Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Quinta-feira, 22 de Março de 2007
Flexibilidade laboral na função pública

Assiste-se com espanto aqueles que criticam as palavras recentes do Ministro das Finanças :

'Para o ministro "a insuficiência de desempenho em dois anos consecutivos dará lugar a procedimento disciplinar" e consequente desvinculação contratual".'

O que esperam estes críticos ?

Que a incompetência seja premiada ?

Quantos anos de incompetência poderão justificar um despedimento ? 10, 20, 30 ?

Quais os custos para o país vindos dos nossos impostos para pagar aqueles que por incompetência, laxismo, falta de profissionalismo, falta de vocação, etc. não cumprem os seus deveres profissionais ?

Mas para muitos as palavras do ministro são criticáveis. Será que têm receio de terem "desvinculação contratual" pelas razões apontadas ?



publicado por HomoEconomicus às 12:18
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2 comentários:
De luis a 22 de Junho de 2007 às 19:32
caro amigo, vejo que tem interesse pelos assuntos relacionados com a função publica e com a gestão do nosso país. Assim sendo deixo-lhe o seguinte desafio e pergunta: Criei recentemente um website http://www.espacofuncaopublica.com . este website é um espaço para dar voz aos funcionários publicos e e a quem se interessar pelo nosso amado pais, para que tenham um espaço para debater as suas questões. No site existe um forum de discussão. Até ao momento muito poucos membros se registaram e houve até um dirigente sindical da função publica que me disse que esta era uma classe completamente resignada e que apesar do website ser muito importante para os interesses dos funcionários publicos seriam muito poucos os que viriam a intervir no forum. Confesso-lhe que começo a acreditar e estou perplexo. Como é possivel que uma classe tão atacada, nem para se organizar e defender faça nada? Convido-a a visitar o meu website que pode ver em www.espacofuncaopublica.com .
Escreve tão bem que seria de enorme valor para mim , para si e para a sua classe, ter um membro activo como você. Sugira um quadro de discussão e dar-lhe-ei poderes de moderador. Convide outros colegas também.
Por favor envie-me um email dizendo alguma coisa sobre este assunto nem que seja para dizer que o projecto não vale a pena.
Aguardo, Um grande abraço.


De HomoEconomicus a 26 de Junho de 2007 às 19:39
Caro Luis,

Apesar de no fundo pertencer à função pública não me revejo na situação actual da mesma nem nos sindicatos existentes que apenas "exigem" a manutenção do "status quo" ou mesmo mais benesses incomportáveis para o país, fora a agenda política ligada a certos partidos que a maioria deles tem.

Se Portugal é um país em que o número de funcionários públicos em relação ao número de trabalhadores em Portugal até está na média europeia, quando falamos em termos de gastos em percentagem do PIB ou percentagem do Orçamento de Estado fácilmente se vê que estamos a gastar demasiado.

A classe "atacada" não reage talvez por perceber que as coisas têm que mudar. Talvez por perceber que o "ataque" não é a cada um deles mas sim a um sistema ultrapassado embora defendido acaloradamente por sindicatos baseados no mundo de meados do séc. XX.

Talvez os melhores da função pública queiram a mudança para serem compensados e verem os incompetentes terem benefícios à altura da sua incompetência e não o sistema de contratação colectiva tão ideológicamente defendido pelos sindicatos, em que somos "todos iguais" .

Por isso lhe digo, conhecendo a forma de actuar e havendo disponibilidade poderia colocar a hipótese de moderar algum dos temas do forum.

Mas deve ter em conta que defendo coisas "políticamente incorrectas" como :

. Subidas na carreira apenas por competência e avaliação terminando automatismos;

. "Numerus clausus" nas subidas de carreira não só como forma de premiar os melhores, que poderão ser compensados à altura da sua competência, mas também porque os portugueses não aceitam mais impostos para pagar uma função pública cuja massa salarial com subidas automáticas na carreira seria uma bola de neve;

. Contratos individuais de trabalho similares aos do sector privado. Não somos todos iguais;

. Funções de Estado menos relevantes devem ser privatizadas ou adjudicadas a privados;

. Fim dos dogmas de "Estado e mais Estado". Se por exemplo a falida ADSE poder ser privatizada ou adjudicados os serviços através de companhias de seguros, de forma a manter no mínimo a relação qualidade/preço dos seus serviços mas com o objectivo de melhorar a qualidade/preço dos mesmos sem aumento de encargos para os funcionários, principalmente os de menores rendimentos (apesar de muitos com certeza não se importarem de descontar um pouco mais se virem nisso benefícios REAIS), privatize-se ou adjudique-se.

E podia ir mais longe no "políticamente incorrecto", mas fico por aqui.


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