Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
O que é que a União Europeia fez por nós ?
Quando alguns apelam ao Portugal "orgulhosamente só", na sua pequenez de um desejado isolamento, com o retorno do escudinho, do humildes (ou melhor, pelintras e atrasados) mas honestos, um jornal britânico mostra o que a UE fez pela Europa.

Interessante, ainda mais vindo de britânicos.

http://news.independent.co.uk/europe/article2377695.ece


Quanto aos "ameaços" de saída caso governassem, lembrem-se da promessa de Haider (extrema-direita austríaca) caso chegasse ao governo. Tirar a Áustria do Euro, da União Europeia, expulsar os imigrantes. Entraram no governo na altura. A Áustria até parece que continua no Euro e UE e aquele governo legislou uma das leis de imigração mais generosas da Europa.


 





publicado por HomoEconomicus às 20:04
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Quinta-feira, 29 de Março de 2007
Parvoíces infantis

Existe um cartaz a manchar a imagem de Lisboa colocado pela extrema-direita "nacionalista"...

Contra a imigração, como sempre, dado o vazio de ideias.

Contra a imigração dada incoerência entre o que reclamam "indignados" de várias situações da nossa actualidade e o que seria se vigorasse o regime nacional-socialista-fascista que defendem para Portugal. Ou seja, reclamam contra o que seria pior no regime que defendem.

Tal como a extrema-direita europeia,atacam toda a imigração mas depois dizem que os imigrantes até são bons excepto "alguns".

Porque se a imigração ilegal naturalmente deve ser combatida,neste caso é apenas uma "desculpa" daqueles que todos sabemos que são contra toda e qualquer imigração por nacionalismos bacocos, racismo, xenofobismo.

Felizmente vão sentir que a sua velhice vai ser subsidiada pelos imigrantes que odeiam ... E essa será a grande vitória dos imigrantes e humilhação daqueles que os odeiam.

Para evitar essa humilhação claro que para eles existe uma solução. Usem-na.

Parece também que perderam o bom senso de ficar caladinhos com a "vitória" de Salazar.

Primeiro, pelo patético de adorarem eleições aqueles que se forem coerentes não as querem.

Segundo porque a seguir a Salazar ficou Cunhal, a seguir ao ditador o que queria ser ditador. O que prova que quanto menor a adesão a eleições (neste caso os portugueses estiveram nas tintas para o concurso) maior o peso dos extremistas organizados.

Terceiro, na primeira oportunidade que os salazaristas tiveram de mostrar o "apoio" do povo português a Salazar, numa forma de eleição sem grande trabalho dado que bastava telefonar, o número total de votantes em Salazar é menor que o dos presentes num jogo de futebol Benfica-Porto.

E isto admitindo que cada chamada de telefone diferente era de pessoa diferente ...

Tudo patético ...

E vindo dos camaradas ideológicos daqueles que na Alemanha, Reino Unido e não só, já atacaram e mesmo assassinaram ou tentaram assassinar compatriotas nossos emigrantes nesses países. 



publicado por HomoEconomicus às 09:02
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Sexta-feira, 23 de Março de 2007
Lutas "sindicais" da CGTP
Para aqueles que ainda duvidam que as lutas "sindicais" da CGTP não são mais do que lutas políticas a mando do PCP, basta ler ...


"PCP quer substituir Carvalho da Silva na liderança da CGTP
A divisão entre os membros da Comissão Executiva da CGTP sobre a possibilidade da próxima greve da Administração Pública ser transformada numa greve geral nacional - tese defendida por sindicalistas comunistas da linha mais ortodoxa, mas que levanta reticências entre os de outras tendências - voltou a trazer a questão do interesse do PCP substituir Carvalho da Silva no próximo congresso.

A notícia é avançada na edição desta sexta-feira do jornal Diário de Notícias, que refere que, além de Arménio Carlos, membro da Comissão Executiva da CGTP e também do Comité Central do PCP, que chegou a ser avançado antes do congresso de 2004, outro nome começa a ser apontado como o preferido do sector comunista ortodoxo: o de Mário Nogueira.

O presidente do Sindicato dos Professores da Região Centro que, entretanto, se está a candidatar à sucessão de Paulo Sucena à frente da Fenprof, além de ter sido cabeça de lista da CDU pelo círculo de Coimbra nas legislativas, foi o mandatário nacional da candidatura presidencial de Jerónimo de Sousa.

Apesar do perfil operário de Arménio Carlos estar mais em sintonia com o imaginário comunista, a importância política do cargo de secretário-geral da CGTP pode jogar a favor de Mário Nogueira.

Há, no entanto, quem aposte na continuidade de Carvalho da Silva à frente da Intersindical, apesar da estratégia definida na Soeiro Pereira Gomes, lembrando o que aconteceu no último Congresso, em que também se dava como certa a saída do ainda líder da CGTP.

Confrontado com estas informações, Carlos Trindade, um dos dirigentes socialistas da central, limitou-se a afirmar, em declarações ao DN, que «é provável que o PCP tenha essa estratégia [de substituição], mas na minha opinião Carvalho da Silva é o candidato natural e deve manter-se no cargo", tanto mais que «ele tem mantido a sua disponibilidade para continuar a exercer a função»."

23-03-2007 10:06:41

In Diário Digital



publicado por HomoEconomicus às 12:38
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Quinta-feira, 22 de Março de 2007
Flexibilidade laboral na função pública

Assiste-se com espanto aqueles que criticam as palavras recentes do Ministro das Finanças :

'Para o ministro "a insuficiência de desempenho em dois anos consecutivos dará lugar a procedimento disciplinar" e consequente desvinculação contratual".'

O que esperam estes críticos ?

Que a incompetência seja premiada ?

Quantos anos de incompetência poderão justificar um despedimento ? 10, 20, 30 ?

Quais os custos para o país vindos dos nossos impostos para pagar aqueles que por incompetência, laxismo, falta de profissionalismo, falta de vocação, etc. não cumprem os seus deveres profissionais ?

Mas para muitos as palavras do ministro são criticáveis. Será que têm receio de terem "desvinculação contratual" pelas razões apontadas ?



publicado por HomoEconomicus às 12:18
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Impostos
A polémica, ou guerra política, estalou com os nossos impostos, se devem manter-se até uma maior consolidação do défice orçamental ou descer já para estimular a economia  estilo "supply-side economics".

Se da parte dos mais credíveis em todas as áreas políticas, para além da própria UE, vem o "conselho" de esperar, quem pede para se descer os impostos esquece que, tal como nos anos de Reagan nos EUA, se a prazo a economia poderá talvez ganhar com a medida, no curto prazo tal agravará problemas orçamentais dos quais apenas agora e levemente recuperamos e onde não existe folga. E com o risco actual de que os unicos mecanismos de intervenção económica do governo são a política orçamental, nomeadamente ... impostos.

Quem quer saber algo mais sobre os nossos impostos pode ler artigos como este do Diário Digital (www.diariodigital.pt) que sintetiza a situação actual.

"Peso da receita fiscal em Portugal é inferior ao da UE

A receita fiscal portuguesa em percentagem do PIB mantém-se abaixo da média dos parceiros europeus, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat.

Na União Europeia alargada (UE-27) o peso global da receita fiscal (impostos + contribuições sociais) representa 40,8% do Produto Interno Bruto (41,2% na zona euro), enquanto em Portugal essa relação equivalia a 36,3%.

Tendencialmente, registou-se um aumento do peso da receita face a 2004, embora a curva dos últimos seis anos (2000-2005) se situe abaixo dos valores registados entre 1995 e 2000.

Tendo em conta as principais áreas da tributação, Portugal tinha a nona receita fiscal mais elevada no conjunto da UE-27 quando analisado o peso dos impostos sobre a produção e as importações (15,1%), face a uma média inferior a 14% na zona euro e no conjunto da UE, em 2005.

Quanto às restantes grandes categorias (impostos sobre rendimento e o património; contribuições sociais) o peso da receita fiscal no PIB português fica aquém da média obtida para as duas zonas de integração europeia. "

In Diário Digital. 20-3-07


publicado por HomoEconomicus às 22:59
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OTAs

Portugal tem mais um polémica ao seu estilo, neste caso o aeroporto da OTA.

Já todos reconhecem que o aeroporto de Lisboa está esgotado com milhões de euros a perderem-se anualmente por voos cancelados devido a falta de capacidade, que é surrealista tentar uma maior frequências de aviões a levantarem e aterrarem sobre a capital do país com os problemas de segurança que isso levanta, que as centenas de milhões de euros enterrados frequentemente para aumentos de capacidade são apenas remendos.

Já existem desde 1969... Sim, 1969, quase quarenta anos, estudos e mais estudos sobre a localização do novo aeroporto. Montijo, Rio Frio, Ota, Alcochete, umas ideias peregrinas de mini aeroportos de provincia em torno da capital, tudo para todos os gostos.

A OTA, bem ou mal e até poderão existir todas as dúvidas legítimas, já é falado como novo aeroporto práticamente desde o governo de António Guterres. Já se sabe desde que o Governo tomou posse que era a decisão, e mesmo o Governo anterior já referia data de início de obras para o mesmo.

Tudo caladinho ...

Mas agora todos vêm falar de "parar para pensar", "reflectir", etc., etc., seja por razões de guerra partidária (ou existiam "interesses" na escolha do Montijo ou existem agora "interesses" na OTA), seja por "guerras" norte-sul com receio de perda de influencia do aeroporto Sá Carneiro.

Fala-se mesmo em enterrar largas centenas ou milhares de milhões de Euros num aeroporto provisório em Montijo "para dar tempo para pensar" ....

Quase 40 anos deve ser pouco para os nossos decisores ... têm  que "pensar" ainda mais ...

E muitos querem que o processo volte à estaca zero, a 1969 ...

É a mentalidade portuguesa do adiar, adiar, adiar.

Ou criticar, criticar, criticar sem dar alternativa.

Ou dá-la apenas quando o que criticam já foi decidido, evitando assim o risco de a "sua" alternativa ser escolhida e revelar-se tão fraca como a que criticam ...

Uma tristeza...

Decidam e avancem ... O país e a capital não podem estar mais tempo à espera.


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publicado por HomoEconomicus às 22:40
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