Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Fica-se espantado
Por cá e por lá fica-se admirado com o que vai acontecendo no mundo.

Por cá
Os professores mostraram mais uma vez no Prós e Contras que são contra qualquer reforma do ensino embora com uma linguagem para tentar fazer dos portugueses estúpidos. Eles são :
. Contra a nova gestão das escolas que pura e simplesmente responsabilizará quem as dirige e naturalmente quem lá trabalha.
. Contra as avaliações com desculpas que vão desde a "complexidade" do processo (coitados, são incapazes para algo que seja muito complexo) à "incapacidade" de avaliarem colegas (mas que diriam se o Ministério da Educação mandatasse avaliações externas). Mas a pérola vem daquela "loura" que diz que os professores "são todos bons". Claro, nesse caso para quê avaliar, são 150 mil da fina nata.
. Contra as quotas para titular. Claro, não havendo quotas todos iam a titular e ao topo da carreira tornando inúteis as avaliações, como tem acontecido até agora. Estranhamente um professor que era contra os professores titulares era ... professor titular.
. Contra tudo isto temos o sindicato comunista a fazer a única coisa que sabe fazer, procurar em tribunal bloquear processos de avaliação.
. Mas a pérola viria das aulas de substituição, com o mesmo sindicalista a vangloriar-se que os portugueses iam pagar dos seus impostos as consequências dos professores se baldarem às aulas. E estes a esfregarem as mãos de contentes com o novo negócio do "agora faltas tu, agora falto eu".
. Dizem que os professores andam com ansiedade. Claro, acabou o ambiente de compinchas irresponsáveis e passou-se para um ambiente de se saber quem serão os bons e maus professores e concorrência pela competência como no restante mundo civilizado.

Por lá
Até o "irmão Castro" que sucedeu a Castro vem dizer que Cuba vai reformar de alto a baixo o Estado acabando com burocracias excessivas e óbviamente com empregos em excesso e gastos em excesso. O camarada Jerónimo deve ter tido um desmaio ao ouvir isto.


publicado por HomoEconomicus às 11:18
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Domingo, 28 de Outubro de 2007
Sobre a Educação ... e o Referendo
A Educação últimamente é só mais pregos para o caixão. Basta ver o que se tem passado.


Faltas à aula
A medida recente do Governo/bancada socialista parece querer aumentar o facilitismo. Os alunos podem "baldar-se" com poucas ou nenhumas consequências. Tal também foi a medida de um governo de Cavaco com maus resultados. E depois parece existir uma "prova adicional" aos "baldas" que aparentemente poucas ou nenhumas consequências terá.

Um "regabofe".

Se as desigualdades em Portugal aumentam porque uns estudam e têm sucesso e outros "baldam-se"  e vêm por por aí abaixo, não é papel do Estado nem dos portugueses que trabalham ir ajudar os "coitadinhos" dos "baldas". Cada um assuma o seu destino com base no que trabalha (ou não) para ele.


O ensino da Matemática
Nuno Crato, presidente da Sociedade de Matemática e autor entre outros do livro "Eduquês" que desmascara a idiotice pseudo-pedagógica do nosso ensino, agora desmascara ao Expresso as novas "metodologias" do ensino da matemática que uns pedagogos idiotas e adeptos do facilitismo querem implementar.

Na prática as novas formas do ensino das "contas" aos jovens portugueses não são muito diferentes das utilizadas para ensinar primatas (chimpanzés por exemplo), golfinhos ou focas amestradas.

Será que os proponentes também pouco mais sabem de matemática que o que pretendem impor como "método de ensino" ?

Acredito que sim.


Avaliação dos professores
Finalmente sairam as regras de avaliação de profs. Curioso ver uma tal "Associação Nacional de Professores" vir considerar de subjectiva a nova forma de avaliação mas por outro lado considerar haver falta de mais componente qualitativa nessa avaliação.

Como se a componente qualitativa fosse muito ... objectiva.

Bastava juntar-se avaliação qualitativa à inexistência de  quotas de  subida na carreira para se voltar  à "mama" de antigamente. TODOS subiriam na carreira e os portugas que pagassem com os seus impostos.

E os resultados continuariam a ser a desgraça que são actualmente sem ninguém ser responsável, claro.



E agora sobre a Europa ...

Referendo ao Tratado de Lisboa
No Expresso de sábado veio uma das melhores sugestões sobre o fazer ou não fazer o referendo ao Tratado de Lisboa.

O referendo não será mais que uma forma para comunistas, trotskistas e nacional-socialistas mais alguma esquerda folclórica e políticos que sobrevivem apenas por serem "irreverentes", terem tempo de antena para falarem de tudo menos do próprio Tratado, como acontece sempre.

A lenga-lenga iria toda ser em torno das "políticas do Governo" e pouco mais. Ou seja, a aldrabice do costume.

Está na altura de todos assumirem o que defendem.

A questão não deve ser sobre o Tratado. Deve ser pura e simplesmente :

"Deve Portugal sair da UE" ?

Porque no fundo era isso que comunistas e nacional-socialistas fariam caso alguma vez mandassem no país. Sair da UE para impor a ditadura de sua preferência.

Porque por muito que a maioria dos 200 mil na última manifestação de "trabalhadores" seja ingénua ou ignorante, quem tem dois dedos de testa sabe que se Jerónimo Sousa fosse 1º Ministro nunca haveria uma manifestação contra o Governo.  Não  porque o Governo fosse excelente, mas porque a polícia política o seria. Exemplos não faltam nos "paraísos" e ex-"paraísos" comunistas.

Por isso assuma-se e referende-se se Portugal deve sair da UE. E se vencer o "Portugal deve sair da UE", saimos. E os que o defendem a saída da UE que sejam responsabilizados até ao limite (e cada um defina o limite) pelas consequências dessa decisão, dessa irresponsabilidade.

Que os portugueses que não querem ditaduras nem "iluminados" que os  "dirijam", não querem.


publicado por HomoEconomicus às 11:28
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007
Economês
Durante as últimas semanas têm vindo a lume notícias que se tornam mais fáceis de analisar através do chamado "economês" (conhecimento básico das bases e linguagem da economia), que ajuda a compreender muita da situação do país em geral.

Desemprego dos professores
Não deixando de ser um problema grave naturalmente, o desemprego dos professores (ter em atenção que alguns ainda são apenas licenciados que querem ser professores) era previsível.

É uma questão de oferta e procura. A oferta de licenciados que tiram cursos para se tornarem professores aumentou em mais de uma centena  de milhar nos últimos anos, ainda mais em cursos na área de letras e sociais cuja procura como professor e mesmo nas outras áreas de actividade tem caído fortemente.

A procura no sistema educativo tem diminuido e o Estado naturalmente não é obrigado a dar emprego a esta classe de licenciados assim como não é obrigado a dar emprego a quem quer que seja a não ser que exista trabalho para fazer.

Não se pode cobrar mais impostos ou desviar verbas apenas para criar "falsos empregos" que seria políticamente muito correcto mas um desastre para o país.

Por isso :

. As "exigências" sindicais de que o Estado tem que empregar todos os que querem ser professores são no mínimo ridículas.

. A falsa solução que os sindicatos apresentam  de aumentar o número de professores para os mesmos ou menos alunos é apenas isso, falsa solução e criação de falsos empregos. Portugal já é dos países da OCDE que menos alunos tem por professor (todos os outros dados dos nossos exageros no sistema educativo já foram referidos neste blog).

. E agora virem os mesmos sindicatos dizerem que não concordam com os novos requisitos de exigência para todos os que queiram ser professores, nomeadamente saber bem português, saber comunicar, e conhecer bem a área que leccionam, com a justificação de que os professores "podem estar nervosos nas provas" provam o ridículo e falta de credibilidade sindical cujo único objectivo é atacar qualquer governo (dado que da cor deles dificilmente o será), por tudo e por nada. E mostra como os sindicatos continuam a querer a balda completa. Todos os que queiram devem ser professores, todos devem subir até ao topo da carreira, etc., etc.

E os portugas que paguem a conta porque nem bons resultados existem.

Apenas deve ser dado um aviso a todos os que queiram tirar cursos para serem professores, por vocação nuns casos, por fuga às matemáticas noutros. O emprego vai escassear, existem quase 50 mil professores no desemprego.

Tirar um curso desses é por conta e risco do próprio. Depois não se queixe.

 
O poder de compra dos portugueses

Custo de vida em Portugal é 20% inferior ao da UE15
O nível de preços médio em Portugal é cerca de 20 por cento mais baixo do que o da média da União europeia a 15 (UE-15).Ou seja, para comprar um cabaz de bens que, a preços médios europeus custe 100 euros, os consumidores portugueses teriam de gastar apenas 82 euros, segundo o «Diário Económico». Boas notícias? Nem por isso. É que se o nível de preços é inferior ao da UE15 em quase 20%, o poder de compra dos portugueses é, ainda assim, bem inferior ao da média comunitária: os últimos dados da OCDE mostram que os portugueses ganham menos 40% do que a média comunitária e são mesmo os mais mal pagos da UE15.
in Diario Digital

Esta-se a falar de valores médios e sabemos que se por exemplo a região de Lisboa está acima do descrito, existem regiões portuguesas bastante abaixo. No entanto a notícia indica que em termos médios o que se costuma ouvir que "Na Alemanha ou França se ganha 2, 3, 4 vezes mais" apenas pode acontecer em certas situações específicas e tem que se descontar o nível de preços nesses países.

Em termos gerais e considerando a chamada paridade poder de compra (ppp), comparando o preço de um cabaz alargado de compras de bens e serviços entre os vários países, tal significa que o português tem um nível de vida de 20% abaixo da média da União Europeia a 15. E isto porquê ? De uma forma muito simplista temos um nível salarial 40% inferior à média da UE-15 e um cabaz de bens e serviços 20% mais barato.

Quanto aos 40% de salário abaixo da média da União Europeia, tal deve-se a vários factores, nomeadamente menor produtividade, maior peso de industrias tradicionais de baixo valor acrescentado, maior percentagem de população com nível educacional muito baixo que leva a terem menor produtividade e trabalharem em sectores de menor valor acrescentado, etc.

São estes aspectos que temos que mudar para o país se aproximar da média da União Europeia a 15.

Os imigrantes e a oferta e procura de trabalho.

Por vezes os imigrantes são acusados de todos os males do nosso país e faz-se passar a imagem que todos eles decidiram escolher o nosso país para virem trabalhar. Porquê essa opção ? Pelos nossos lindos olhos ? Por termos Vasco da Gama e Cristiano Ronaldo ? Para "beneficiarem" do nosso "maravilhoso" sistema de segurança social ? Pelo "elevado"  nível salarial ?

Claro que não. Tal como os portugueses foram para países onde havia trabalho, o mesmo se passa com os imigrantes. E se a procura de trabalho diminui, se a taxa de  desemprego aumenta, a oferta de trabalho de imigrantes desce, indo eles naturalmente procurar trabalho noutras paragens.

Basta ler ...

Número de imigrantes em Portugal atinge nível mais baixo dos últimos cinco anos
O número de estrangeiros residentes em Portugal atingiu, no ano passado, o valor mais baixo dos últimos cinco anos.
De acordo com um relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), esta tendência de quebra, que terá sobretudo que ver com a falta de emprego, tornou-se mais evidente a partir de 2004. Desde então verificou-se um decréscimo de 8,5 por cento no total de estrangeiros registados no país.
Depois de se ter sentido, como nunca nas últimas décadas, uma entrada maciça de trabalhadores estrangeiros em Portugal, a partir de 2001 — ano em que se verificou o maior processo extraordinário de legalização de sempre —, em 2005 parece ter ocorrido uma autêntica debandada do país, que se prolongou durante o ano de 2006.
in Diário Digital


publicado por HomoEconomicus às 09:01
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
"Silly Season" ou falta de vergonha dos profs ?
As declarações surrealistas multiplicam-se neste país...

Será da "silly season" ? (como normalmente se denomina a época de Verão em que muita gente mostra estar já a necessitar de férias pelas parvoíces que diz)

Ou mera falta de vergonha ?

Basta ler :

"A Federação Nacional da Educação (FNE) acusou hoje o ministério da tutela de apresentar um projecto de avaliação de professores "insatisfatório",


O descontentamento da FNE prende-se com as fichas de avaliação apresentadas esta manhã pelo ministério — que serão conhecidas na totalidade só em Setembro — e que assentarão "em dados meramente estatísticos, tais como os resultados dos alunos, o níveis de assiduidade do professor, entre outros"."

 
Ou seja, os professores são contra serem avaliados com base nos resultados do seu trabalho (resultados dos alunos), mesmo sabendo que os "resultados dos alunos" levam em consideração uma série de factores adicionais atenuantes.

Também discordam e acham "meramente estatístico" serem avaliados com base no "nível de assiduidade", ou seja querem continuar a "baldar-se" às aulas, muitas vezes por causa de "biscates" que fazem por fora, sem que isso tenha influência na sua carreira.

Mas o que é que afinal a FNE quer que seja utilizado na sua avaliação ?

Segundo eles :

(o projecto de avaliação) ""não tem em linha de conta" a diversificação de estratégias dos docentes para melhorarem a aprendizagem dos alunos, o que leva a que o professor fique "dependente de variáveis que lhe são exteriores"."

Quanto às "estratégias", como dizem os anglo-saxões, "bullshit", conversa da treta. Ou então as estratégias TALVEZ não estejam a ser as melhores.

Quanto às "variáveis externas" são muito "internas", resultados obtidos e nível de assiduidade.

Ou é variável externa da qual o professor está "dependente" o facto de ele faltar às aulas ?


Acreditemos que tudo isto seja da "silly season" ... falta de férias.

PS. Sabemos que muitos professores são excelentes profissionais e não se revêm nestes sindicatos. Talvez comece a ser a altura de mostrarem a sua discordância.




publicado por HomoEconomicus às 09:46
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Como um sindicato de professores "analisa" o relatório da OCDE
Um sindicato de professores pegou recentemente no relatório da Educação da OCDE 2006 e procurou analisá-lo com as "lacunas", "omissões" e falta de rigor habituais nas organizações sindicais.

Eis a sua "análise" :

"OS PROFESSORES EM PORTUGAL NÃO SÃO ASSIM TÃO MAUS...
A OCDE publicou a sua última versão do “Education at a Glance” (2006). Este documento pode ser consultado aqui (versão em inglês) ou então em www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf. Chamamos a atenção de todos para a consulta das páginas 32, 56 e 58. Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB. Por outro lado, Portugal está na 23ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento por aluno.
Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!
Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola. Estamos à frente de países como o Japão, a Espanha, a França, a Itália, a famosa FINLÂNDIA, a Dinamarca, a Áustria, o Luxemburgo, a Islândia, a Noruega, a Grécia, a Hungria e a Coreia!!!!!!!!!! Porque será que o ME não manda publicar este estudo?"
in www.spliu.pt


Vamos lá comentar, tendo em conta todos os dados apresentados no relatório, incluindo o detalhe em folhas de Excel e apenas os pontos apontados pelo sindicato, porque muito mais poderia ser dito.

"Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB."

Sendo a mera ordenação "interessante", na falta de melhor convém notar alguns aspectos no mínimo verdadeiramente interessantes (sem aspas) :

- Somos dos países com os alunos a estarem menos anos no sistema de ensino, ou seja, menos custos (pág 8);
- Dos países com pior desempenho dos alunos em Matemática (pág. 14);
- A 19ª posição corresponde na verdade a menos 0,35 pontos percentuais em relação à média da OCDE, com países como Espanha, Itália ou Grécia muito abaixo de nós;
- "Esquecem" esta nota : "The cumulative amount spent on a child’s schooling (primary and secondary education) varies from at least USD 100 000 in Austria, Denmark, Iceland, Italy, Luxembourg, Norway, Switzerland and the United States, to below USD 40 000 in Mexico, Poland, the Slovak Republic and Turkey as well as the partner countries Brazil and Chile. However, Hungary, Korea, Poland and Portugal have spent less than average per student in absolute terms, but more than average relative to GDP per capita."

e

- "Esquecem" a pág. 40. Portugal é o país em PRIMEIRO LUGAR (1º) na percentagem de despesa em educação para pagamento de salários, quase 100% (com os resultados que se conhecem).

Ou seja, Portugal tem uma despesa em educação perto da média da OCDE mas PRÁTICAMENTE TODA a despesa é para salários. E se não houvesse este travão do Ministério da Educação com o novo Estatuto da Carreira Docente, seriam óbviamente muito maiores verbas a gastar dentro de alguns anos APENAS com salários tendo em conta as subidas automáticas na carreira PARA TODOS. Basta saber fazer contas.

"Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!"

Outra ordenação. Parece que não se vai mais longe que isso, ou talvez não convenha.

- "Esquecem" que todos os países melhor posicionados são países mais ricos que o nosso. A prova ?
- "Esquecem" notas como "For instance, top-of-the-scale salaries in Korea are almost three times that of starting salaries, but it takes 37 years to reach the top of the scale. In Portugal, however, the ratio of salaries at the top of the scale to starting salaries is close to that in Korea, but teachers reach the top of salary after 26 years of service."
- "Esquecem" que no topo de carreira em salários absolutos ppp estamos em 12º lugar enquanto como riqueza do país (PIB per capita) estamos muitos degraus abaixo como todos sabem.

e

- "Esquecem" na mesma página que em relação ao PIB / capita (representa a riqueza do país, a capacidade de recolha de impostos por exemplo para pagar os salários dos professores), estamos em TERCEIRO LUGAR.

Ou seja, em relação a salários e em relação ao país que somos em termos de riqueza nacional os professores portugueses estão em 3º lugar. E com os resultados que se conhecem. Noutras comparações salariais presentes em anexos podemos ver outras relações verdadeiramente interessantes.

"Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola."

Mais uma simples seriação ainda por cima com interpretação errada, ou melhor, a correcta para os professores até o ECD lhes cortar essa benesse. Porque aqui o que é referido NÃO É o tempo de permanência na escola mas sim o tempo de aulas. Sabemos que para a esmagadora maioria dos professores é o mesmo.

E o problema cá em Portugal era principalmente que os professores, fora o tempo de aulas em geral não estavam no estabelecimento de ensino. E mesmo em termos de tempo total no estabelecimento de ensino que "teóricamente" devia ser cumprido Portugal é dos países com menos horas como se vê no anexo deste relatório.

---------------------
Em suma, é extraordinária a "leveza" destas análises de professores a quererem vitimizar-se sem razões para tal.

Mas muito mais se pode analisar deste relatório, por isso é bom para os sindicalistas que ele NÃO seja muito publicitado.

Por exemplo como a OCDE indica :

"Working time and teaching time only partly determine the actual workload of teachers, they do give some valuable insights into differences among countries in what is demanded of
teachers. Together with teachers’ salaries and average class size (see Indicator D2), this indicator presents some key measures of the working conditions of teachers."

E acrescente-se a isto o ter em conta resultados do sistema de ensino, riqueza do país em PIB, PIB per capita, etc. e vejam os resultados.

Menos "leveza", mais rigor, é o mínimo que se exige de professores.


publicado por HomoEconomicus às 18:15
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