Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007
O dedo na ferida
Por vezes vemos por aí passarem "emails" demagogos sobre os ordenados dos políticos e similares.

Vêm normalmente daqueles que estão infelizes com a sua situação pessoal e profissional (como se não fossem os próprios responsáveis da sua situação) e que acham fácil "dar porrada" nos políticos ou mesmo a certas profissões melhor remuneradas como é o caso dos juízes e não só.

São "indignações" ridículas com ordenados ou pensões de políticos, juízes e gestores em lugares da mais alta responsabilidade, com a demagogia parola deste género de "indignações". E o mais ridículo é que no caso dos políticos por exemplo falamos de "indignações" com remunerações inferiores a 5000 euros (!).

Se queremos que um político receba o mesmo que muitos dos "indignados" teríamos políticos com o perfil pessoal e profissional destes "indignados", o que não era própriamente bom, garanto-vos.

Estranho é porque é que os "indignados" nunca tentaram sequer concorrer a estes lugares com responsabilidades e remunerações que tanto cobiçam e invejam.

Porque será ?

O (infelizmente) ex-director geral das contribuições e impostos vem no Expresso por o dedo na ferida :

"Entrevista exclusiva a Paulo Macedo, Director Geral das Contribuições e Impostos
"Um jovem director de marketing ganha mais que o primeiro-ministro"

Paulo Macedo considera pouco dignos os salários do Presidente e do primeiro-ministro face à dignidade dos cargos."
in Expresso

Quem não percebe isto, não percebe nada e é melhor deixar de servir de "pombo-correio" dos "emails" demagogos.


publicado por HomoEconomicus às 17:45
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3 comentários:
De Kruzes Kanhoto a 6 de Agosto de 2007 às 22:50
Não são apenas os politicos que ganham pouco. A maioria dos portugueses também. E quando não há dinheiro é bom que quem nos diz que temos de poupar dê o exemplo. Mau era se assim não fosse.


De HomoEconomicus a 7 de Agosto de 2007 às 10:41
Tem razão quanto aos portugueses ganharem pouco, mas em termos de produtividade estamos também abaixo dos restantes países.

Aumentar salários sem aumentar produtividade apenas originaria inflação e na melhor das hipóteses manutenção ou mesmo perda de poder de compra.

No sector Estado o governo aperta o cinto porque pura e simplesmente o dinheiro não chega para tudo a não ser que se queira aumento de impostos para financiar o orçamento de Estado.

Por isso quando os sindicatos da extrema-esquerda "exigem" por exemplo que TODOS os funcionários e professores cheguem ao topo de carreira, estão a ser aldrabões. Não há dinheiro e eles sabem disso.

Claro que a solução é simples. Existe um dado orçamento para por exemplo, salários dos professores, em que óbviamente não é possível pagar a todos pelo topo. Os sindicatos que decidam se querem distribuição consoante o mérito ou se querem distribuição "igualitária" penalizando os melhores professores e premiando a mediania e mediocridade.


De Kruzes Kanhoto a 12 de Agosto de 2007 às 22:43
Inteiramente de acordo. E acrescentou mais uma quantidade de razões para os politicos não serem aumentados.


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