Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Terça-feira, 26 de Junho de 2007
O pessimismo nortenho e os aviões a passar
O  último "Prós e Contras" mais algumas situações recentes parecem demonstrar que há "algo de podre no reino da Dinamarca", que é como quem diz, no Norte, Grande Porto e arredores.

No portugaldiario.iol.pt vem :

"Porto está «viúvo e triste». «Prós e Contras» mostrou uma cidade moribunda. Líderes culpam Lisboa".

Sobre a "culpa de Lisboa" (ou da falta de "regionalização") para todos os males da região aconselho a canção de Milli Vanilli abaixo apresentada.

Gotta blame it on something

Gotta blame it on something

Blame it on the rain that was falling, falling

Blame it on the stars that did shine at night

Whatever you do don't put the blame on you

Blame it on the rain yeah yeah

You can blame it on the rain

Cos the rain don't mind

And the rain don't care

You got to blame it on something

(Blame it on the rain)

(Blame it on the stars)

Whatever you do don't put the blame on you

Blame it on the rain yeah, yeah

You can blame it on the rain

Porque no mesmo sítio vinha o seguinte :

"Esta é a região onde o desemprego mais cresceu
Região Norte perdeu 19 mil postos de trabalho no primeiro trimestre

A região Norte perdeu no 1º trimestre do ano cerca de 19.000 postos de trabalho, face igual período de 2006, segundo os dados divulgados esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), refere a Lusa.

Ou seja, pouca culpa foi assumida pelos empresários e a sua "indústria" do Norte, a maior parte baseada na produção de produtos indiferenciados, subcontratação e mão-de-obra pouco qualificada e barata.

Esta estrutura industrial está em falência em Portugal e no mundo ocidental onde ainda existe, e daí vem óbviamente o impacto negativo sobre o Norte.

Mas são também as queixas consecutivas sobre o novo aeroporto de Lisboa, agora contra a Ota e depois contra Alcochete claro, porque o objectivo será que Lisboa fique com uns aeroportozitos ultrapassados e pouco mais que regionais e não uma estrutura para competir com Madrid ou Barcelona.

Basta ler ...

"No Porto a Ota sempre foi muito pouco popular porque tira espaço ao aeroporto Sá Carneiro, já  que passamos a ter um aeroporto que está a hora e meia do Porto em TGV. Porém é um facto que hoje é políticamente correcto ser contra a Ota."
Daniel Bessa - Jornal Oje . 25-6-07

Nada que não tenha já sido referido neste blog.

"Rui Moreira, o combativo presidente da Associação Comercial do Porto, revelou ontem ter recomendado ao presidente da Cãmara do Porto para impedir qualquer passagem do TGV no Porto se a estação não for no Aeroporto Sá Carneiro. Na Campanhã, disse, o TGV só serve para a Ota."
Jornal Oje . 26-6-07

A pergunta que se faz é a seguinte. É o Grande Porto, o Norte, o que lhe quiserem chamar, um gigante de pés de barro, tão frágil que a construção de um novo aeroporto em Lisboa vai ser "a queda de Roma" para aquela região e/ou o seu aeroporto ?

E se sim, o que duvido, porque será ?

Uma coisa é certa, uma liderança pessimista e pouco mais que queixosa de pouco serve ao Norte.

Mesmo que existam algumas "culpas" do Sul, que não sejam bode expiatório para tudo o que acontece ao Norte. Tal apenas servirá para a manutenção do "status quo" da região e o continuar dos problemas que tem.


"Felizmente" (entre aspas) para os defensores da Portela + 1 e felizmente para o Governo que quanta mais confusão e multiplicação de estudos houver mais poderá dizer que terá que decidir, Fernando Seara da CM de Sintra vem falar agora da Portela + 2 (Sintra e Montijo), Portela + 3 (Sintra e Montijo e Alverca) ficando Lisboa servida por vários aeroportozitos com custos de manutenção e funcionamento multiplicados e rotas a cruzarem-se sobre uma das zonas mais densamente urbanizadas do país.

Era lindo os turistas que quisessem vir de Sintra a Lisboa, sentirem o pulsar do país nos comboios da Linha de Sintra ou no IC 19 e a sua linda paisagem envolvente.

Mas dando uma sugestão, porque não Portela + 4 (e Tires ?). E com alguma atenção e Sistemas de Informação Geográfica, ainda mais "aeroportos" se irá arranjar.

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publicado por HomoEconomicus às 20:04
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Sábado, 16 de Junho de 2007
Novo Aeroporto de Lisboa e TGV
Espera-se que para final deste ano se DECIDA sobre o novo aeroporto de Lisboa.

Decisão entre a Ota e Alcochete, dado que o estudo que apresenta Alcochete demonstra que é a melhor alternativa da margem sul. Ou seja, espera-se que não existam "caramelos" que, caso Alcochete seja a opção derrotada, não venham depois pedir mais estudos comparativos com Rio Frio, Poceirão, etc. que foram consideradas opções inferiores a Alcochete.

Mas em Portugal tudo é de esperar...

Entretanto o lobby do norte associado a alguns pequenos partidos que procuram "ser diferentes" quer que a decisão seja Portela  + 1 pedindo estudos (com custos) que o "provem".

Como já referi, o lobby do norte procura impedir qualquer investimento a sul do Mondego. Neste caso específico querem uma capital do país com dois pequenos aeroportos na mesquinhez dos pequenos para que o "seu" aeroporto possa ser o mais relevante a nível nacional. Para além de quererem impedir qualquer pólo de desenvolvimento a sul que acentue ainda mais a perda de peso económico no país de um norte baseado em industrias tradicionais de mão-de-obra barata e em declíneo.

Como também já referi, se essa fosse a opção devem ser punidos criminalmente os decisores e apoiantes dessa decisão caso um avião caia sobre a capital do país, dado que cada vez com maior frequência os aviões sobrevoam a capital a baixa altitude a levantar e aterrar com os todos riscos inerentes.

Mas agora uns dados que a imprensa aqui e ali vai publicando :

Opção Portela + 1
- Daqui a uma dezena de anos teriamos um aeroporto septuagenário cheio de "remendos" e no máximo para 15-16 milhões de passageiros. As barracas (desculpem, novo terminal) já chegam agora à 2ª circular. Os "remendos" são um sourvedouro de largas centenas de milhões de euros ao longo dos anos;

- O "1" seria talvez o Montijo com custos financeiros enormes de remodeção às novas "tarefas";

- O total de capacidade seria insuficiente poucos anos depois, mesmo com todo o investimento feito;

- Para além disso Portela+ (Montijo ou Alverca) teria limitações de tráfego devido a corredores de voo comuns;

- Custos de operação de 2 aeroportos, com boa parte dos custos duplicado dado que necessários em cada aeroporto (por exemplo bombeiros), tornaria a solução "2 aeroportos" financeiramente insustentável.

Ota

- Clientes : Mais perto de potenciais clientes (8 milhões versus 4,5 milhões) se fosse em Rio Frio;

- Militares: A 75 km da base de Monte Real. Aeroporto de Torrejón, Madrid, a 10 km de base militar com 2 esquadrões de F-18;

- Visibilidade : 4% dias por ano de baixa visibilidade na Ota. Mas 7% na Portela e 15% em Madrid;

- Expansão : Heathrow (Reino Unido) serve perto de 70 milhões de passageiros, tem capacidade para 85 milhões, área de 900 hectares. Ota tem uma área de 1400 hectares.

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TGV

Segundo a imprensa agora vai-se procurar "atacar" o TGV.  Se o "ataque" for em relação à qualidade das opções de financiamento,  avaliar as diferentes opções, deve ser feito.  Se for para por em causa o TGV  é mais uma vez o "Portugal dos pequeninos" que nunca teria feito os Descobrimentos de que estamos a falar.

- Estranho que parece que quem quer "acabar" com  TGV  foram os mesmos que concordaram com Espanha o traçado que unirá as 2 capitais, ficando no futuro todas as capitais da Europa unidas por TGV;

- Os que agora não querem um TGV em T deitado de menores custos são os mesmos que queriam um TGV em "pi" deitado com custos esmagadoramente mais elevados, principalmente a "perna" mais a norte do "pi";

- Se formos o único ou dos raros países da União Europeia sem TGV mas ficando daqui a 30 ou 40 anos com uma tecnologia de caminhos de ferro dos anos 60-70 com alguns aperfeiçoamentos, não nos poderemos queixar do nosso atraso e isolamento;

- Sem TGV daqui a uma trintena de anos para a Europa não seremos muito diferentes  do que é actualmente a América Latina em relação a Portugal. O país para onde os restantes países europeus despacharão os seus comboios ultrapassados, como nós enviamos os antigos comboios da Linha de Sintra para a América Latina.

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Mas estas "lutas" são as mesmas contra a Ponte Vasco da Gama, a Expo 98, Porto Cidade da Cultura, Centro Cultural de Belém, Euro 2004 (aqui os que ainda reclamam os 10 estádios "esquecem" que com 8 estádios teriamos tido o Euro 2004 em Espanha e os benefícios reconhecidos do evento para Portugal e o nosso turismo a serem colhidos pelos espanhóis), só para lembrar algumas situações.

E claro, no séc. XV ninguém teria gasto dinheiro para financiar uma viagem arriscadíssima para descobrir um caminho marítimo para a longínqua Índia. Isto se os "pequeninos" não tivessem mesmo impedido algo mais "gastador" que uma viagenzitas até aos descobertos arquipélagos da Madeira e Açores

As lutas do "Portugal dos pequeninos".

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publicado por HomoEconomicus às 18:08
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Novo Aeroporto de Lisboa e país governado por juízes
A processo do Novo Aeroporto de Lisboa sofre uma nova alteração com o Governo agora a pedir no prazo de 6 meses (os opositores da Ota chegaram a falar que 3 meses era o necessário para um estudo comparativo) um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete.

Tudo bem, todos os estudos se devem fazer mas espera-se que seja o último e depois se tome a decisão final e irreversível.

Quem ganhou e perdeu com tudo isto ? Como tudo, penso que no fim todos se irão declarar "vencedores".

- O governo recua ao aceitar fazer um novo estudo comparando Ota com Alcochete ?

- Ou o Governo sabendo e acompanhando o estudo de Van Zeller há 3 meses como o próprio afirma, mais a "coincidência" das palavras recentes de Augusto Mateus sobre Alcochete, quis "esticar a corda"  em relação às críticas por falta de estudos para "recuar" dizendo que vai fazer um estudo mas com isso anulando todas as críticas que se arrastavam ?

- Nem considero aqui os infelizes que continuam a querer manter o perigo de um aeroporto no meio da capital do país e a maravilha de ficarmos com dois aeroportozecos "regionais", Portela + 1 sendo este 1 uma linda incógnita devido a sobreposição de corredores aéreos,  e ainda com duplicação de custos de estrutura e funcionamento que existem independentemente da dimensão dos aeroportos.

Daqui a seis meses veremos quem realmente "ganha" ou "perde", mas é fácil de ver... quase todos "vencerão":

. Se a opção for Ota, o Governo dirá que se perderam 6 meses e dinheiro em novos estudos enquanto a oposição defenderá que graças a ela um estudo recomendou acima das dúvidas existentes o novo aeroporto. Existirão alguns "engenheros" que agora dizem que Alcochete, Poceirão e Rio Frio é  "a mesma coisa" mas que depois provávelmente virão "exigir"  estudos para Poceirão, Rio  Frio ou coisa do género. Mas aí já poucos os ouvirão.

. Se a Opção for Alcochete, o Governo considerará que foi bom ter recuado no  estudo, mas que o local escolhido  não foi aquele apontado por quase todos os opositores. A oposição considerará que venceu por o aeroporto não ser na Ota.

. E felizmente todos estarão de acordo sobre o fim da Portela. Os poucos com outra opinião serão irrelevantes em termos políticos e técnicos.

E todos viveremos felizes.

Governados por juízes

Agora existe a grande moda de levantar providências cautelares para impedir medidas tomadas por executivos camarários ou governamentais eleitos democráticamente.

Uma das mais célebres começou com o túnel do Marquês em Lisboa por Sá Fernandes (lista BE), que provocou o atraso da obra em largos meses e aumento de custos em centenas de milhões de euros que os portugueses irão pagar dos seus impostos enquanto quem colocou a providência cautelar é feliz vereador passando impune a tudo isto.

Agora são juízes, humanos como todos e com as suas simpatias políticas, opiniões sobre o que gostam de ter na sua comarca e tudo o resto que agora decidem políticas governamentais.

Juízes esses que ao contrário dos executivos, NÃO são eleitos e são práticamente inimputáveis nas suas decisões. A não ser que comecem também a ser eleitos.

Para acabar com estas palhaçadas existe uma solução simples. Quando alguém coloca levianamente por razões políticas, de interesse pessoal financeiro ou qualquer outro interesse, providências cautelares contra medidas de executivos eleitos e perdem em tribunal, devem arcar com TODAS as consequências do seu acto incluindo eventuais prejuízos para os executivos causados por essas providências cautelares.

Chega de fazerem os portugueses de estúpidos para pagarem com os seus impostos os custos do protagonismo bacoco de alguns que, por "coincidência", em geral obtêm  protagonismo gratuito e benefício pessoal directo ou indirecto com o seu acto.

Comece-se já a punir a irresponsabilidade ou será tarde de mais. O país paralizará com qualquer gato-sapato a colocar uma providência cautelar por não gostar algo ou não simpatizar com dado executivo.


publicado por HomoEconomicus às 15:17
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007
Pós e Contras, OTAs, diferentes margens e "buzinões"
Mais um debate sobre o novo aeroporto de Lisboa, agora no Pós e Contras.

Alguns aspectos a destacar:

- Todos concordam que a Portela em 4 a 5 anos está esgotada e é necessária alternativa. A Portela daqui a uma vintena de anos terá mais de 70 anos, idade pouco atraente para um aeroporto "remendado". Esperemos que os ainda defensores da Portela não tenham que assistir por exemplo a um avião em dificuldades de aterragem entrar ali pelo Campo Grande/Av. EUA/Av Roma para mudarem de ideias e ficarem calados que nem ratos de esgoto sobre o que defendiam. Nessa altura, que espero nunca vir a acontecer, os defensores da "Portela Sempre" deviam no mínimo acabar onde aqueles roedores vivem;

- Vários pedem muito "portuguêsmente" para adiar, reconsiderar, "pensar". Outros mais coerentemente pedem estudos comparativos tendo em conta vários factores, Mas todos SABENDO que em 5 anos nem a Portela nos safa. Pena é que sabendo-se da decisão da Ota desde 1999 só agora todos acordem para isso. Muito português, decisão a aplicar, decisão a contestar. Diz-se que agora existe mais informação que pode levar a outra decisão, 8 anos passaram desde 1999. Pois, e em 2015 concerteza ainda mais informação haverá que pode levar a outra decisão, em 2023, em 2031, ... ad infinitum nunca se decidindo como parece que os portugueses preferem;

- Quando se coloca a Ota como possível novo pólo de desenvolvimento nacional percebe-se o nervosismo mais a Norte;

- Cómico ver aquele comandante que falou em nome pessoal e que defende o aeroporto na margem sul. Acaba por baralhar-se e afirmar "na margem esquerda temos a maior reserva aquífera nacional (é verdade) e com o aquecimento global é importante, etc."
Só que a margem esquerda é a margem sul ... a esquerda e direita de um rio é a partir da nascente. Ele deu o melhor argumento para não se fazer o aeroporto na margem sul.

Buzinão

Parece que vários automobilistas buzinam hoje na travessia do Tejo contra as afirmações de "deserto" do ministro. Eu mesmo vivendo na margem sul e querendo o aeroporto nesse local não buzinaria para não parecer idiota. Porque é fácil perceber o sentido de "deserto". Numa zona com a grande reserva aquífera da Grande Lisboa que ainda mais com o aquecimento global é preciosa, mais várias reservas naturais, ÓBVIAMENTE que o desenvolvimento em torno do aeroporto será SEMPRE muito menor que em torno da Ota.

Mas os ministros em Portugal seja qual for o Governo devem já saber que a falar têm que fazer a "papinha" toda senão o pessoal não percebe ou pior, finge que não percebe.


publicado por HomoEconomicus às 10:30
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Infelizes
Assistimos últimamente a um conjunto de declarações de vários quadrantes sobre vários temas que só nos faz ter pena dos infelizes que as fazem dado que roçam entre a mentira, a ignorância e a hipocrisia.


Sindicalistas
No Pós e Contras assistimos à CGTP, correia de transmissão do PCP com a maioria dos seus  líderes sindicais incluindo o Secretário-Geral militantes comunistas, dizer pouco mais do que a voz do partido.

E algumas coisas autênticamente patéticas.

Desta vez eram as hossanas de Carvalho da Silva a Espanha. Espanha era agora o exemplo a seguir em tudo, "esquecendo" (as aspas têm um sentido óbvio) no entanto que:

1. Se Espanha agora está assim em termos de desemprego e crescimento foi depois de passar ANOS com desemprego perto dos 20% devido à reestruturação da economia, e depois das reformas do governo do PP que levaram de um défice de Estado elevado aos mais recentes superavit ou défice perto de zero das contas do Estado.

Aí a CGTP estava calada e contra.

2. O equivalente à ADSE em Espanha é privatizado e muito mais eficiente.

A CGTP é contra o mesmo para a ADSE.

3. O sistema de pensões de Espanha foi muito elogiado, mas tem plafonamento.

A CGTP é contra.

4. Comparam salários mínimos pagos 14 vezes por ano em Portugal com salários mínimos pagos 12 vezes ou 13 por ano noutros países.

Problema de "contas" da CGTP. E também "esquecem" o factor produtividade.

Ignorância ou aldrabice dos sindicalistas ?

Com ou sem greves gerais, a mama acabou. Empregos para a vida que levam ao laxismo, subidas na carreira para TODOS independentemente da competência e muito mais benesses que são incomportáveis para qualquer país, que apenas sugam os impostos dos portugueses que trabalham no sector privado e dos que trabalham no sector público mas merecem mais que ser "igualitários", tudo isto acabou ou está a acabar felizmente.

Ota
Quem vê os barracos a serem construidos junto à 2ª circular e os aviões que cada vez com maior frequência levantam e pousam passando pela capital percebe que a Portela acabou.

Depois pode-se discutir se é Ota, Rio Frio,Poceirão, Alcochete, até ao séc. XXV, porque até lá a evolução tecnológica acabará por ajudar a descobrir concerteza mais localizações.

Mas o desespero dos defensores da Margem Sul em se agarrarem ao "deserto" de Mário Lino como grande argumento não augura grande coisa à qualidade dos seus argumentos.

Porque o ministro, concorde-se ou não, disse o óbvio para quem conhece a zona.

1. É rota migratória de aves; aves e aviões nunca se deram bem sabe-se lá porquê ...

2. É reserva aquífera subterrânea da Grande Lisboa (saberão muitos o que isso é ?) com toda a importância desse factor, para além de estar numa zona de várias reservas naturais e ecológicas.

Ou seja, se para o ponto 1 poderão os defensores da Margem Sul depois voluntariar-se para servirem de espantalhos à passarada, o ponto 2 IMPEDE que para além do aeroporto muito possa ser construido em torno dele, daí a expressão de "deserto" para os coitados que não perceberam.

E que querem um aeroporto no meio de um deserto verde, muito ecológico e cheio de passarada.

Vem também ai um estudo da CIP. Aguardemos pelo lobbie do norte que receia o peso que um pólo de desenvolvimento nacional em torno da Ota possa tirar à "indústria" do Norte e ao seu aeroporto.

Uma última questão ... porque razão sabendo-se da opção da Ota desde 2000 só agora venha tudo reclamar contra essa opção ? O argumento do "conhecimento adicional" é poeira para os olhos dos parolos.


publicado por HomoEconomicus às 11:21
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Sábado, 19 de Maio de 2007
O medo do Norte
O Norte através de algumas das suas figuras mais conhecidas e outros lobbies do costume tem-se vindo a insurgir contra a OTA e o TGV como fazem sempre com qualquer investimento a sul do Mondego.

O TGV talvez porque faça confusão ser Lisboa a ligar a Madrid e para ir a Madrid por TGV ter que passar-se por Lisboa. Mesmo assim acalmaram  quando se acenou com Porto-Vigo.

Porque sem ser estas razões provincianas, alguém acredita que o Norte queira que dentro de uma vintena de anos Portugal esteja com uma infraestrutura ferroviária ultrapassada, esteja ainda mais isolado da restante Europa cruzada por TGV (pelo menos nas ligações entre capitais) e com grande certeza de já não poder voltar a pedir fundos da UE para esta infraestrutura ferroviária ?


Quanto à Ota ainda é mais óbvio. O Norte tem medo que o aeroporto Sá Carneiro perca importância e que muito do desenvolvimento ligado a um aeroporto desça para sul do Mondego. Independentemente de tudo o resto, o Norte queria por ordem decrescente :

1 . Manutenção de uma Portela ultrapassada e esgotada para o aeroporto principal do país passasse a ser o Francisco Sá Carneiro. Agora acenam com Portela + 1 ... uma palhaçada de duplicação de gastos com a manutenção de um aeroporto ultrapassado e limitado para uma capital europeia para além do perigo de estar no centro da capital, procurando em relação a instalações aeroportuárias dividir para reinar.

2. Construção a sul do Tejo, numa zona que limitaria qualquer desenvolvimento empresarial em seu torno devido às limitações  ambientais que,  diga o que se disser, serão sempre maiores em qualquer das zonas agora invocadas do que na Ota.  Não esquecendo que aí se encontram reservas aquíferas (maiores que na Ota de certeza) que se irão  revelar imprescindíveis para o país e que seriam bastante afectadas com um aeroporto "na zona".

No fundo o receio do Norte é que a construção do aeroporto da Ota traga investimentos para aquela região criando um novo pólo de desenvolvimento nacional que tiraria influência ao Norte.

Nem é preciso ser-se muito inteligente para se perceber isso.



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publicado por HomoEconomicus às 11:19
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Por cá e por lá ...
Por cá ...

A World Travel and Turism Council (WTCC) anunciou o que era mais que óbvio. Em 2001 o aeroporto da Portela estará esgotado e depois é gastar dinheiro em remendinhos de aeroportozinhos complementares aqui e ali para evitar recusar-se ainda mais voos do que actualmente já acontece.


Entretanto a Ota parece avançar contra tudo e todos dado que não se podem perder mais anos em novos estudos, que estranhamente apenas agora foram pedidos pelos que não querem a Ota. Porque é claro, assim como agora existe "nova informação" que "coloca tudo em causa", quem diz que daí um par de anos não haverá novamente "nova informação" ... E agora já se vai em 30 anos de estudos ...


No fundo guerra entre lobies que por vários interesses preferem a margem sul contra lobies que preferem a margem norte já não falando do lobie do norte que queria para Lisboa apenas a Portela  e o aeroporto Sá Carneiro como o aeroporto nacional de entrada no país ...

Por lá ...

Grupos de delinquentes da que se diz "extrema-esquerda" (bela desculpa para actos de criminalidade e depois armarem-se em "perseguidos") fazem estragos em Paris na sequência da eleição presidencial.

Está na hora de tratar os grupos de delinquentes da extrema-esquerda e extrema-direita exactamente como são, gangues de criminosos, e actuar.


publicado por HomoEconomicus às 18:45
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007
OTAs

Portugal tem mais um polémica ao seu estilo, neste caso o aeroporto da OTA.

Já todos reconhecem que o aeroporto de Lisboa está esgotado com milhões de euros a perderem-se anualmente por voos cancelados devido a falta de capacidade, que é surrealista tentar uma maior frequências de aviões a levantarem e aterrarem sobre a capital do país com os problemas de segurança que isso levanta, que as centenas de milhões de euros enterrados frequentemente para aumentos de capacidade são apenas remendos.

Já existem desde 1969... Sim, 1969, quase quarenta anos, estudos e mais estudos sobre a localização do novo aeroporto. Montijo, Rio Frio, Ota, Alcochete, umas ideias peregrinas de mini aeroportos de provincia em torno da capital, tudo para todos os gostos.

A OTA, bem ou mal e até poderão existir todas as dúvidas legítimas, já é falado como novo aeroporto práticamente desde o governo de António Guterres. Já se sabe desde que o Governo tomou posse que era a decisão, e mesmo o Governo anterior já referia data de início de obras para o mesmo.

Tudo caladinho ...

Mas agora todos vêm falar de "parar para pensar", "reflectir", etc., etc., seja por razões de guerra partidária (ou existiam "interesses" na escolha do Montijo ou existem agora "interesses" na OTA), seja por "guerras" norte-sul com receio de perda de influencia do aeroporto Sá Carneiro.

Fala-se mesmo em enterrar largas centenas ou milhares de milhões de Euros num aeroporto provisório em Montijo "para dar tempo para pensar" ....

Quase 40 anos deve ser pouco para os nossos decisores ... têm  que "pensar" ainda mais ...

E muitos querem que o processo volte à estaca zero, a 1969 ...

É a mentalidade portuguesa do adiar, adiar, adiar.

Ou criticar, criticar, criticar sem dar alternativa.

Ou dá-la apenas quando o que criticam já foi decidido, evitando assim o risco de a "sua" alternativa ser escolhida e revelar-se tão fraca como a que criticam ...

Uma tristeza...

Decidam e avancem ... O país e a capital não podem estar mais tempo à espera.


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publicado por HomoEconomicus às 22:40
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