Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Por cá e por lá depois das férias

Depois de alguma ausência está na altura de comentar algumas das coisas que têm acontecido neste mundo em geral e no nosso Portugal em particular.

 

Por lá ...

Depois de cair na armadilha do urso russo, intervindo na Osséssia do Sul contra os separatistas de uma forma mais musculada, os georgianos viram os russos fazerem o que sempre quiseram, invadirem a Geórgia.

 

Quais os objectivos dos russos com esta invasão ? Para lá de quererem tentar recriar o antigo império soviético cuja desintegração foi o maior erro do séc. XX segundo Putin, querem ter a exclusividade do fornecimento de petróleo e gás natural à Europa, tornando-a completamente dependente a partir daí dos desejos russos. A Geórgia tem já e vai ter mais pipelines que limitam essa exclusividade de fornecimento.

 

O maior problema que a Europa e o Mundo têm com os russos é que actualmente temos uma Rússia em que a adopção pela economia de mercado e as vendas energéticas permitiram criar muito mais riqueza que no regime soviético e que poderá ser canalizada para fins militares, a par de uns tiques imperialistas soviéticos.

 

Patético é verificar a simpatia dos comunistas portugueses pelos avanços russos. Esquecem que a Rússia actual não tem nada a ver em termos de regime sócio-económico com o socialismo ou comunismo da ex-URSS, fazendo o seu capitalismo os EUA parecerem um Estado social. Mas coitados, na falta de melhores notícias.


Por cá

 

Criminalidade

Este aumento de criminalidade cria a necessidade de fortes medidas de contenção. A maior criminalização do uso de armas e o reforço dos meios e processos das autoridades é um primeiro passo mas provavelmente terá que ser reforçado para evitar que a extrema-direita venha captar os votos dos mais receosos que esperam milagres.

 

Verifica-se também que muitos dos criminosos são "repetentes" e mesmo depois de presos voltam à criminalidade mal são libertos.

 

Nos EUA a partir de 3 detenções por criminalidade, a quarta detenção leva a prisão perpétua por se considerar que o delinquente "não tem cura". Cá isso será impossível mas talvez um agravamento de penas o permita afastar da sociedade como se deseja, dado que se tornou um perigo para a mesma.

 

Tribunais

Curiosamente poucos contestaram a notícia e editorial do Expresso que refere o facto de os juízes estarem a aplicar pouco a prisão preventiva porque "não querem", libertando delinquentes que poucas horas depois voltam a praticar actos criminosos.

 

Parece que tudo como forma de "vingança" sobre o Governo por cortes nas suas benesses e privilégios, que eram insustentáveis sem aumento de impostos dos portugueses e que impedem mesmo a diminuição dos mesmos.

 

Na minha opinião qualquer profissional de qualquer classe que é remunerada pelo erário público e usa a sua posição para chantagear o Estado e no fundo os portugueses, para manter ou aumentar as suas benesses e privilégios, deve ser expulso da profissão e sempre que tal se justifique, responsabilizado judicialmente.

 

CGTP

A CGTP só nos apresenta surpresas. Depois de se saber que também utiliza recibos verdes nas condições que tanto critica aos outros, agora sabe-se que cobra 10% das indemnizações recebidas pelos trabalhadores nos despedimentos colectivos.

 

Ou seja, para terem mais receitas é do seu interesse que haja mais conflito social, mais encerramento de empresas o que a beneficia financeiramente e beneficia politicamente o PCP.

 

Por outro lado o sindicato comunista dos professores vem sugerir a "solução" para o excesso de professores. Para eles "basta" diminuir o número de turmas por professor... E já agora o número de alunos por turma. Nós já temos um dos melhores rácios da OCDE entre número de professores e número de alunos mas nada como aplicar as sugestões do sindicato para criar empregos artificiais à custa dos impostos dos portugueses...

 

É bom que quem tire cursos com o objectivo de ser professor tenha em consideração que, tal como em todas as outras profissões, o emprego não é garantido.

 

 

 

 




publicado por HomoEconomicus às 10:05
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Facilitismos

No momento em que o mundo é cada vez mais exigente e competitivo, o facilitismo dos vários exames a nível nacional foi o pior exemplo a dar aos jovens.

 

Serve para melhorar estatísticas e prejudicar os melhores alunos. Desincentiva o profissionalismo dos professores.

 

É um erro político crasso porque afasta os que votam num partido pelo rigor do Governo não atraindo ninguém que vê no facilitismo apenas jogada política.



publicado por HomoEconomicus às 18:26
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Neste país ...
As últimas novidades neste país não deixam de nos espantar.

Educação
Professores, associações de professores, sindicatos, anda agora tudo às "turras". E porquê ? Porque os "srs. professores" pensavam que com a manif dos 100 mil estava o caso arrumado e já não haveria avaliações nem limitações nas subidas mantendo-se no essencial tudo na mesma. Os sindicatos percebendo que os portugueses já estão contra o corporativismo do "tudo na mesma" dos profs preferiram ceder algo a darem pontos ao Governo.

Emprego e greves
Somos o país que teve a originalidade de quando a Opel anunciou que provavelmente iria sair de Portugal por a fábrica não ser competitiva em termos de custos (devido às cedências a pressões sindicais dos anos anteriores), o melhor que os sindicatos fizeram na altura foi convocar greves dos trabalhadores da fábrica...

Agora o que temos ? Quando se procura flexibilizar uma lei do trabalho que parou nos anos 70 e que é a principal causa da proliferação de recibos verdes a CGTP com a cassete comunista do costume convoca manifs pela manutenção da actual lei que causa mais danos do que benefícios aos trabalhadores sendo apenas dogmáticamente "correcta".

Entretanto o jornal Oje fala de outros "exemplos".

. Os trabalhadores da Delphi, a negociar rescisões dado que a fábrica fechar, ameaçam "formas de luta mais rígidas" ... o que deve preocupar muito a Delphi que pode dar dessa forma apenas as indemnizações legais, bem menores.

. Os trabalhadores da Sisaqua em Sines querem manifestar-se contra a suspensão de 7 trabalhadores que davam faltas injustificadas. Ou seja, para estes iluminados o trabalhador deve poder "baldar-se" sempre que lhe apetecer e a empresa aceitar e mais nada.

Enfim ...

Folclóricos, marginais e terroristas
Entretanto no 25 de Abril grupelhos marginais que andam entre os punks, os rastas e os ocupas e que há alguns meses fizeram estragos na baixa de Lisboa associados a terroristas como os que destruiram um campo de milho há poucos meses querem manifestar-se contra a "agressão policial". O que se espera destes grupelhos marginais ? Vão provocar e causar destruição em Lisboa para serem, e bem, perseguidos e punidos pelas forças policiais e assim poderem vitimizar-se. Esperemos que as nossas autoridades estejam à altura e ponham estes grupelhos de delinquentes na ordem.


publicado por HomoEconomicus às 19:43
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Professores
Sobre as manifs e protestos dos professores nada como o comentário do Prof. César das Neves publicado no DN do passado dia 10.

Entretanto depois da Fenprof ter dito públicamente que não negociaria com esta equipa ministerial, eis que terça-feira aparece com se nada fosse no ME falando do processo negocial, que consiste no Governo permitir que as avaliações sejam feitas até 2009, que alguns indicadores de avaliação possam ser posteriormente ajustados mas mantendo o essencial: quotas nas subidas na carreira, avaliações para as mesmas e os professores titulares.

Quais as razões para esta mudança ? Informação. Sondagens de que podendo ter 100 ou 150 mil professores em luta, os restantes portugueses estavam contra as manifs e protestos, principalmente da forma como foram sido feitos. Ou seja, os protestos dos professores estavam a transformar-se na "Marinha Grande" do Governo. E porquê ?

. Começa nos Pós e Contras a arrogância dos profs com o "somos todos bons" e a mentira descarada e confessada de um docente;

. Continua com as pressões caluniosas à entrada de reuniões partidárias;

. As manifs regionais e a de 8 de Março basearam as "palavras de ordem" no ataque pessoal à ministra sendo as entrevistas a diferentes professores nas manifs um desastre para a classe. Comparativamente desde 5ª feira a ministra manifestou uma serenidade e capacidade de resposta elogiada globalmente;

. No início da "semana do luto", vê-se na TV profs vestidos com camisolas negras, preparadas e pagas, e até a incentivar alunos (!) a gritarem contra a ministra;

. A notícia de que milhões de euros iam ser pagos a profs porque profs faltam só agradou aos profs;

. A quase unanimidade de analistas de vários quadrantes sobre a necessidade de se manterem as reformas na educação mesmo que o partido do governo perdesse as eleições;

. A mensagem transmitida pelos profs nas manifs e diferentes foruns da imprensa de que não querem a avaliação ou querem "avaliação" desde que todos subam na carreira, e que não confiavam nos colegas titulares para avaliações;

. Os comentários dos profs e seus "companheiros de luta" em foruns de imprensa que andam entre a ofensa e calúnia pura e simples a quem os colocava em causa, aos ataques político-partidários mais ou menos ofensivos mostrando que apenas votavam em quem lhes permitisse continuar na mesma e bem. Também ataques aos colegas titulares e ausência de sugestões de modificação do modelo de avaliação revelando que no fundo não querem nada que os impeça de subir a todos ao topo;

. Greves ou manifs adicionais a partir de agora, podendo prejudicar os alunos, apenas faria mpiorar a imagem dos profs com o risco de beneficiar o Governo;

. Acrescente-se o risco de na campanha eleitoral de 2009 o Governo poder vir com gráficos muito bonitos mostrando por A+B a necessidade de reformar o sistema de ensino e  avaliar os professores .

E aí tem-se o voltar da Fenprof ao diálogo com o ME poucos dias depois de ter dito que nunca mais o faria.
 
" NÃO BASTA TER RAZÃO


João César das Neves
professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Os professores estão de novo em guerra. Como todos os antecessores, a senhora ministra da Educação é a pessoa mais enxovalhada e insultada do País. Ouvindo as queixas, tem de se dizer que em muitas coisas os professores têm razão. O ministério, mais uma vez, atrapalhou tudo. Mas isso não chega como justificação.

Todos os que gritam na televisão e escrevem enfurecidos são mestres, uma referência da juventude. Com que cara, no dia seguinte, vão enfrentar uma turma de alunos? Que respeito granjeiam depois de tais excessos? A coisa fica pior ao saber-se que um dos temas em discussão é a avaliação do desempenho. Deve ser divertido para um aluno, que é classificado pelos mesmos docentes sem poder protestar ou indignar--se, ver os seus tutores berrar de indignação por serem avaliados. Se o que os stores fazem é tomado como exemplo, os exames e pautas deste país passarão a ser muito mais coloridos e animados.

Os professores afirmam que são a favor da avaliação, mas contra esta avaliação (declaração da Fenprof de 15 /10/2007). Essa é há séculos precisamente a posição dos alunos. Todos os estudantes são favoráveis às notas e descontentes com a que receberam. Os testes são sempre difíceis, as datas sempre inconvenientes, os professores sempre injustos. Mas é preciso aguentar com cara alegre.

Agora, com o feiticeiro a sofrer o feitiço, as coisas podem mudar. Se houvesse vergonha, muitos teriam dificuldade em encarar a turma depois de tais atitudes públicas.

Até porque, na catadupa de razões, algumas deixam bastante a desejar. Quantas das críticas (arbitrariedade, influências, burocracia) não são plausíveis em todas as classificações, por exemplo na que eles fazem dos jovens? E, pior, a avaliação proposta é muito mais mansa que a dos alunos. Começa por uma ficha de auto-avaliação (que os educandos adorariam preencher), seguida da opinião do professor titular coordenador e do conselho executivo. O carinho com eles é muito superior ao deles com a malta.

Outra queixa pungente é a existência de quotas para acesso a professor titular, pelo que "só conseguirá sê-lo (por muito bom que seja) por morte ou aposentação do seu par" (ver Avaliação de desempenho. Pormenores... em www.fne.pt).

Mas essa é desde sempre a situação dos quadros académicos.

Na universidade, quando o departamento está cheio, só se acede a professor associado ou catedrático por saída de alguém. Dado o escandaloso excesso de professores no País, a quota é bem compreensível. Se a "motivação pela Excelência esbarra com um muro denominado 'quota' " (loc. cit.), é porque não se sabe o que seja uma genuína vocação educativa.

Nas universidades, entretanto, a vida não está pacífica. O Ministério da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior publicou um estudo sobre a empregabilidade dos vários cursos superiores. O presidente do Conselho de Reitores criticou fortemente essa medida a partir de certos reparos técnicos (Lusa, 28/Fev.). Também tem razão, porque empregabilidade é difícil de medir, embora mesmo mal calculado, esse indicador não deixe de ter significado.

A declaração termina com uma frase notável: "Serão empregadores muitas vezes com a quarta classe que vão decidir quais as políticas e quais as instituições válidas no ensino superior em Portugal?" (Lusa, 28/02/2008).

É verdade. Porque essas pessoas são a realidade, e os cursos válidos deste país têm de se defrontar com a realidade.

Os médicos tratam pessoas com a quarta classe, os advogados defendem- -nas, os engenheiros fazem-lhes casas. As pessoas com a quarta classe são os clientes e utentes que avaliam o que valem os profissionais formados nas instituições válidas. Se as tais instituições válidas não passam esse teste, onde está a sua validade?

Os empregadores com a quarta classe conhecem melhor a sua empresa e mercado que os catedráticos, até de Economia como eu. Quando não contratam os licenciados, eles lá sabem porquê.

Os professores são uma referência nacional. Têm de sair da torre de marfim das escolas e privilégios e enfrentar o mundo.|"
in DN 10-03-08


publicado por HomoEconomicus às 09:16
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Reformas e medo delas
Todos os portugueses se queixavam de que o país estava ingovernável, sem autoridade. De que o despesismo do Estado era insustentável (défice a ficar próximo dos 7%) e os impostos desta forma teriam que continuar a subir e não a descer. Quando se começaram as coisas a fazer, vêm os queixumes do costume. Muito portugueses que não querem Estado nem impostos depois querem todas as benesses que o mesmo lhes proporciona. Já nem se falando da reacção idiota à acção da ASAE no cumprimento da lei ou dos fumadores que se acham no pleno direito de encher e matar 3ºs com o seu fumo (considerando os não-fumadores os marginais e inadaptados) para além de se acharem no direito de sacarem dinheiro dos nossos impostos para lhes curar o cancro de pulmão.

- Na Saúde uma reforma da rede de SAPs e urgências feita por uma comissão técnica é rejeitada por aqueles da população que erradamente queriam uma falsa urgência em cada esquina por se sentirem erradamente mais seguros, enquanto os médicos também andam descontentes dado que certos "SAPs e urgências" lhes permitiam trabalho e horas extraordinárias sem muito trabalho, com por vezes 1 a 2 clientes com uma gripe ou pouco mais por noite. Um sistema insustentável em termos de saúde pública e em termos financeiros mas que até aqueles que querem descer impostos defendem, claro.

- No Ensino os professores procuraram e procuram travar tudo o que faça o simples: pô-los ao mesmo nível dos restantes europeus em termos de profissionalismo e rendimentos tendo em conta as disponibilidades do país e os resultados da educação. Pequenas coisas se quer como fazerem aulas de substituição como "lá fora", serem avaliados como "lá fora", etc., etc. Mas em vez disso querem insistir em ser TODOS iguais, todos subirem automáticamente, terem avaliações como até agora, uma autêntica fraude. Temos perto de 180 mil professores a quererem chegar automáticamente ou com poucas chatices ao topo da carreira para ganharem mais de 50 mil euros por ano. É  a 3ª remuneração mais alta da OCDE em relação ao PIB (somos 25º em 30 países em PIB per capita ) e mesmo em valores absolutos em 12º à frente de países como Inglaterra, Grécia, Itália, Países Nórdicos, etc., etc. E os portugueses que paguem que os resultados como sabemos são ... "excelentes".

- Quanto às grandes Obras Públicas, se o aeroporto depois de estudos durante perto de 40 anos parece que vai iniciar-se, mesmo com uns patuscos a querer que mantivessemos um aeroporto no meio da capital com todos os inconvenientes de tal, agora andamos às voltas com as pontes. O TGV por outro lado se os autarcas pudessem ia parar em todas as autarquias possíveis e imaginárias mesmo andando às voltinhas pelo país. Para já nem falar dos patuscos, principalmente do norte, que achavam que o TGV devia vir num trajecto a sul do Tejo pelo que a passagem pela capital seria um desvio adicional. Ou seja, quem viesse do Porto por TGV não ia ter a Lisboa mas a Alcochete e depois fazia marcha-atrás ...

Tristezas e mais tristezas que mostram que é por estas e por outras que estamos cada vez mais na cauda da Europa.

Ou será que somos tão idiotas que pensavamos que as reformas, que sempre foram exigidas por todos, eram para aumentar ainda mais as benesses para todos num despesismo insustentável enquanto em simultâneo os mesmos exigiam ... descida de impostos ?


publicado por HomoEconomicus às 20:21
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
O nacional-porreirismo
Os portugueses sempre foram uns grandes adeptos do nacional-porreirismo. Protestamos pela "balda" do país, que ninguém cumpre a lei, que ninguém é responsável, mas mal são tomadas medidas para evitar essas situações, somos logo contra quem quer colocar alguma ordem nas coisas ou exigir responsabilidades. Basta ver dois casos dos muitos que por aí há :

ASAE
Veio por ordem no regabofe português contra o qual todos protestavam. Agora são criticados por ser muito "duros" e outras asneiradas do género ao ficarmos com pena dos "coitadinhos" que são, e bem, apanhados nas malhas da lei. Até o partido "da lei e ordem", o CDS-PP agora é contra a ASAE.

É deixá-los pousar e esperar que não volte na área de intervenção da ASAE o "nacional-porreirismo".

Exames para professores
Basta ler o que veio hoje no Correio da Manhã:
"Para Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, “todo o estatuto de carreira docente está construído para que o ministério veja num grupo de professores os carrascos dos outros docentes. Em 90 minutos, num qualquer azar, o jovem é eliminado”, diz o sindicalista, sublinhando que quem sai da faculdade é já sujeito a quatro obstáculos: “A avaliação da formação científica, no estágio profissional, como contratados e quando entram para os quadros e, passadas estas três etapas, quando estão sujeitos a um período probatório.” A nova prova traz “a certeza de que milhares de jovens são eliminados”.

Bem vindos ao mundo real.

No mundo real os alunos a vários níveis têm exames em que "com azar", chumbam. Talvez por isso muitos dos professores do primário secundário sejam contra exames ou avaliações similares que demonstrem que o rei vai nu. Mas existem também provas para candidaturas a pós-licenciaturas, à entrada em empresas,  etc., etc., etc. E em que todos podem ter "azar" ...

Porque as coisas são simples. O sistema de educação básico e secundário está caótico, é despesista e com resultados entre o medíocre e o mau.

Algo tinha que se mudar.

Muda-se o estatuto da cadeira docente para evitar o insustentável "nós professores somos TODOS excelentes e porreiros, queremos subir na carreira sem chatices, estar o mínimo de tempo nas escolas e reformar cedo"  e a Fenprof protesta. Fez em alguma altura alguma sugestão para mudar o estado insustentável das coisas ? ZERO.

Muda-se o insustentável sistema de gestão das escolas, no mínimo para evitar o modelo colegial e irresponsável que tem sido um falhanço, criando entre outras coisas um director de escola que é responsável pelo que acontece na mesma, a Fenprof protesta. Fez em alguma altura alguma sugestão para mudar o estado insustentável das coisas ? ZERO.

E agora os exames, para evitar que continue como até agora em que qualquer um com uma licenciatura e pouco mais se arvorava professor com os resultados que conhecemos. Alguns estudos provaram que alguns professores não só davam mal a matéria como a conheciam mal e nem sabiam fazer os exames nacionais (isto na área de matemática). A Fenprof protesta. Fez em alguma altura alguma sugestão para mudar o estado insustentável das coisas ? ZERO.

As mudanças estão a ser feitas. Para melhor, pior, logo se verá. Mas mesmo agora surge alguma sugestão dos sindicatos para melhoria do sistema educativo ? ZERO. As negociações cingem-se aos sindicalistas "exigirem" que nada mude, que os "direitos" se mantenham. Os "direitos" que apenas levaram à péssima situação do ensino português.











publicado por HomoEconomicus às 19:33
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Actualidades
O mundo continua a estar interessante como sempre ...

Chavez
Na Venezuela Chavez foi derrotado ... dificultando-lhe a vida para criar uma ditadura comunista com censura, mandatos ilimitados e naturalmente nacionalizações graduais da economia. Fora tudo o resto, claro.

Uma mierda como ele próprio diz.

Ditaduras
Por cá tivemos um deputado do PCP a falar no nosso parlamento sobre a democracia em perigo ...

O PCP que caso conseguisse chegar ao poder implementaria uma ditadura sem se poder discutir sequer se havia democracia ou não, com um parlamento fantoche não muito diferente do parlamento da ex-URSS ou da nossa Assembleia Nacional.

Mas merece o Óscar de "Melhor Actor".

Educação
O último relatório da OCDE mostra que a nossa Educação tarda em melhorar, estando ainda uma desgraça. E que ouvimos dos "defensores dos direitos", mais conhecidos por sindicatos ?

Opiniões, sugestões de melhoria  ? Nada. Existem apenas para sacar o máximo ao erário público e para a luta política do PCP. A politiquice e capacidade académica e profissional para pouco mais dão.

Ah pois é, apareceram agora por aí quando se fala agora da mudança da gestão das escolas. Medo da perda do poder de chantagem ?

Greve
Parece que houve uma greve, "geral". O sector privado nem ligou. O funcionalismo público dividiu-se entre trabalhar ou aproveitar a ponte.

Porque por muitas greves que se façam, nada será como dantes. E já todos perceberam isso. Ou quase todos.

Sacos de plástico
O Governo começa a andar no avanço e recuo, agora com a taxa sobre os sacos de plástico.

Por coisas destas começa o princípio do fim.

Nacionais-socialistas femininas
Interessante o artigo sobre o nacional-socialismo (feminino), mais conhecido por nazismo.

Estão no seu perfeito direito de serem o que querem como mulheres ...

Mas quando se considera o mundo perfeito aquele sob o nacional-socialismo... Se aquilo é o mundo perfeito ... quantos mais milhões de mortos e países destruídos eram necessários para perder a ... "perfeição" ?

Claro, fácil de falar quando se está no mundo "imperfeito" actual e tudo o resto é História e "chique" achar piada.

Mas já agora caso essas senhoras vivessem nessa época (anos 30 até 45) também se suicidariam como Magda Goebbels (que até se divorciou de um primeiro casamento antes de se casar com o nazi), assassinando bárbaramente e cobardemente os filhos, quando vissem a derrocada e o fim do papá Hitler ?

 

Claro, era o mínimo que se esperaria.

 



publicado por HomoEconomicus às 21:37
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Não saber fazer contas
Se as notas de matemática do 12º ano levantaram alguma esperança, as notas de matemática do 9º foram uma desgraça com 75% de reprovações e todo o impacto negativo que tal terá para o futuro do país.

. Porque os problemas do país não se resolvem apenas com sapientes em "paleio da treta";

. Porque os chumbados de agora se chegarem ao 10-12º ano irão para Letras, Humanisticas, etc, ou seja, para licenciaturas para as quais a procura das entidades empregadoras é quase nula o que resultará em desemprego ou profissões não-especializadas e mal pagas mesmo sendo licenciados.

Para resolver isto vale a pena ir para medidas mais drásticas.

Se parte desta situação é da culpa da nossa juventude, por distração, preguiça, condições económico-sociais pouco propícias ao sucesso escolar, parte é devido a professores incompetentes por falta de capacidade académica e/ou pedagógica e parte é devido ao "eduquês" da moda, criado pelas pedagogias de quem normalmente de matemática percebe pouco ou nada e acha que as "nossas criancinhas" são estúpidas para conseguirem aprender a sério.

Os livros de Nuno Crato sobre estes temas são interessantes.

Mas como resolver o problema da matemática ?

Começando por partes.

Comece-se por provar que a "culpa" não é dos professores, fazendo avaliações independentes e mesmo com apoio internacional dos professores em termos académicos (existem professores que infelizmente não têm conhecimentos suficientes de matemática para leccionar matemática) e pedagógicos (existem excelentes matemáticos que não conseguem comunicar da melhor forma o seu saber).

Aos professores que se verificar não terem aptidões para o ensino, dê-se nova oportunidade através de formação apropriada, pedagógica e/ou científica.

Se o problema se mantiver, significa incapacidade para ser professor e este deve colocar o lugar à disposição e procurar emprego em actividades onde as suas competências sejam úteis.

Era o que aconteceria a médicos, engenheiros, advogados, gestores, etc., etc. se tivessem mais de 75% de insucesso no que fazem. E claro, 75% era impensável em qualquer destas actividades, ou outras. Era a entrada e saída de actividade em menos de um ano, ou menos de um mês, ou menos de um dia.

A matemática tal como qualquer outra ocupação, dá trabalho. Retire-se do programa as mariquices pedagógicas e vá-se directo ao assunto, a aprendizagem da matemática. Não se faça dos nossos jovens uns pedagógicamente idiotas que eles não o são.

Chega de conversas da treta, chega de professores apenas preocupados com as suas regalias.

E o silêncio dos sindicatos é confrangedor. Venham eles falar de "carreiras" com estes resultados. De certeza que nos regimes da sua simpatia, regime soviético, regime cubano, estes resultados não ficariam sem as consequências que só as ditaduras da sua simpatia sabem aplicar.

Mas disso não falam eles ...




publicado por HomoEconomicus às 17:35
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Domingo, 8 de Julho de 2007
Educação
Exames
Alguma melhoria na Matemática mas ainda muito por fazer, e necessidade de melhoria na Física e não só.

Ridiculo o que parece que alguma "associação" de profs de matemática afirmou. De comunicados de "exame difícil" no dia em que foi feito, a "exame fácil" depois de conhecidos os resultados, apenas parece demonstrar que mais que interesse na matemática a "associação" tem mais interesse em objectivos políticos.

40.000
Os sindicatos comunistas decidiram folclóricamente fazer uma acção de rua por causa dos "40.000 professores desempregados".

Devem pensar que os portugueses são estúpidos.

1. Muitos milhares destes tiraram a licenciatura com base no facilitismo (desculpem, "vocação") e fuga à matemática. Depois, na falta de saberem fazer alguma coisa de jeito, tentaram ser professores. NÃO são "professores desempregados", NUNCA foram professores sequer. São apenas licenciados sem aptidões para o mercado de trabalho.

2. Parece haver nesta gente o dogma que no caso dos professores o Estado é OBRIGADO a arranjar-lhes emprego. Caso único em termos de profissões e único no mundo se tal acontecesse. Ah, talvez em Cuba tal aconteça. Por isso vê-se o nível de vida dos profs cubanos... quem quiser pode emigrar para lá.

Para esta gente é  fácil, tira-se o curso que menos chatices der e depois o Estado que dê emprego como professores.

Coitados, como estão enganados.


publicado por HomoEconomicus às 11:43
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
As várias da semana
Vários assuntos chamaram a atenção ao longo destes últimos dias:

Educação
A M. Educação parece querer  ofuscar as reformas correctas que estão a ser feitas no ensino básico e secundário com algumas asneiradas, nomeadamente a situação da inconstitucionalidade da medida da repetição de exames do ano passado, a falta de rigor na correcção dos testes de aferição de português e matemática (talvez para não apoquentar as criancinhas coitadinhas ou mesmo os professores que contra isto pouco protestam) associada à "demissão" da associação de professores de matemática.  O "eduquês" contra-ataca.

Eleições em França
Sarkozy vence como se esperava, com a maioria que lhe permite fazer o tipo de reformas que poucos esperavam que os franceses  quisessem. No entanto os resultados demonstram que os franceses vão estar atentos não dando a "carta branca" de mais de 4 centenas de deputados que se previa.

As extremas esquerda e direita caiem, com a extrema-direita a desaparecer. Para esta última bastou a inteligência de Sarkozy. Um discurso duro qb para esvaziar a atractividade da Frente Nacional de Le Pen que no resto é pouco mais que um vazio de ideias.

Curioso o facto do partido português "irmão" da FN de Le Pen, que considerava a FN a sua "inspiração", nunca mais tenha comentado as eleições (presidenciais e legislativas) em França. Parece que agora a França ou a FN nem existem para esse partido. Porque será ?

Novo aeroporto de Lisboa
Sobre o NAL (como agora é chamado para não ferir susceptibilidades), a "dança" continua.

Como já foi aqui referido o lobby do Norte está a fazer tudo para que não seja construido o novo aeroporto de Lisboa, ainda mais como novo pólo de desenvolvimento nesta zona. Qualquer ceguinho (sem ofensa a estes), vê isso.

Mais uma prova é como agora e  só agora o sr. Rui Moreira da quase desconhecida a nível nacional Associação Comercial do Porto vem falar da "combinação" entre a CIP e o 1º Ministro sobre o estudo apresentado (não sabia disso há meses ?), que o Governo queria que o estudo fosse apresentado por uma única entidade, CIP (talvez por ser a de maior credibilidade a nível nacional) e que colocava de parte o "Portela + 1" (claro, ninguém quer gastar fortunas em remendos).

Basta ler outra vez o "Portela + 1" associado ao conteúdo de toda a entrevista para se perceber a pressão do lobby do norte para que Lisboa opte por dois aeroportos de dimensão quase regional a nível europeu, com todas as desvantagens já apresentadas para o país.

É bom que venha o sol e bom tempo porque parece que muita gente precisa de férias para desanuviar e afogar mágoas.

Justiça
Interessante como todos aqueles a conta com a Justiça de uma forma ou outra agora utilizam a vitimização como arma de arremesso. Por vezes é porque a Justiça faz "perseguição política" como afirmam alguns "políticos" (entre aspas) detidos.

Agora diz-se que a Justiça faz "perseguição pessoal".

E neste último caso sem sequer a ASAE ter ido inspeccionar a qualidade da "fruta" e das condições de higiene em que era oferecida aos "clientes". Porque se o tivesse feito é que era lindo.



publicado por HomoEconomicus às 10:53
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