Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Não saber fazer contas
Se as notas de matemática do 12º ano levantaram alguma esperança, as notas de matemática do 9º foram uma desgraça com 75% de reprovações e todo o impacto negativo que tal terá para o futuro do país.

. Porque os problemas do país não se resolvem apenas com sapientes em "paleio da treta";

. Porque os chumbados de agora se chegarem ao 10-12º ano irão para Letras, Humanisticas, etc, ou seja, para licenciaturas para as quais a procura das entidades empregadoras é quase nula o que resultará em desemprego ou profissões não-especializadas e mal pagas mesmo sendo licenciados.

Para resolver isto vale a pena ir para medidas mais drásticas.

Se parte desta situação é da culpa da nossa juventude, por distração, preguiça, condições económico-sociais pouco propícias ao sucesso escolar, parte é devido a professores incompetentes por falta de capacidade académica e/ou pedagógica e parte é devido ao "eduquês" da moda, criado pelas pedagogias de quem normalmente de matemática percebe pouco ou nada e acha que as "nossas criancinhas" são estúpidas para conseguirem aprender a sério.

Os livros de Nuno Crato sobre estes temas são interessantes.

Mas como resolver o problema da matemática ?

Começando por partes.

Comece-se por provar que a "culpa" não é dos professores, fazendo avaliações independentes e mesmo com apoio internacional dos professores em termos académicos (existem professores que infelizmente não têm conhecimentos suficientes de matemática para leccionar matemática) e pedagógicos (existem excelentes matemáticos que não conseguem comunicar da melhor forma o seu saber).

Aos professores que se verificar não terem aptidões para o ensino, dê-se nova oportunidade através de formação apropriada, pedagógica e/ou científica.

Se o problema se mantiver, significa incapacidade para ser professor e este deve colocar o lugar à disposição e procurar emprego em actividades onde as suas competências sejam úteis.

Era o que aconteceria a médicos, engenheiros, advogados, gestores, etc., etc. se tivessem mais de 75% de insucesso no que fazem. E claro, 75% era impensável em qualquer destas actividades, ou outras. Era a entrada e saída de actividade em menos de um ano, ou menos de um mês, ou menos de um dia.

A matemática tal como qualquer outra ocupação, dá trabalho. Retire-se do programa as mariquices pedagógicas e vá-se directo ao assunto, a aprendizagem da matemática. Não se faça dos nossos jovens uns pedagógicamente idiotas que eles não o são.

Chega de conversas da treta, chega de professores apenas preocupados com as suas regalias.

E o silêncio dos sindicatos é confrangedor. Venham eles falar de "carreiras" com estes resultados. De certeza que nos regimes da sua simpatia, regime soviético, regime cubano, estes resultados não ficariam sem as consequências que só as ditaduras da sua simpatia sabem aplicar.

Mas disso não falam eles ...




publicado por HomoEconomicus às 17:35
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Flexisegurança e "precaridades"
Muito se fala agora de flexisegurança e "precaridades".

Os sindicatos comunistas que pretendiam uma Europa formato ex-URSS (visitem Cuba para ver como funciona) são naturalmente contra.

Mas de que falam eles ?

Para eles não devia haver "precaridade", ou seja, uma organização que contratasse um trabalhador teria que o manter durante mais de 40 anos de carreira independentemente de tudo o que acontecesse nesses 40 anos à organização e independentemente da competência e profissionalismo do trabalhador.

Quais as consequências disso ?

Menos emprego e menos produtividade, menor riqueza criada, menor rendimento per capita.

Alguns factos que ajudam a compreender a situação:

1. Os sindicatos históricamente não defendem os desempregados, apenas têm retórica demagógica sobre o desemprego. Preferem um ideológico "contrato colectivo" onde cobrem competentes e incompetentes com um ordenado médio a premiar competentes e substituir os incompetentes por desempregados.

2. Os sindicatos protestam veementemente contra a passagem de contratos colectivos a contratos individuais de trabalho em que cada um é compensado pelo seu mérito porque perdem o peso político que um contrato colectivo lhes dá, principalmente no Estado , para servirem a agenda política dos partidos que os comandam.

3. Os sindicatos preferem o despedimento colectivo ao despedimento individual, dado que admitem mais aquele que este. Se eu tiver uma empresa e quiser despedir 2 ou 3 funcionários incompetentes e "baldas" é mais rápido fechar, fazer despedimento colectivo e voltar a abrir com os trabalhadores que interessam. Mas os sindicatos adoram despedimentos colectivos, dão tempo de antena e servem a agenda política anti-governo (seja qual for o governo).

3. Se eu abrir uma empresa cujo futuro desconheço e tiver indeciso entre contratar 6 e 10 trabalhadores, se a lei me obriga a manter indefinidamente (imensas dificuldades no despedimento) todos aqueles com quem fizer um contrato (como defendem os sindicatos), eu vou contratar apenas 6 e provávelmente em recibos verdes (menos direitos para os trabalhadores) pelo menos nos primeiros tempos de actividade para ver a evolução do negócio e poder "mandar embora" sem problemas se o sucesso for menor que o esperado. Menos emprego, menos condições sociais para o trabalhador.

4. Se for mais fácil despedir, é mais fácil contratar, a taxa de desemprego é menor, as empresas têm exactamente os trabalhadores de que necessitam e com as competências necessárias aumentando a produtividade, a riqueza, o rendimento do país e de todos.

5. Se é mais fácil contratar significa que cair no desemprego é um drama menor dado que mais empresas contratam sem receio de ficarem com "pesos-mortos".
Por outro lado a "segurança" da flexisegurança significa formação e obrigatoriedade de procura activa de emprego a troco de manutenção de estilo de vida do desempregado. As penalizações para "desempregados profissionais" devem ser fortíssimas para o sistema funcionar.

6. Havendo flexisegurança devem ser fortíssimas as penalisações para as empresas que contratam a recibo verde, que é utilizado em Portugal como forma de permitir o despedimento, como forma de flexibilizar o mercado de trabalho. Com flexisegurança deve ser obrigatória a assinatura de contratos individuais de trabalho que aumentam as receitas da segurança social e a protecção social do trabalhador.

7. Convém perceber que por várias razões nenhuma empresa tem interesse de estar a despedir e voltar a contratar. Se o fazem é na situação de truques para manter artificialmente a flexibilidade laboral num país em que despedir é muito difícil, e voltam a contratar o mesmo trabalhador.
Também convém lembrar que os trabalhadores que têm ofertas melhores noutra empresas são livres de sair dando o período necessário à empresa onde estão.


O resto é demagogia e dogma ideológico de extrema-esquerda.

É interessante ver como os sindicatos gostam de apontar as diferenças de nível de vida dos trabalhadores portugueses em relação a muitos outros países europeus. Mas nesses países onde os trabalhadores têm melhor nível de vida, o que os sindicatos defendem para Portugal NÃO é naturalmente aplicado, felizmente para esses trabalhadores.


publicado por HomoEconomicus às 11:01
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Como um sindicato de professores "analisa" o relatório da OCDE
Um sindicato de professores pegou recentemente no relatório da Educação da OCDE 2006 e procurou analisá-lo com as "lacunas", "omissões" e falta de rigor habituais nas organizações sindicais.

Eis a sua "análise" :

"OS PROFESSORES EM PORTUGAL NÃO SÃO ASSIM TÃO MAUS...
A OCDE publicou a sua última versão do “Education at a Glance” (2006). Este documento pode ser consultado aqui (versão em inglês) ou então em www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf. Chamamos a atenção de todos para a consulta das páginas 32, 56 e 58. Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB. Por outro lado, Portugal está na 23ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento por aluno.
Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!
Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola. Estamos à frente de países como o Japão, a Espanha, a França, a Itália, a famosa FINLÂNDIA, a Dinamarca, a Áustria, o Luxemburgo, a Islândia, a Noruega, a Grécia, a Hungria e a Coreia!!!!!!!!!! Porque será que o ME não manda publicar este estudo?"
in www.spliu.pt


Vamos lá comentar, tendo em conta todos os dados apresentados no relatório, incluindo o detalhe em folhas de Excel e apenas os pontos apontados pelo sindicato, porque muito mais poderia ser dito.

"Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB."

Sendo a mera ordenação "interessante", na falta de melhor convém notar alguns aspectos no mínimo verdadeiramente interessantes (sem aspas) :

- Somos dos países com os alunos a estarem menos anos no sistema de ensino, ou seja, menos custos (pág 8);
- Dos países com pior desempenho dos alunos em Matemática (pág. 14);
- A 19ª posição corresponde na verdade a menos 0,35 pontos percentuais em relação à média da OCDE, com países como Espanha, Itália ou Grécia muito abaixo de nós;
- "Esquecem" esta nota : "The cumulative amount spent on a child’s schooling (primary and secondary education) varies from at least USD 100 000 in Austria, Denmark, Iceland, Italy, Luxembourg, Norway, Switzerland and the United States, to below USD 40 000 in Mexico, Poland, the Slovak Republic and Turkey as well as the partner countries Brazil and Chile. However, Hungary, Korea, Poland and Portugal have spent less than average per student in absolute terms, but more than average relative to GDP per capita."

e

- "Esquecem" a pág. 40. Portugal é o país em PRIMEIRO LUGAR (1º) na percentagem de despesa em educação para pagamento de salários, quase 100% (com os resultados que se conhecem).

Ou seja, Portugal tem uma despesa em educação perto da média da OCDE mas PRÁTICAMENTE TODA a despesa é para salários. E se não houvesse este travão do Ministério da Educação com o novo Estatuto da Carreira Docente, seriam óbviamente muito maiores verbas a gastar dentro de alguns anos APENAS com salários tendo em conta as subidas automáticas na carreira PARA TODOS. Basta saber fazer contas.

"Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!"

Outra ordenação. Parece que não se vai mais longe que isso, ou talvez não convenha.

- "Esquecem" que todos os países melhor posicionados são países mais ricos que o nosso. A prova ?
- "Esquecem" notas como "For instance, top-of-the-scale salaries in Korea are almost three times that of starting salaries, but it takes 37 years to reach the top of the scale. In Portugal, however, the ratio of salaries at the top of the scale to starting salaries is close to that in Korea, but teachers reach the top of salary after 26 years of service."
- "Esquecem" que no topo de carreira em salários absolutos ppp estamos em 12º lugar enquanto como riqueza do país (PIB per capita) estamos muitos degraus abaixo como todos sabem.

e

- "Esquecem" na mesma página que em relação ao PIB / capita (representa a riqueza do país, a capacidade de recolha de impostos por exemplo para pagar os salários dos professores), estamos em TERCEIRO LUGAR.

Ou seja, em relação a salários e em relação ao país que somos em termos de riqueza nacional os professores portugueses estão em 3º lugar. E com os resultados que se conhecem. Noutras comparações salariais presentes em anexos podemos ver outras relações verdadeiramente interessantes.

"Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola."

Mais uma simples seriação ainda por cima com interpretação errada, ou melhor, a correcta para os professores até o ECD lhes cortar essa benesse. Porque aqui o que é referido NÃO É o tempo de permanência na escola mas sim o tempo de aulas. Sabemos que para a esmagadora maioria dos professores é o mesmo.

E o problema cá em Portugal era principalmente que os professores, fora o tempo de aulas em geral não estavam no estabelecimento de ensino. E mesmo em termos de tempo total no estabelecimento de ensino que "teóricamente" devia ser cumprido Portugal é dos países com menos horas como se vê no anexo deste relatório.

---------------------
Em suma, é extraordinária a "leveza" destas análises de professores a quererem vitimizar-se sem razões para tal.

Mas muito mais se pode analisar deste relatório, por isso é bom para os sindicalistas que ele NÃO seja muito publicitado.

Por exemplo como a OCDE indica :

"Working time and teaching time only partly determine the actual workload of teachers, they do give some valuable insights into differences among countries in what is demanded of
teachers. Together with teachers’ salaries and average class size (see Indicator D2), this indicator presents some key measures of the working conditions of teachers."

E acrescente-se a isto o ter em conta resultados do sistema de ensino, riqueza do país em PIB, PIB per capita, etc. e vejam os resultados.

Menos "leveza", mais rigor, é o mínimo que se exige de professores.


publicado por HomoEconomicus às 18:15
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Derrotado

O sindicalismo da CGTP foi derrotado a 30 de Maio, a greve "geral" foi um fracasso.

 

E quem o reconhece é a CGTP quando antecipando pouca adesão à greve começou com o discurso do "medo de fazer greve" e terminou ontem à noite com o discurso envergonhado em relação aos números da adesão, que pela primeira vez deixaram de ser importantes, não tendo também pela primeira vez avançado com os seus números por mais irrealistas que fossem.

 

Foi a derrota de um sindicalismo em fim de vida.

 

Porque a esmagadora maioria dos portuguses percebe que :

 

- A história da "precaridade" do emprego é o mais natural que acontece no dia-a-dia. É irrealista pedir a uma organização que mantenha o emprego de um trabalhador por mais de 40 anos como se o mundo, Portugal, a própria organização. já nem falando da competência e desempenho do trabalhador fossem imutáveis.  

 

- É surrealista pedir que o Estado seja obrigado a manter o posto de trabalho de TODOS os funcionários durante largas dezenas de anos independentemente da evolução do país e do desempenho do trabalhador ou permitir reformas antes dos 60 ou, ainda mais surrealista, seja obrigado em cada par de anos a subir TODOS na carreira ainda mais com o impacto de tal na massa salarial e pensões a pagar.

 

Como afirmou Jaime Antunes no jornal Oje :

 

"Num país onde a taxa de sindicalização da população tem vindo a cair todos os anos e é das mais baixas da União Europeia, onde os sindicatos são organizações completamente ultrapassadas, actuando à século XIX, entrincheirados no sector público, onde sobrevivem

à custa dos sindicalistas pagos pelo Orçamento do Estado, esta greve geral não passa de uma

acção desencadeada numa lógica partidária de contestação ao Governo."

 

Os portugueses perceberam isto e felizmente percebem que o país tem que mudar.

 

E é isso que está a derrotar os sindicatos de influência comunista.



publicado por HomoEconomicus às 11:22
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
Medo da avaliação e problema da falta de educação
Duas situações deram-se recentemente no nosso país que acabam por estar ligadas por terem algo em comum : professores.

Medo da avaliação
Os protestos dos sindicatos dos professores (como é de esperar) contra avaliações dos alunos com medo que isso signifique que, com base nos resultados, os professores também sejam avaliados.

E se o forem ? Qual o medo dado que para progressão na carreira todos os professores se consideram entre o "muito bom" e o "excelente" ?

Ou será que culpar os alunos, pais dos alunos, sociedade, país, etc. sobre as desgraças que costumam vir em termos de avaliações já não engana ninguém, prejudicando mesmo os excelentes professores que têm VERDADEIROS problemas ?

E é de espantar ouvir uma professora de matemática vir com a treta do costume e que tão maus resultados tem dado ao longo dos anos, sobre "mambo-jambo" pedagógico que coitadinhas das crianças, esforçar é mau, avaliar é mau (ainda mais porque  põe a nu  a qualidade dos docentes), etc., etc. Isto quando o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática vem afirmar taxativamente que os problemas com a matemática têm a ver com a a falta de trabalho, aplicação de métodos "pedagógicamente doces" e inconsequentes, e falta de avaliação dos alunos, com a conivência "pedagógica" dos professores alguns dos quais nem capacidade demonstram  para dar a disciplina.


Problema da falta de educação
Foi levantado um processo disciplinar a um professor da DREN dado que andava por aí a utilizar fraseologia menos própria. Diz-se que o senhor afirmou coisas do género "diplomas por fax", que até podem cair no "anedotário nacional" gostem uns, desgostem outros. Nesse caso será talvez excesso de zelo um processo disciplinar.

Confirmando-se afirmações do estilo "estamos numa república das bananas governados por um filho da p***", já a coisa pia mais fino. Se os professores já nos brindaram com frases do género "Ministra filha da p***" nas suas manifestações, tal não significa que isso seja a "liberdade de criticar". Apenas significa incapacidade para educar e falta de educação, pelo que em primeiro lugar devemos ter pena deles, coitados.

Quando tal se dirige a um Chefe do Governo seja ele qual for, tal como quando fosse dirigido a um Director-Geral no sector privado, deve-se esperar as consequências. Portugal não é uma república das bananas onde reine a impunidade e anarquia.

Aqueles coitados que têm a lata de vir dizer que o processo disciplinar é um atentado à liberdade de expressão, liberdade de crítica, etc. apenas posso dizer o seguinte, seguindo o seu pensamento de "liberdade de criticar" e em termos de "crítica construtiva" :

"Meus filhos da p***, incompetentes de m****, cab* do ****, ="#$%&, &/"*=&%$, ... vejam se criam vergonha na cara e pedem às vossas mãezinhas para vos educarem".

E deixem-se de justificações de m*** que só podem vir de %&$ #&!#&?%.

Isto numa "crítica construtiva", claro...

E perfeitamente aceitável não é ?








publicado por HomoEconomicus às 17:04
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Vitória da Educação e do País, derrota dos sindicatos
Os últimos dados da Educação são uma das maiores derrotas dos sindicatos de professores dos últimos anos. Demonstraram mais uma vez de que lado estava a razão contra as lutas de agenda política e cujo objectivo era sacar ainda mais benesses do Orçamento do Estado ou seja, dos impostos dos portugueses.

Sim, porque se os resultados abaixo apresentados até hipócritamente podem ser comentados pelos sindicatos como também ter sido esse o seu "objectivo", o que as suas reinvindicações nunca deram a entender, os sindicalistas queriam que fossem atingidos com custos ainda maiores para o país.

Uma das reivindicações então era extraordinária ou mesmo ordinária. Segundo os sindicatos se um professor faltasse o seu substituto devia receber horas extraordinárias. Que maravilha ...  Era ouvir em muitas escolas a  canção "Ora agora faltas tu, ora agora falto eu ..."

Como se sabe todos os dados nacionais e internacionais sobre o nosso sistema educativo provaram que a classe dos professores sendo das mais bem pagas da OCDE em termos absolutos e em paridade poder de compra (sendo Portugal dos países mais pobres da OCDE), tem sido das que menos horas trabalha, mais cedo se reforma e pior que tudo isto, piores resultados obtém.

Algo tinha que mudar e parece que começa a mudar.


in DN 15-05-07

"Os números da educação à prova de protestos

No ano passado, a população escolar cresceu pela primeira vez em quase uma década: ganhou mais de 21 mil alunos, o equivalente a 1,3%. O funcionamento das escolas públicas até às 17.30 generalizou-se: é uma realidade em 78% dos jardins-de-infância e em 89% das escolas do 1.º ciclo. As escolas com menos de dez alunos foram reduzidas a um quinto: os alunos estão reagrupados em menos 2463 estabelecimentos. Os chamados "furos" praticamente deixaram de existir: as aulas de substituição preenchem os tempos livres dos estudantes causados pelas faltas dos professores. E tudo isto foi feito com menos 8329 professores.

Estas são as conclusões do relatório anual da Inspecção- -Geral da Educação (IGE) sobre a organização do último ano lectivo, ontem reveladas. São dados concretos que não deixam dúvidas sobre os efeitos da reforma da educação. Até os sindicatos terão dificuldade em torturar os números e fazer com que estejam de acordo com os seus protestos e interesses." 


 
 
 


publicado por HomoEconomicus às 09:48
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