Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
Falta de estratégia ou incompetência ?
Felizmente para o Governo e infelizmente para Portugal que precisa de uma oposição forte, Santana Lopes parece cada vez mais um enorme erro de "casting". Basta ver ...

. Ainda não percebeu que não foi Sampaio o culpado pela queda de Governo onde foi primeiro-ministro, foi o próprio Governo. E os portugueses perceberam isso, caso contrário tinham-no reeleito em vez de darem o impensável nessa altura, uma maioria absoluta ao PS.

. Com base nisso vem queixar-se que Constâncio (BP) ao ter indicado em 2005, com base no Orçamento do último governo, que o défice seria de 6,8% teria cometido um erro por não incluir as receitas extraordinárias que levariam a um défice de 3,3%.  Na verdade também se demonstrou que largos milhões de euros de despesa em pensões e outras rubricas não tinha sido inscritos no Orçamento original.

. Pode começar-se por referir que se uma família tem problemas financeiros porque gasta consecutivamente mais do que recebe, as "receitas extraordinárias" como a venda de anéis não atenuam o problema, apenas o escondem. E os anéis também acabam. O mesmo se passa com os défices de Estado e as receitas extraordinárias.

. Mas pior que isso, Santana Lopes ao afirmar que caso as receitas extraordinárias contassem o défice de 2005 do seu Governo, de 3,3%, seria similar aos actuais, esquece-se que nesse caso também devia incluir o mesmo montante de receitas extraordinárias aos orçamentos actuais para poder comparar. Provávelmente ficar-se-ia até perto do défice 0%.  Não falando disso temos demagogia ou ignorância ou um misto das duas.

. Critica o Orçamento actual porque calcula despesas, receitas, etc. com base em percentagens do valor previsto do PIB, e que caso o PIB crescer mais que o previsto, a despesa assim aumentaria. Mas esquece-se se o PIB crescer que o previsto, a despesa é obrigada a descer e o governo verá no ano seguinte as consequências do apertão a que tal obrigará, incluindo um orçamento rectificativo.

. Depois a crítica correcta ao facto de a despesa corrente primária do Estado ainda ser elevada, associada à populista crítica aos cortes "cegos" na despesa pelo Governo mostra incoerência ou aldrabice. E porquê ? Porque não é apresentada NENHUMA sugestão de cortes de despesa adicionais e/ou que substituam os chamados populisticamente cortes "cegos".

. Já agora, o líder de bancada despachar a alta velocidade o seu discurso e sair logo a seguir não é própriamente o tipo de comportamento que se espere de um líder de bancada do maior partido da oposição.


publicado por HomoEconomicus às 11:56
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