Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
Portela + 1
Saiu o célebre estudo da Associação Comercial do Porto que no fundo tem como único objectivo evitar a construção de um grande aeroporto na Grande Lisboa com todo o seu potencial de atracção de actividade económica retirando peso ao aeroporto Sá Carneiro.

É este o único objectivo desta proposta como os próprios já indirectamente deixaram descair ao longo dos tempos

E que propõem  neste "estudo" ?

. Manutenção do ultrapassado aeroporto de Lisboa até 2030 continuando a enterrar-se dinheiro no mesmo para sucessivas melhorias;
. Manutenção de um aeroporto no meio da capital com todos os riscos e impacto ambiental inerentes;
. Construção ou adaptação do Montijo para um pequeno aeroporto  que no entanto terá todos os custos de infraestrutura  e funcionamento de um aeroporto, a somar aos mesmos custos do aeroporto de Lisboa. A capital do país ficaria ao nível europeu com 2 "aeroportozinhos".

Sim, poupava-se "umas massas" inicialmente, para enterrar parte em sucessivas melhorias da obsoleta Portela por um lado e depois muito mais seria necessário quando daqui a uns anos se chegasse à conclusão óbvia que era necessário um novo aeroporto único.

Já agora, o presidente da TAP é contra Portela+1 tendo em conta o seu impacto negativo sobre a companhia.

Mas isto é o lobby do norte a tentar suster o seu declíneo, não crescendo por si mas tentando que outras regiões não cresçam. Cadilhe vem falar que o estudo Portela+1 é conclusivo. Na verdade, mais barato não há... e mentes simples fazem comparações simples.

Já agora porquê fazer-se qualquer coisa ? Não fazendo nada ainda fica mais barato, e transformava-se o aeroporto Sá Carneiro como o aeroporto nacional, como é desejo do lobby do norte. Perguntem-lhes.


publicado por HomoEconomicus às 10:44
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Sábado, 17 de Novembro de 2007
Últimos dias
Como sempre neste país, tivemos uma semana muito animada em vários aspectos.

Madeira
Um tal Gabriel Drumond apareceu com uma espécie de ameaça velada de luta pela independência da Madeira, armas, etc., atenuando depois para uma maior autonomia.

Normalmente esta retórica surge quando a Madeira se vê apertada financeiramente dado que por ventura consideram que o papel do Estado português é financiar indefinidamente e chorudamente a fundo perdido o Governo da Madeira e todos os que escandalosamente beneficiam financeiramente do mesmo.

A Madeira quer maior autonomia ? Seja concedida.

A Madeira quer a independência ? Nem precisam de armas, será dada.

Como contrapartida  os  largos milhões que para lá são canalisados passam a ser para o interior de Portugal Continental que bem precisa.

Porque se a Madeira quer a independência é porque sabe que é viável sem ter que chorar o dinheiro dos "cubanos" (como chamam aos continentais).

Já agora, Alberto João Jardim vem culpar o Governo. Claro, é fácil governar como ele tem feito, uma chuva de dinheiro do Continente e nem precisa de exigir nada dos madeirenses.


PND e a extrema-direita
A extrema-direita pensa que está na Alemanha dos anos 30 e pode tomar o poder em Portugal de forma subreptícia (eles agora até são adeptos da democracia).

Mais uma tentativa caricata é a infiltração no Partido da Nova Democracia. Tão fácil de fazer como infiltrarem-se numa festa de Natal de alguma família portuguesa sem darem nas vistas. E nalgumas dessas festas haverá mais gente que nas reuniões do PND.

Pela amostra vê-se a capacidade intelectual dos "iluminados" infiltradores.

E esquecem um pormenor. A extrema-direita em Portugal está, e bem, vigiada e controlada pelas autoridades e serviços de inteligência. Já nem contando que a esmagadora maioria dos portugueses não quer que um bando de atrasados pudessem decidir  o que os portugueses podem fazer, ler, conversar, discutir, ... Estamos já demasiado habituados à liberdade de escolha.


Novo aeroporto de Lisboa
A telenovela do novo aeroporto continua. O que tivemos ultimamente ?
. O estudo actualizado e aprofundado da CIP com localização do aeroporto em Alcochete e novo traçado do TGV.
. Resposta da Refer a dizer que a CIP se "esqueceu" de contabilizar grande parte dos custos do novo traçado que apresentou para o TGV.
. Van Zeller atira-se ao ar e acusa tudo e todos para depois recuar de uma forma pouco vista.
. Menezes é desautorizado por Cavaco ao insinuar que a decisão do aeroporto já estava tomada.
. A Universidade de Coimbra faz estudo a favor do aeroporto na Ota.
. Uma tal Associação do Comércio do Porto quer também apresentar um estudo mas ... o presidente da Associação, Rui Moreira, "não admite desclassificação do estudo do ACP". Ou seja, o estudo do ACP é a excelência inatacável. Trágico ou cómico ? Aposto que este estudo indicará como "solução" Portela + 1, que Lisboa fique com uma caduca Portela e custos associados e faça um pequeno aeroporto ou adapte o Montijo (com custos associados) para termos uma capital europeia com 2 aeroportos de escala quase regional e custos de manutenção e funcionamento duplicados. E porque quererá Rui Moreira isso ? Para no seu portismo fundamentalista tentar manter alguma relevância do aeroporto Sá Carneiro.
. A TAP já veio dizer que Portela+1, nunca.

A telenovela vai continuar.

Entretanto a revista Fortune faz um interessante artigo sobre o TGV na Europa. Sim, o mesmo TGV que muitos não querem para Portugal.

"Cheaper, more eco-friendly, and sometimes faster than going by air, a new generation of high-speed trains is remaking the map of Europe"


E em muitos percursos abaixo das 4 horas de viagem por avião, a substituir o mesmo.

http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune_archive/2007/11/12/101012014/index.htm



publicado por HomoEconomicus às 10:00
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
Congonhas (S. Paulo) e Portela (Lisboa)
O que aconteceu em S. Paulo é infelizmente um aviso àqueles que pretendem manter Portela a todo o custo, com maior frequência de voos e todos riscos associados.

Claro que Congonhas está mais rodeado de construção do que Lisboa.

Mas todos  conhecem o trajecto de muitas aterragens, sobre zonas do Hospital Santa Maria, Campo Grande, Av. Roma, Av. Brasil ou Gago Coutinho, sobre a 2ª circular.

Se existirem dificuldades ... basta ler um artigo do Expresso há anos sobre a simulação da queda de um avião entre o Campo Grande e o Aeroporto.

Faz o incêndio do Chiado parecer fogueira de meninos. N vezes maior que o Chiado com centenas ou milhares de mortos, destruição física brutal daquela zona, rotura de canalizações de gás a levarem a incêndios e explosões, etc., etc.

E o levantar dos aviões não é muito diferente como se sabe.

Esperemos que nunca venha a acontecer nada em Lisboa, não quero provar o erro dos defensores da "Portela + 1".

Mas se infelizmente acontecer, pelo menos que as vítimas no avião e em terra fossem constituidas apenas pelos defensores do Portela + 1, para irónicamente verem demonstrado o seu erro.

Mas isso infelizmente também não sucederá...


Fonte : GoogleEarth

Estranha-se também que exista quem considere Lisboa uma cidade falhada. Que basta não ter o aeroporto no seu interior para deixar de ter visitantes, incluindo os chamados "short-breaks".

Que quem quer visitar Lisboa (ou qualquer outra cidade nacional ou europeia), terá tanto interesse em fazê-lo que se o aeroporto ficar a mais 20 minutos, 30 minutos de distância do centro deixa de o fazer.

Argumentos de quem não tem outros argumentos, nada mais.

Não esquecendo que do aeroporto à Baixa pode demorar-se mais tempo que de comboio entre a Ota ou Alcochete até S. Apolónia ou mesmo Rossio.


publicado por HomoEconomicus às 11:35
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Afinal o Portela + 1 é para 15 anos
Parece que o "Portugal dos pequeninos" ou seja, aqueles que entre interesses ocultos, lobby do norte e pensamento "pequenino" defendem agora o Portela + 1 confessam que essa solução servirá para 15 anos.

Querem que Portugal enterre milhares de milhões de euros numa solução que implica o remendar um aeroporto de Lisboa já com 60 anos e "melhorar" o de Montijo, mais custos de exploração práticamente duplicados, corredores de voo com sobreposições o que implica que é Portela + 1/2 ou lá o que for, e para durar quanto ?

15 anos !!!

E daqui a 15 anos vamos lá novamente para um verdadeiro novo aeroporto, na altura  naturalmente considerávelmente mais caro. E  não temos a Portela para desmantelar mas Portela + Montijo.

Ou será que alguém na altura será Portela + 1 + 1 ... montes de aeroportos regionais e remendados a servir a capital ?

Mas faça-se os estudos todos e acabe-se com a palhaçada dos medíocres que só sabem fazer uma coisa, adiar.

Não metem nem saiem de cima, coitados. Tenhamos dó.


publicado por HomoEconomicus às 21:05
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Novo Aeroporto de Lisboa e país governado por juízes
A processo do Novo Aeroporto de Lisboa sofre uma nova alteração com o Governo agora a pedir no prazo de 6 meses (os opositores da Ota chegaram a falar que 3 meses era o necessário para um estudo comparativo) um estudo comparativo entre a Ota e Alcochete.

Tudo bem, todos os estudos se devem fazer mas espera-se que seja o último e depois se tome a decisão final e irreversível.

Quem ganhou e perdeu com tudo isto ? Como tudo, penso que no fim todos se irão declarar "vencedores".

- O governo recua ao aceitar fazer um novo estudo comparando Ota com Alcochete ?

- Ou o Governo sabendo e acompanhando o estudo de Van Zeller há 3 meses como o próprio afirma, mais a "coincidência" das palavras recentes de Augusto Mateus sobre Alcochete, quis "esticar a corda"  em relação às críticas por falta de estudos para "recuar" dizendo que vai fazer um estudo mas com isso anulando todas as críticas que se arrastavam ?

- Nem considero aqui os infelizes que continuam a querer manter o perigo de um aeroporto no meio da capital do país e a maravilha de ficarmos com dois aeroportozecos "regionais", Portela + 1 sendo este 1 uma linda incógnita devido a sobreposição de corredores aéreos,  e ainda com duplicação de custos de estrutura e funcionamento que existem independentemente da dimensão dos aeroportos.

Daqui a seis meses veremos quem realmente "ganha" ou "perde", mas é fácil de ver... quase todos "vencerão":

. Se a opção for Ota, o Governo dirá que se perderam 6 meses e dinheiro em novos estudos enquanto a oposição defenderá que graças a ela um estudo recomendou acima das dúvidas existentes o novo aeroporto. Existirão alguns "engenheros" que agora dizem que Alcochete, Poceirão e Rio Frio é  "a mesma coisa" mas que depois provávelmente virão "exigir"  estudos para Poceirão, Rio  Frio ou coisa do género. Mas aí já poucos os ouvirão.

. Se a Opção for Alcochete, o Governo considerará que foi bom ter recuado no  estudo, mas que o local escolhido  não foi aquele apontado por quase todos os opositores. A oposição considerará que venceu por o aeroporto não ser na Ota.

. E felizmente todos estarão de acordo sobre o fim da Portela. Os poucos com outra opinião serão irrelevantes em termos políticos e técnicos.

E todos viveremos felizes.

Governados por juízes

Agora existe a grande moda de levantar providências cautelares para impedir medidas tomadas por executivos camarários ou governamentais eleitos democráticamente.

Uma das mais célebres começou com o túnel do Marquês em Lisboa por Sá Fernandes (lista BE), que provocou o atraso da obra em largos meses e aumento de custos em centenas de milhões de euros que os portugueses irão pagar dos seus impostos enquanto quem colocou a providência cautelar é feliz vereador passando impune a tudo isto.

Agora são juízes, humanos como todos e com as suas simpatias políticas, opiniões sobre o que gostam de ter na sua comarca e tudo o resto que agora decidem políticas governamentais.

Juízes esses que ao contrário dos executivos, NÃO são eleitos e são práticamente inimputáveis nas suas decisões. A não ser que comecem também a ser eleitos.

Para acabar com estas palhaçadas existe uma solução simples. Quando alguém coloca levianamente por razões políticas, de interesse pessoal financeiro ou qualquer outro interesse, providências cautelares contra medidas de executivos eleitos e perdem em tribunal, devem arcar com TODAS as consequências do seu acto incluindo eventuais prejuízos para os executivos causados por essas providências cautelares.

Chega de fazerem os portugueses de estúpidos para pagarem com os seus impostos os custos do protagonismo bacoco de alguns que, por "coincidência", em geral obtêm  protagonismo gratuito e benefício pessoal directo ou indirecto com o seu acto.

Comece-se já a punir a irresponsabilidade ou será tarde de mais. O país paralizará com qualquer gato-sapato a colocar uma providência cautelar por não gostar algo ou não simpatizar com dado executivo.


publicado por HomoEconomicus às 15:17
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007
OTAs

Portugal tem mais um polémica ao seu estilo, neste caso o aeroporto da OTA.

Já todos reconhecem que o aeroporto de Lisboa está esgotado com milhões de euros a perderem-se anualmente por voos cancelados devido a falta de capacidade, que é surrealista tentar uma maior frequências de aviões a levantarem e aterrarem sobre a capital do país com os problemas de segurança que isso levanta, que as centenas de milhões de euros enterrados frequentemente para aumentos de capacidade são apenas remendos.

Já existem desde 1969... Sim, 1969, quase quarenta anos, estudos e mais estudos sobre a localização do novo aeroporto. Montijo, Rio Frio, Ota, Alcochete, umas ideias peregrinas de mini aeroportos de provincia em torno da capital, tudo para todos os gostos.

A OTA, bem ou mal e até poderão existir todas as dúvidas legítimas, já é falado como novo aeroporto práticamente desde o governo de António Guterres. Já se sabe desde que o Governo tomou posse que era a decisão, e mesmo o Governo anterior já referia data de início de obras para o mesmo.

Tudo caladinho ...

Mas agora todos vêm falar de "parar para pensar", "reflectir", etc., etc., seja por razões de guerra partidária (ou existiam "interesses" na escolha do Montijo ou existem agora "interesses" na OTA), seja por "guerras" norte-sul com receio de perda de influencia do aeroporto Sá Carneiro.

Fala-se mesmo em enterrar largas centenas ou milhares de milhões de Euros num aeroporto provisório em Montijo "para dar tempo para pensar" ....

Quase 40 anos deve ser pouco para os nossos decisores ... têm  que "pensar" ainda mais ...

E muitos querem que o processo volte à estaca zero, a 1969 ...

É a mentalidade portuguesa do adiar, adiar, adiar.

Ou criticar, criticar, criticar sem dar alternativa.

Ou dá-la apenas quando o que criticam já foi decidido, evitando assim o risco de a "sua" alternativa ser escolhida e revelar-se tão fraca como a que criticam ...

Uma tristeza...

Decidam e avancem ... O país e a capital não podem estar mais tempo à espera.


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publicado por HomoEconomicus às 22:40
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