazer, vêm os queixumes do costume. Muito portugueses que não querem Estado nem impostos depois querem todas as benesses que o mesmo lhes proporciona. Já nem se falando da reacção idiota à acção da ASAE no cumprimento da lei ou dos fumadores que se acham no pleno direito de encher e matar 3ºs com o seu fumo (considerando os não-fumadores os marginais e inadaptados) para além de se acharem no direito de sacarem dinheiro dos nossos impostos para lhes curar o cancro de pulmão.

- Na Saúde uma reforma da rede de SAPs e urgências feita por uma comissão técnica é rejeitada por aqueles da população que erradamente queriam uma falsa urgência em cada esquina por se sentirem erradamente mais seguros, enquanto os médicos também andam descontentes dado que certos "SAPs e urgências" lhes permitiam trabalho e horas extraordinárias sem muito trabalho, com por vezes 1 a 2 clientes com uma gripe ou pouco mais por noite. Um sistema insustentável em termos de saúde pública e em termos financeiros mas que até aqueles que querem descer impostos defendem, claro.

- No Ensino os professores procuraram e procuram travar tudo o que faça o simples: pô-los ao mesmo nível dos restantes europeus em termos de profissionalismo e rendimentos tendo em conta as disponibilidades do país e os resultados da educação. Pequenas coisas se quer como fazerem aulas de substituição como "lá fora", serem avaliados como "lá fora", etc., etc. Mas em vez disso querem insistir em ser TODOS iguais, todos subirem automáticamente, terem avaliações como até agora, uma autêntica fraude. Temos perto de 180 mil professores a quererem chegar automáticamente ou com poucas chatices ao topo da carreira para ganharem mais de 50 mil euros por ano. É  a 3ª remuneração mais alta da OCDE em relação ao PIB (somos 25º em 30 países em PIB per capita ) e mesmo em valores absolutos em 12º à frente de países como Inglaterra, Grécia, Itália, Países Nórdicos, etc., etc. E os portugueses que paguem que os resultados como sabemos são ... "excelentes".

- Quanto às grandes Obras Públicas, se o aeroporto depois de estudos durante perto de 40 anos parece que vai iniciar-se, mesmo com uns patuscos a querer que mantivessemos um aeroporto no meio da capital com todos os inconvenientes de tal, agora andamos às voltas com as pontes. O TGV por outro lado se os autarcas pudessem ia parar em todas as autarquias possíveis e imaginárias mesmo andando às voltinhas pelo país. Para já nem falar dos patuscos, principalmente do norte, que achavam que o TGV devia vir num trajecto a sul do Tejo pelo que a passagem pela capital seria um desvio adicional. Ou seja, quem viesse do Porto por TGV não ia ter a Lisboa mas a Alcochete e depois fazia marcha-atrás ...

Tristezas e mais tristezas que mostram que é por estas e por outras que estamos cada vez mais na cauda da Europa.

Ou será que somos tão idiotas que pensavamos que as reformas, que sempre foram exigidas por todos, eram para aumentar ainda mais as benesses para todos num despesismo insustentável enquanto em simultâneo os mesmos exigiam ... descida de impostos ?


publicado por HomoEconomicus às 20:21
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
As últimas
Este início do ano, vindo embalado do anterior, tem-se caracterizado por várias situações interessantes:

BCP
O rei ia nu, e provou-se que em termos de economia de mercado ainda não temos entidades reguladoras profissionalmente competentes, neste caso pelo falhanço do Banco de Portugal.

Aumentos e Reformas
Espera-se que as 2ªs não continuem a perder gás, todos perdemos com isso.
Existem muitos que tendo vista curta pensam que este Governo ou qualquer outro com políticas semelhantes são "exploradores", "fascistas", etc., etc. como se um Governo que ainda por cima vai a eleições não preferisse dar tudo a todos, hospitais e maternidades em cada porta, todos os serviços de Estado gratuitos, aumentos n vezes superiores à inflação, etc., etc. Só que é impossível financeiramente. Para serem tomadas medidas que podem significar derrota eleitoral é porque a condição e capacidades do país estavam num estado  tal ... calculem.

Quanto aos que oferecem "novas políticas", tudo para todos e sem custos para ninguém e parvoíces semelhantes, é porque sabem que nunca terão que implementar o que prometem. E se verificarem os países que estão ou estiveram ideológicamente próximos dos que fazem promessas, esses países oferecem ou ofereceram um nível de vida aos seus cidadãos que fazem um português parecer no mínimo um luxemburguês.

Quanto aos aumentos, quanto mais pagamos pelos produtos ou serviços os preços que sejam reflexo dos custos reais melhor para todos. Com o Orçamento de Estado sucessivamente deficitário e a ter que acabar com isso (nenhuma família consegue estar em anos sucessivos a gastar mais do que recebe), quanto menos preços forem subsidiados ou comparticipados pelo Estado, com o que acabam por beneficiar TODOS, desde os que ganham 500 euros aos que ganham 50000 euros por mês, mais verba existirá para apoiar apenas os verdadeiros necessitados.
Exemplo ? O ensino superior é fortemente subsidiado sendo beneficiadas principalmente as famílias de classe média-alta e alta. Como resultado por falta de verba as bolsas de estudo para os verdadeiramente necessitados são miseráveis. O país não tem disponibilidades para financiar tudo, altas bolsas e baixas propinas, a não ser aumentando impostos. Aumentando as propinas, para muitas famílias tal não aquecia nem arrefecia, outras teriam  alguma dificuldade colmatada pelas condições de apoio financeiro bancário e os verdadeiramente necessitados teriam bolsas dignas e úteis.

E os preços reais significam que diminuem desperdícios de consumo que acontecem quando os preços são artificialmente baixos.

Conta-se a história que na Ucrânia, quando ninguém pagava pelo gás natural da Rússia, as empregadas de manhã acendiam os 4 bicos do fogão e o esquentador e ficava assim todo o dia para quando fosse preciso utilizar. Porquê ? Os fósforos eram mais caros que o gás natural que era ... gratuito. Salvo as devidas proporções pensem por exemplo em desperdícios de energia eléctrica, água, gás, etc. quando os preços são mantidos artificialmente baixos.

PCP e CGTP
Só lendo ...

Lisboa, 04 Jan (Lusa) - "O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu hoje existir uma "visão muito convergente" com a CGTP quanto à "profunda inquietação sobre o agravamento da situação e de vida dos trabalhadores" e prometeu "uma intensificação da luta"."


Isto é novidade ? Pensam que os portugueses nunca viram essa "convergência", sendo a CGTP o PCP encapotado, tendo até Carvalho da Silva estado entre os possíveis candidatos a substituir Carvalhas como secretário-geral do PCP.

Depois é "luta e luta" para nos aproximar do regime cubano ou norte-coreano, ou talvez de uma URSS dos anos 50 ou 60. E claro um igualitarismo que entre outras coisas queria oferecer por exemplo serviços de Estado gratuitos para ... TODOS. Os mais ricos agradecem camaradas...





publicado por HomoEconomicus às 18:45
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