Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Sábado, 17 de Novembro de 2007
Últimos dias
Como sempre neste país, tivemos uma semana muito animada em vários aspectos.

Madeira
Um tal Gabriel Drumond apareceu com uma espécie de ameaça velada de luta pela independência da Madeira, armas, etc., atenuando depois para uma maior autonomia.

Normalmente esta retórica surge quando a Madeira se vê apertada financeiramente dado que por ventura consideram que o papel do Estado português é financiar indefinidamente e chorudamente a fundo perdido o Governo da Madeira e todos os que escandalosamente beneficiam financeiramente do mesmo.

A Madeira quer maior autonomia ? Seja concedida.

A Madeira quer a independência ? Nem precisam de armas, será dada.

Como contrapartida  os  largos milhões que para lá são canalisados passam a ser para o interior de Portugal Continental que bem precisa.

Porque se a Madeira quer a independência é porque sabe que é viável sem ter que chorar o dinheiro dos "cubanos" (como chamam aos continentais).

Já agora, Alberto João Jardim vem culpar o Governo. Claro, é fácil governar como ele tem feito, uma chuva de dinheiro do Continente e nem precisa de exigir nada dos madeirenses.


PND e a extrema-direita
A extrema-direita pensa que está na Alemanha dos anos 30 e pode tomar o poder em Portugal de forma subreptícia (eles agora até são adeptos da democracia).

Mais uma tentativa caricata é a infiltração no Partido da Nova Democracia. Tão fácil de fazer como infiltrarem-se numa festa de Natal de alguma família portuguesa sem darem nas vistas. E nalgumas dessas festas haverá mais gente que nas reuniões do PND.

Pela amostra vê-se a capacidade intelectual dos "iluminados" infiltradores.

E esquecem um pormenor. A extrema-direita em Portugal está, e bem, vigiada e controlada pelas autoridades e serviços de inteligência. Já nem contando que a esmagadora maioria dos portugueses não quer que um bando de atrasados pudessem decidir  o que os portugueses podem fazer, ler, conversar, discutir, ... Estamos já demasiado habituados à liberdade de escolha.


Novo aeroporto de Lisboa
A telenovela do novo aeroporto continua. O que tivemos ultimamente ?
. O estudo actualizado e aprofundado da CIP com localização do aeroporto em Alcochete e novo traçado do TGV.
. Resposta da Refer a dizer que a CIP se "esqueceu" de contabilizar grande parte dos custos do novo traçado que apresentou para o TGV.
. Van Zeller atira-se ao ar e acusa tudo e todos para depois recuar de uma forma pouco vista.
. Menezes é desautorizado por Cavaco ao insinuar que a decisão do aeroporto já estava tomada.
. A Universidade de Coimbra faz estudo a favor do aeroporto na Ota.
. Uma tal Associação do Comércio do Porto quer também apresentar um estudo mas ... o presidente da Associação, Rui Moreira, "não admite desclassificação do estudo do ACP". Ou seja, o estudo do ACP é a excelência inatacável. Trágico ou cómico ? Aposto que este estudo indicará como "solução" Portela + 1, que Lisboa fique com uma caduca Portela e custos associados e faça um pequeno aeroporto ou adapte o Montijo (com custos associados) para termos uma capital europeia com 2 aeroportos de escala quase regional e custos de manutenção e funcionamento duplicados. E porque quererá Rui Moreira isso ? Para no seu portismo fundamentalista tentar manter alguma relevância do aeroporto Sá Carneiro.
. A TAP já veio dizer que Portela+1, nunca.

A telenovela vai continuar.

Entretanto a revista Fortune faz um interessante artigo sobre o TGV na Europa. Sim, o mesmo TGV que muitos não querem para Portugal.

"Cheaper, more eco-friendly, and sometimes faster than going by air, a new generation of high-speed trains is remaking the map of Europe"


E em muitos percursos abaixo das 4 horas de viagem por avião, a substituir o mesmo.

http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune_archive/2007/11/12/101012014/index.htm



publicado por HomoEconomicus às 10:00
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
A hipocrisia dos anti-IVG APENAS por ser legal
Isto passou-se no Parlamento da Madeira...

O que nos faz pensar se não devemos conceder a independência que eles tanto clamam, poupando com isso largos milhares de milhões de euros aos "cubanos".

Já que não querem cumprir as leis da República Portuguesa, saiam dela.

Tudo isto demonstra a hipocrisia de muitos dos anti-IVG. Uma queca com resultados inesperados dada dentro ou fora do lar não é coisa que não se resolva, fazendo IVG às escondidas. Agora IVG legal é que nunca...

Basta ler .... (in Diário Digital)

"Madeira: «função das mulheres é procriação», diz deputada PSD

O líder do grupo parlamentar do PSD madeirense, Jaime Ramos, garantiu ontem que a Madeira «nunca, nunca, nunca» aplicará a lei da interrupção voluntária da gravidez, numa tomada de posição apoiada pela porta-voz do partido no debate na Assembleia, Rafaela Fernandes, para quem «a função das mulheres é a procriação».


Em declarações reproduzidas na edição desta quarta-feira do jornal Público, a jovem deputada social-democrata recordou ainda que a aplicação da lei no território «não é possível porque não está previsto no Orçamento da Região para 2007».

Acusada pela oposição de utilizar argumentos «retrógrados», de «falsa beatice» e «puritanismo», Rafaela Fernandes voltou a provocar polémica ao acusar os opositores de «passar um atestado de menoridade e de ignorância às mulheres madeirenses que não precisam desta lei para tomar uma decisão destas», pois «quando precisavam de fazer abortos iam lá fora»."

25-07-2007


publicado por HomoEconomicus às 11:52
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007
Eleições Regionais - Madeira
Na Madeira tivemos o resultado eleitoral esperado.

Os portugueses em geral gostam muito de mama, de apoios e ajudas, e os madeirenses em particular adoram chular os continentais.

Quando a mama parece acabar os madeirenses reclamam, claro.

João Jardim pede para os deixem trabalhar.

Muito bem, trabalhem para viver que os continentais, os "cubanos", estão fartos de dar a mamar a João Jardim e restante pessoal lá do ilhéu.

E cada vez com menos paciência para ver os seus impostos servirem para pagar, entre outras coisas, pequenas estradas  que poucos habitantes servem e que  ficam mais caras que o túnel do Marquês em Lisboa. Isto deve-nos fazer pensar sobre quem ganhará com este despesismo madeirense. Sempre uma pequena nomenclatura madeirense sobejamente conhecida mas vergonhosamente inimputável.


publicado por HomoEconomicus às 20:34
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