Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Como um sindicato de professores "analisa" o relatório da OCDE
Um sindicato de professores pegou recentemente no relatório da Educação da OCDE 2006 e procurou analisá-lo com as "lacunas", "omissões" e falta de rigor habituais nas organizações sindicais.

Eis a sua "análise" :

"OS PROFESSORES EM PORTUGAL NÃO SÃO ASSIM TÃO MAUS...
A OCDE publicou a sua última versão do “Education at a Glance” (2006). Este documento pode ser consultado aqui (versão em inglês) ou então em www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf. Chamamos a atenção de todos para a consulta das páginas 32, 56 e 58. Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB. Por outro lado, Portugal está na 23ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento por aluno.
Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!
Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola. Estamos à frente de países como o Japão, a Espanha, a França, a Itália, a famosa FINLÂNDIA, a Dinamarca, a Áustria, o Luxemburgo, a Islândia, a Noruega, a Grécia, a Hungria e a Coreia!!!!!!!!!! Porque será que o ME não manda publicar este estudo?"
in www.spliu.pt


Vamos lá comentar, tendo em conta todos os dados apresentados no relatório, incluindo o detalhe em folhas de Excel e apenas os pontos apontados pelo sindicato, porque muito mais poderia ser dito.

"Na página 32 verifica-se que Portugal está na 19ª posição (em 31 países) no que diz respeito ao investimento na Educação em relação ao PIB."

Sendo a mera ordenação "interessante", na falta de melhor convém notar alguns aspectos no mínimo verdadeiramente interessantes (sem aspas) :

- Somos dos países com os alunos a estarem menos anos no sistema de ensino, ou seja, menos custos (pág 8);
- Dos países com pior desempenho dos alunos em Matemática (pág. 14);
- A 19ª posição corresponde na verdade a menos 0,35 pontos percentuais em relação à média da OCDE, com países como Espanha, Itália ou Grécia muito abaixo de nós;
- "Esquecem" esta nota : "The cumulative amount spent on a child’s schooling (primary and secondary education) varies from at least USD 100 000 in Austria, Denmark, Iceland, Italy, Luxembourg, Norway, Switzerland and the United States, to below USD 40 000 in Mexico, Poland, the Slovak Republic and Turkey as well as the partner countries Brazil and Chile. However, Hungary, Korea, Poland and Portugal have spent less than average per student in absolute terms, but more than average relative to GDP per capita."

e

- "Esquecem" a pág. 40. Portugal é o país em PRIMEIRO LUGAR (1º) na percentagem de despesa em educação para pagamento de salários, quase 100% (com os resultados que se conhecem).

Ou seja, Portugal tem uma despesa em educação perto da média da OCDE mas PRÁTICAMENTE TODA a despesa é para salários. E se não houvesse este travão do Ministério da Educação com o novo Estatuto da Carreira Docente, seriam óbviamente muito maiores verbas a gastar dentro de alguns anos APENAS com salários tendo em conta as subidas automáticas na carreira PARA TODOS. Basta saber fazer contas.

"Na página 56, verifiquem só, que os Professores portugueses estão na 21ª posição (em 31 países) quanto aos salários!"

Outra ordenação. Parece que não se vai mais longe que isso, ou talvez não convenha.

- "Esquecem" que todos os países melhor posicionados são países mais ricos que o nosso. A prova ?
- "Esquecem" notas como "For instance, top-of-the-scale salaries in Korea are almost three times that of starting salaries, but it takes 37 years to reach the top of the scale. In Portugal, however, the ratio of salaries at the top of the scale to starting salaries is close to that in Korea, but teachers reach the top of salary after 26 years of service."
- "Esquecem" que no topo de carreira em salários absolutos ppp estamos em 12º lugar enquanto como riqueza do país (PIB per capita) estamos muitos degraus abaixo como todos sabem.

e

- "Esquecem" na mesma página que em relação ao PIB / capita (representa a riqueza do país, a capacidade de recolha de impostos por exemplo para pagar os salários dos professores), estamos em TERCEIRO LUGAR.

Ou seja, em relação a salários e em relação ao país que somos em termos de riqueza nacional os professores portugueses estão em 3º lugar. E com os resultados que se conhecem. Noutras comparações salariais presentes em anexos podemos ver outras relações verdadeiramente interessantes.

"Na página 58 verificamos que os Professores portugueses estão na 14ª posição (em 28 países) em relação ao tempo de permanência na escola."

Mais uma simples seriação ainda por cima com interpretação errada, ou melhor, a correcta para os professores até o ECD lhes cortar essa benesse. Porque aqui o que é referido NÃO É o tempo de permanência na escola mas sim o tempo de aulas. Sabemos que para a esmagadora maioria dos professores é o mesmo.

E o problema cá em Portugal era principalmente que os professores, fora o tempo de aulas em geral não estavam no estabelecimento de ensino. E mesmo em termos de tempo total no estabelecimento de ensino que "teóricamente" devia ser cumprido Portugal é dos países com menos horas como se vê no anexo deste relatório.

---------------------
Em suma, é extraordinária a "leveza" destas análises de professores a quererem vitimizar-se sem razões para tal.

Mas muito mais se pode analisar deste relatório, por isso é bom para os sindicalistas que ele NÃO seja muito publicitado.

Por exemplo como a OCDE indica :

"Working time and teaching time only partly determine the actual workload of teachers, they do give some valuable insights into differences among countries in what is demanded of
teachers. Together with teachers’ salaries and average class size (see Indicator D2), this indicator presents some key measures of the working conditions of teachers."

E acrescente-se a isto o ter em conta resultados do sistema de ensino, riqueza do país em PIB, PIB per capita, etc. e vejam os resultados.

Menos "leveza", mais rigor, é o mínimo que se exige de professores.


publicado por HomoEconomicus às 18:15
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Derrotado

O sindicalismo da CGTP foi derrotado a 30 de Maio, a greve "geral" foi um fracasso.

 

E quem o reconhece é a CGTP quando antecipando pouca adesão à greve começou com o discurso do "medo de fazer greve" e terminou ontem à noite com o discurso envergonhado em relação aos números da adesão, que pela primeira vez deixaram de ser importantes, não tendo também pela primeira vez avançado com os seus números por mais irrealistas que fossem.

 

Foi a derrota de um sindicalismo em fim de vida.

 

Porque a esmagadora maioria dos portuguses percebe que :

 

- A história da "precaridade" do emprego é o mais natural que acontece no dia-a-dia. É irrealista pedir a uma organização que mantenha o emprego de um trabalhador por mais de 40 anos como se o mundo, Portugal, a própria organização. já nem falando da competência e desempenho do trabalhador fossem imutáveis.  

 

- É surrealista pedir que o Estado seja obrigado a manter o posto de trabalho de TODOS os funcionários durante largas dezenas de anos independentemente da evolução do país e do desempenho do trabalhador ou permitir reformas antes dos 60 ou, ainda mais surrealista, seja obrigado em cada par de anos a subir TODOS na carreira ainda mais com o impacto de tal na massa salarial e pensões a pagar.

 

Como afirmou Jaime Antunes no jornal Oje :

 

"Num país onde a taxa de sindicalização da população tem vindo a cair todos os anos e é das mais baixas da União Europeia, onde os sindicatos são organizações completamente ultrapassadas, actuando à século XIX, entrincheirados no sector público, onde sobrevivem

à custa dos sindicalistas pagos pelo Orçamento do Estado, esta greve geral não passa de uma

acção desencadeada numa lógica partidária de contestação ao Governo."

 

Os portugueses perceberam isto e felizmente percebem que o país tem que mudar.

 

E é isso que está a derrotar os sindicatos de influência comunista.



publicado por HomoEconomicus às 11:22
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Infelizes
Assistimos últimamente a um conjunto de declarações de vários quadrantes sobre vários temas que só nos faz ter pena dos infelizes que as fazem dado que roçam entre a mentira, a ignorância e a hipocrisia.


Sindicalistas
No Pós e Contras assistimos à CGTP, correia de transmissão do PCP com a maioria dos seus  líderes sindicais incluindo o Secretário-Geral militantes comunistas, dizer pouco mais do que a voz do partido.

E algumas coisas autênticamente patéticas.

Desta vez eram as hossanas de Carvalho da Silva a Espanha. Espanha era agora o exemplo a seguir em tudo, "esquecendo" (as aspas têm um sentido óbvio) no entanto que:

1. Se Espanha agora está assim em termos de desemprego e crescimento foi depois de passar ANOS com desemprego perto dos 20% devido à reestruturação da economia, e depois das reformas do governo do PP que levaram de um défice de Estado elevado aos mais recentes superavit ou défice perto de zero das contas do Estado.

Aí a CGTP estava calada e contra.

2. O equivalente à ADSE em Espanha é privatizado e muito mais eficiente.

A CGTP é contra o mesmo para a ADSE.

3. O sistema de pensões de Espanha foi muito elogiado, mas tem plafonamento.

A CGTP é contra.

4. Comparam salários mínimos pagos 14 vezes por ano em Portugal com salários mínimos pagos 12 vezes ou 13 por ano noutros países.

Problema de "contas" da CGTP. E também "esquecem" o factor produtividade.

Ignorância ou aldrabice dos sindicalistas ?

Com ou sem greves gerais, a mama acabou. Empregos para a vida que levam ao laxismo, subidas na carreira para TODOS independentemente da competência e muito mais benesses que são incomportáveis para qualquer país, que apenas sugam os impostos dos portugueses que trabalham no sector privado e dos que trabalham no sector público mas merecem mais que ser "igualitários", tudo isto acabou ou está a acabar felizmente.

Ota
Quem vê os barracos a serem construidos junto à 2ª circular e os aviões que cada vez com maior frequência levantam e pousam passando pela capital percebe que a Portela acabou.

Depois pode-se discutir se é Ota, Rio Frio,Poceirão, Alcochete, até ao séc. XXV, porque até lá a evolução tecnológica acabará por ajudar a descobrir concerteza mais localizações.

Mas o desespero dos defensores da Margem Sul em se agarrarem ao "deserto" de Mário Lino como grande argumento não augura grande coisa à qualidade dos seus argumentos.

Porque o ministro, concorde-se ou não, disse o óbvio para quem conhece a zona.

1. É rota migratória de aves; aves e aviões nunca se deram bem sabe-se lá porquê ...

2. É reserva aquífera subterrânea da Grande Lisboa (saberão muitos o que isso é ?) com toda a importância desse factor, para além de estar numa zona de várias reservas naturais e ecológicas.

Ou seja, se para o ponto 1 poderão os defensores da Margem Sul depois voluntariar-se para servirem de espantalhos à passarada, o ponto 2 IMPEDE que para além do aeroporto muito possa ser construido em torno dele, daí a expressão de "deserto" para os coitados que não perceberam.

E que querem um aeroporto no meio de um deserto verde, muito ecológico e cheio de passarada.

Vem também ai um estudo da CIP. Aguardemos pelo lobbie do norte que receia o peso que um pólo de desenvolvimento nacional em torno da Ota possa tirar à "indústria" do Norte e ao seu aeroporto.

Uma última questão ... porque razão sabendo-se da opção da Ota desde 2000 só agora venha tudo reclamar contra essa opção ? O argumento do "conhecimento adicional" é poeira para os olhos dos parolos.


publicado por HomoEconomicus às 11:21
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
Medo da avaliação e problema da falta de educação
Duas situações deram-se recentemente no nosso país que acabam por estar ligadas por terem algo em comum : professores.

Medo da avaliação
Os protestos dos sindicatos dos professores (como é de esperar) contra avaliações dos alunos com medo que isso signifique que, com base nos resultados, os professores também sejam avaliados.

E se o forem ? Qual o medo dado que para progressão na carreira todos os professores se consideram entre o "muito bom" e o "excelente" ?

Ou será que culpar os alunos, pais dos alunos, sociedade, país, etc. sobre as desgraças que costumam vir em termos de avaliações já não engana ninguém, prejudicando mesmo os excelentes professores que têm VERDADEIROS problemas ?

E é de espantar ouvir uma professora de matemática vir com a treta do costume e que tão maus resultados tem dado ao longo dos anos, sobre "mambo-jambo" pedagógico que coitadinhas das crianças, esforçar é mau, avaliar é mau (ainda mais porque  põe a nu  a qualidade dos docentes), etc., etc. Isto quando o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática vem afirmar taxativamente que os problemas com a matemática têm a ver com a a falta de trabalho, aplicação de métodos "pedagógicamente doces" e inconsequentes, e falta de avaliação dos alunos, com a conivência "pedagógica" dos professores alguns dos quais nem capacidade demonstram  para dar a disciplina.


Problema da falta de educação
Foi levantado um processo disciplinar a um professor da DREN dado que andava por aí a utilizar fraseologia menos própria. Diz-se que o senhor afirmou coisas do género "diplomas por fax", que até podem cair no "anedotário nacional" gostem uns, desgostem outros. Nesse caso será talvez excesso de zelo um processo disciplinar.

Confirmando-se afirmações do estilo "estamos numa república das bananas governados por um filho da p***", já a coisa pia mais fino. Se os professores já nos brindaram com frases do género "Ministra filha da p***" nas suas manifestações, tal não significa que isso seja a "liberdade de criticar". Apenas significa incapacidade para educar e falta de educação, pelo que em primeiro lugar devemos ter pena deles, coitados.

Quando tal se dirige a um Chefe do Governo seja ele qual for, tal como quando fosse dirigido a um Director-Geral no sector privado, deve-se esperar as consequências. Portugal não é uma república das bananas onde reine a impunidade e anarquia.

Aqueles coitados que têm a lata de vir dizer que o processo disciplinar é um atentado à liberdade de expressão, liberdade de crítica, etc. apenas posso dizer o seguinte, seguindo o seu pensamento de "liberdade de criticar" e em termos de "crítica construtiva" :

"Meus filhos da p***, incompetentes de m****, cab* do ****, ="#$%&, &/"*=&%$, ... vejam se criam vergonha na cara e pedem às vossas mãezinhas para vos educarem".

E deixem-se de justificações de m*** que só podem vir de %&$ #&!#&?%.

Isto numa "crítica construtiva", claro...

E perfeitamente aceitável não é ?








publicado por HomoEconomicus às 17:04
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Sábado, 19 de Maio de 2007
O medo do Norte
O Norte através de algumas das suas figuras mais conhecidas e outros lobbies do costume tem-se vindo a insurgir contra a OTA e o TGV como fazem sempre com qualquer investimento a sul do Mondego.

O TGV talvez porque faça confusão ser Lisboa a ligar a Madrid e para ir a Madrid por TGV ter que passar-se por Lisboa. Mesmo assim acalmaram  quando se acenou com Porto-Vigo.

Porque sem ser estas razões provincianas, alguém acredita que o Norte queira que dentro de uma vintena de anos Portugal esteja com uma infraestrutura ferroviária ultrapassada, esteja ainda mais isolado da restante Europa cruzada por TGV (pelo menos nas ligações entre capitais) e com grande certeza de já não poder voltar a pedir fundos da UE para esta infraestrutura ferroviária ?


Quanto à Ota ainda é mais óbvio. O Norte tem medo que o aeroporto Sá Carneiro perca importância e que muito do desenvolvimento ligado a um aeroporto desça para sul do Mondego. Independentemente de tudo o resto, o Norte queria por ordem decrescente :

1 . Manutenção de uma Portela ultrapassada e esgotada para o aeroporto principal do país passasse a ser o Francisco Sá Carneiro. Agora acenam com Portela + 1 ... uma palhaçada de duplicação de gastos com a manutenção de um aeroporto ultrapassado e limitado para uma capital europeia para além do perigo de estar no centro da capital, procurando em relação a instalações aeroportuárias dividir para reinar.

2. Construção a sul do Tejo, numa zona que limitaria qualquer desenvolvimento empresarial em seu torno devido às limitações  ambientais que,  diga o que se disser, serão sempre maiores em qualquer das zonas agora invocadas do que na Ota.  Não esquecendo que aí se encontram reservas aquíferas (maiores que na Ota de certeza) que se irão  revelar imprescindíveis para o país e que seriam bastante afectadas com um aeroporto "na zona".

No fundo o receio do Norte é que a construção do aeroporto da Ota traga investimentos para aquela região criando um novo pólo de desenvolvimento nacional que tiraria influência ao Norte.

Nem é preciso ser-se muito inteligente para se perceber isso.



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publicado por HomoEconomicus às 11:19
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Vitória da Educação e do País, derrota dos sindicatos
Os últimos dados da Educação são uma das maiores derrotas dos sindicatos de professores dos últimos anos. Demonstraram mais uma vez de que lado estava a razão contra as lutas de agenda política e cujo objectivo era sacar ainda mais benesses do Orçamento do Estado ou seja, dos impostos dos portugueses.

Sim, porque se os resultados abaixo apresentados até hipócritamente podem ser comentados pelos sindicatos como também ter sido esse o seu "objectivo", o que as suas reinvindicações nunca deram a entender, os sindicalistas queriam que fossem atingidos com custos ainda maiores para o país.

Uma das reivindicações então era extraordinária ou mesmo ordinária. Segundo os sindicatos se um professor faltasse o seu substituto devia receber horas extraordinárias. Que maravilha ...  Era ouvir em muitas escolas a  canção "Ora agora faltas tu, ora agora falto eu ..."

Como se sabe todos os dados nacionais e internacionais sobre o nosso sistema educativo provaram que a classe dos professores sendo das mais bem pagas da OCDE em termos absolutos e em paridade poder de compra (sendo Portugal dos países mais pobres da OCDE), tem sido das que menos horas trabalha, mais cedo se reforma e pior que tudo isto, piores resultados obtém.

Algo tinha que mudar e parece que começa a mudar.


in DN 15-05-07

"Os números da educação à prova de protestos

No ano passado, a população escolar cresceu pela primeira vez em quase uma década: ganhou mais de 21 mil alunos, o equivalente a 1,3%. O funcionamento das escolas públicas até às 17.30 generalizou-se: é uma realidade em 78% dos jardins-de-infância e em 89% das escolas do 1.º ciclo. As escolas com menos de dez alunos foram reduzidas a um quinto: os alunos estão reagrupados em menos 2463 estabelecimentos. Os chamados "furos" praticamente deixaram de existir: as aulas de substituição preenchem os tempos livres dos estudantes causados pelas faltas dos professores. E tudo isto foi feito com menos 8329 professores.

Estas são as conclusões do relatório anual da Inspecção- -Geral da Educação (IGE) sobre a organização do último ano lectivo, ontem reveladas. São dados concretos que não deixam dúvidas sobre os efeitos da reforma da educação. Até os sindicatos terão dificuldade em torturar os números e fazer com que estejam de acordo com os seus protestos e interesses." 


 
 
 


publicado por HomoEconomicus às 09:48
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Os espanhóis querem-nos...
Quando por cá alguns são contra a imigração, os espanhóis querem-nos ...

E veja-se desde 1998 como estão Portugal e a Espanha. Estamos a falar de um fenómeno que não é de direita nem esquerda dado que é comum aos dois últimos governos em Espanha.

E lá os gestores referem o óbvio. Certo tipo de empregos os espanhóis já não os querem pelo que a imigração é útil ... e a taxa de desemprego tem vindo a cair.

Basta ler na BusinessWeek :

"Over the past decade, the traditionally homogeneous country has become a sort of open-door laboratory on immigration. Spain has absorbed more than 3 million foreigners from places as diverse as Romania, Morocco, and South America. More than 11% of the country's 44 million residents are now foreign-born, one of the highest proportions in Europe. With hundreds of thousands more arriving each year, Spain could soon reach the U.S. rate of 12.9%. And it doesn't seem to have hurt much. Spain is Europe's best-performing major economy, with growth averaging 3.1% over the past five years. Since 2002, the country has created half the new jobs in the euro zone. Unemployment has plummeted from more than 20% in the 1990s to 8.6%, within shooting distance of the 7.2% euro zone average. The government attributes more than half this stellar performance to immigration."

Artigo completo : http://www.businessweek.com/magazine/content/07_21/b4035066.htm


publicado por HomoEconomicus às 18:30
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Por cá e por lá ...
Por cá ...

A World Travel and Turism Council (WTCC) anunciou o que era mais que óbvio. Em 2001 o aeroporto da Portela estará esgotado e depois é gastar dinheiro em remendinhos de aeroportozinhos complementares aqui e ali para evitar recusar-se ainda mais voos do que actualmente já acontece.


Entretanto a Ota parece avançar contra tudo e todos dado que não se podem perder mais anos em novos estudos, que estranhamente apenas agora foram pedidos pelos que não querem a Ota. Porque é claro, assim como agora existe "nova informação" que "coloca tudo em causa", quem diz que daí um par de anos não haverá novamente "nova informação" ... E agora já se vai em 30 anos de estudos ...


No fundo guerra entre lobies que por vários interesses preferem a margem sul contra lobies que preferem a margem norte já não falando do lobie do norte que queria para Lisboa apenas a Portela  e o aeroporto Sá Carneiro como o aeroporto nacional de entrada no país ...

Por lá ...

Grupos de delinquentes da que se diz "extrema-esquerda" (bela desculpa para actos de criminalidade e depois armarem-se em "perseguidos") fazem estragos em Paris na sequência da eleição presidencial.

Está na hora de tratar os grupos de delinquentes da extrema-esquerda e extrema-direita exactamente como são, gangues de criminosos, e actuar.


publicado por HomoEconomicus às 18:45
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007
Eleições Regionais - Madeira
Na Madeira tivemos o resultado eleitoral esperado.

Os portugueses em geral gostam muito de mama, de apoios e ajudas, e os madeirenses em particular adoram chular os continentais.

Quando a mama parece acabar os madeirenses reclamam, claro.

João Jardim pede para os deixem trabalhar.

Muito bem, trabalhem para viver que os continentais, os "cubanos", estão fartos de dar a mamar a João Jardim e restante pessoal lá do ilhéu.

E cada vez com menos paciência para ver os seus impostos servirem para pagar, entre outras coisas, pequenas estradas  que poucos habitantes servem e que  ficam mais caras que o túnel do Marquês em Lisboa. Isto deve-nos fazer pensar sobre quem ganhará com este despesismo madeirense. Sempre uma pequena nomenclatura madeirense sobejamente conhecida mas vergonhosamente inimputável.


publicado por HomoEconomicus às 20:34
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Tabaco

Com a saída para breve da nova lei sobre o tabaco muitos fumadores e alguns pseudo-defensores da liberdade de escolha vêm defender o "direito" dos fumadores a fumarem práticamente onde e quando lhes apetece.

 

A liberdade de escolha, de acção, económica, etc. tem uma limitação. Termina quando essa liberdade implica consequeências negativas sobre terceiros.

 

É mais que sabido, incluindo pelos fumadores, que o acto de fumar pode levar os não-fumadores que se transformam em fumadores passivos a adoecerem com problemas pulmonares e mesmo falecerem de cancro de pulmão.

 

Ora tal significa por parte dos fumadores homícidio. Involuntário, por negligência, o que for.

 

Mas homícidio.

 

Os fumadores que querem fumar numa roleta-russa suicidária mudem-se para onde não afectam os não-fumadores.

 

Ou fumem em locais onde possam provocar danos nos seus próximos, familiares e amigos por exemplo, que concerteza mesmo na doença compreenderão as necessidades tabágicas dos viciados em nicotina.

 

Mas não tentem assassinar mesmo que involuntáriamente quem não tem culpa nenhuma da sua dependência e vício.

 

E não nos façam gastar dinheiro dos impostos para os curar dos estragos físicos causados pela dependência da droga denominada nicotina.



publicado por HomoEconomicus às 11:34
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