Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Lá e cá
Duas notícias interessantes lá fora e cá dentro.

Cuba
Acabou Fidel, viva o mano do Fidel. Fidel acabou o que era natural dada a idade. A única questão será se o novo Presidente cubano abrirá mais depressa ou mais devagar o país ao mundo, ou se teremos também que esperar pelo abandono do irmão para termos democracia em Cuba. O que o novo Presidente dos EUA fizer também é uma incógnita mas quanto mais abrirem a Cuba maiores possibilidades existirão que os ventos da democracia provoquem mudanças na ilha.

Para quem quiser visitar um país com um dos últimos regimes comunistas do mundo, quase que parado nos anos 50-60, é agora. Depois disso e com a modernização que ocorrerá, Cuba perderá alguma da sua piada.

Desigualdades Sociais em Portugal
Um estudo veio dizer o óbvio, "o principal factor de desigualdade salarial continua a ser a educação". Se em Portugal o nível educacional está abaixo dos restantes países europeus, naturalmente as desigualdades sociais serão maiores. Nada de conspirações de governos, patronatos, etc. mas sim consequência de mais ou menos educação principalmente numa sociedade cada vez mais da informação, do saber.

Os problemas da educação não se resolvem em dois dias e haverá um período em que as diferenças entre níveis educacionais da população portuguesa só terão tendência para se agravar independentemente do Governo.

Nenhuma novidade, apenas "trama" certas forças políticas fora do poder que gostam de acusar os diversos Governos pelo  aumento das desigualdades sociais.

"Portugal: Desigualdades sociais são as mais elevadas Europa
As desigualdades sociais em Portugal são as mais elevadas da Europa e devem-se, sobretudo, ao fosso entre salários determinados pelo nível de educação, disse hoje o investigador do Instituto Superior de Economia e Gestão, Carlos Farinha Rodrigues.


«As desigualdades, quando se agravam resultam mais de um aumento dos salários mais elevados do que de uma contenção dos salários mais baixos», afirmou em declarações à Lusa.


A questão das desigualdades na distribuição dos rendimentos em Portugal é o tema de uma interpelação ao Governo que o Bloco de Esquerda fará hoje na Assembleia da República e que conta com a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.


O Bloco de Esquerda (BE) acusa o primeiro-ministro, José Sócrates, de ter aumentado a injustiça em três anos de governação e promete confrontar o Governo com esse «défice social» na interpelação ao Governo.


Para o investigador do ISEG, «um dos principais motores de desigualdade em Portugal continua a ser a desigualdade salarial», acrescentou.


Segundo Carlos Farinha Rodrigues, que tem estudos publicados sobre a distribuição do rendimento, desigualdade e pobreza em Portugal, o principal factor de desigualdade salarial continua a ser a educação.


«Há uma forte discriminação a nível salarial devido ao nível educacional», afirmou.Carlos Farinha Rodrigues afirma que a solução passa «pela complementaridade de várias medidas», mas defende que Portugal só conseguirá «reduzir a desigualdade e a pobreza, apostando fortemente na educação».


De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de Janeiro deste ano, com base no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2006, existe uma acentuada desigualdade na distribuição dos rendimentos em Portugal.


Os dados referem que o rendimento dos 20 por cento da população com maior rendimento é 6,8 vezes o rendimento dos 20 por cento da população com menor rendimento, tendo descido dos 6,9 nos dois anos anteriores (Rácio S80/S20).

O coeficiente de Gini, indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que varia entre zero - quando todos os indivíduos têm igual rendimento - e 100 - quando todo o rendimento se concentra num único indivíduo - tem-se mantido também inalterado em Portugal nos 38 pontos desde 2004.


Face à Europa, e segundo os dados referentes a 2005, Portugal registava um rácio S80/S20 de 8,2 e a média da União Europeia a 25 Estados-membros era de 4,9.


Quanto ao coeficiente de Gini, Portugal situava-se em 2005 nos 38 pontos face aos 31 pontos da média europeia, sendo ainda o valor mais elevado da Europa."

in Diário Digital 20-02-08



publicado por HomoEconomicus às 14:41
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


posts recentes

A bofetada de luva branca...

Por cá e por lá depois da...

A verdade dos factos

Facilitismos

O Tratado de Lisboa. O Te...

Racismos, xenofobias e ou...

Os combustíveis e a demag...

O Estado da Economia

Por cá e por lá, felizmen...

Justiça Desportiva

arquivos

Novembro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

tags

todas as tags

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds