Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Análise económica do vício do tabaco
No jornal Oje de dia 7 de Janeiro vem um excelente artigo de Horácio Piriquito sobre o problema do tabaco, no fundo juntando argumentos adicionais de racionalidade económica ao óbvio. Que o tabaco não é benéfico.

O autor refere 3 aspectos : financeiro, económico e orçamental

Problema financeiro do fumador
"... o fumador é um problema financeiro. Estimula as importações de tabaco sem qualquer retorno ou compensação social, a economia paga-as através do rendimento do fumador e contabiliza de imediato um desequilíbrio comercial que acaba por ser também um custo para os não fumadores..."

Problema económico do fumador
"... o fumador é um problema económico. Ao canalizar para o tabaco parte do rendimento, desvia receitas de outros sectores económicos fundamentais e de maior valor. Conhecem algum fumador com actividade fisica intensa e regular? Ou seja, todos os negócios relacionados com actividade saudável perdem essa receita e, por isso, aumentam as despesas no sistema de saúde. Numa revista recente uma ex-fumadora dizia que começou a aplicar em livros o dinheiro do tabaco. Boa ideia! Podemos também sugerir um ginásio ou uma bicicleta..."

Problema orçamental do fumador
"... o fumador acaba por ser um triste problema orçamental. A receita fiscal do tabaco não chega para pagar o custo do fumador quando recorre ao sistema publico de saúde. Este é o ponto! O fumador não se pode arrogar negligentemente no direito de fazer o que entender
com a sua saúde. Porque os não fumadores devem sentir-se igualmente no direito de responder que, então, não aceitam que os seus impostos sirvam para pagar os custos de saúde e hospitalares que resultam dessa dependência.
Há muitas doenças irreversíveis que recorrem de forma natural e legítima ao sistema público de saúde e que necessitam de recursos. Grave é, numa perspectiva social e orçamental, o desvio dessas verbas para os fumadores. Um drogado em tabaco obriga o sistema público de saúde a canalizar recursos para suportar as suas crises tabagistas e internamentos hospitalares, que podem durar muito tempo. E os recursos públicos de saúde, pagos por todos, têm de ser optimizados e preferencialmente canalizados para as doenças incontroláveis e irreversíveis..."

O autor vai mais longe ...

"... Não basta proibir o acto de fumar. Esta é apenas metade do caminho. O fumador tem de ser responsabilizado, registado e “fichado”. Deveria ter um seguro de saúde privado e obrigatório por forma a que os nossos recursos públicos não sejam desbastados quando a saúde do fumador necessita de assistência médica e hospitalar.

Se o fumador é um grave problema social e de saúde publica, também é uma questão económica e financeira complicada. Pagar o tabaco e o imposto inerente é muito pouco para os estragos que provocam no Orçamento de Estado e na sobrecarga na estrutura financeira do sistema de saúde.

Os fumadores não podem jamais ter direito à liberdade que pretendem. E é tão simples quanto isto: porque os não fumadores não permitem."

QED


publicado por HomoEconomicus às 22:01
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