Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Fantasias e Inimigos
Esta semana deu a conhecer quem fantasie muito e também para sabermos quem é o inimigo a considerar na Europa em particular e no mundo em geral.

Fantasias

Os pilotos da TAP estão em greve. Que querem eles ?

1. Passar a reforma dos 65 para os 60 anos. Segundo o médico da TAP não existe diferença em termos de capacidades entre o piloto de 60 e o de 65 anos.

Por isso é que os pilotos querem a reforma. Para depois poderem ir pilotar para países como a Espanha, onde se reformam aos 65, ganhando em simultâneo o ordenado lá e a reforma de cá.

2. Que as suas reformas não sejam contabilizadas como as dos restantes portugueses, porque "perdem dinheiro".

Ou seja, queriam ser beneficiados em relação aos restantes portugueses.

Coitados ... saberão fazer contas para perceber que NÃO HÁ hipóteses de manter o antigo sistema de reformas.

Acham que algum Governo democrático (existem eleições) mudaria para pior o sistema de reformas a não ser que tal seja necessário para a sobrevivência do sistema ?

Estão a voar muito alto, aterrem.


Inimigos

Pela Europa continua a conhecer-se onde estão os inimigos da Europa democrática e da própria sociedade.

Em Espanha um sociopata racista decide agredir uma jovem, naqueles actos em que os racistas e xenófobos são muito valentes... ou superioridade numérica ou contra mulheres e crianças.

A solução é dar-lhe pena de prisão e colocá-lo na ala onde estejam imigrantes presos.

Na Hungria gangues da extrema-direita envolveram-se em confrontos com a polícia causando a destruição do costume.

"Eles" andam aí... Deve-se matar o mal pela raíz.


publicado por HomoEconomicus às 09:23
link do post | comentar | favorito
|

6 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 24 de Outubro de 2007 às 10:38
Respondendo a "FANTASIAS"

Não são só os pilotos, são muitos outros trabalhadores os afectados por estas alterações unilaterais das regras de trabalho (Professores, médicos, enfermeiros e os Funcionários Públicos em geral), sem que haja uma verdadeira negociação com os trabalhadores e sem respeito pelos direitos adquiridos. As alterações assim feitas deveriam ser só para os que ingressassem agora.

Mas é nas profissões mais qualificadas, com pessoal mais esclarecido, com maior poder de mobilização, que é mais difícil aplicar as novas regras. Excluindo os Professores, na Função Pública não houve praticamente nenhuma oposição à introdução das novas regras de aposentação.

Zé da Burra o Alentejano


De Zé da Burra o Alentejano a 24 de Outubro de 2007 às 10:45
Ainda sobre "FANTASIAS"

Há poucos dias veio uma notícia no Jornal em que dizia que o Governador do Banco de Portugal ganhava mais do que o dos E.U.A..

Também não há muito tempo, outra notícia comparava os vencimentos de alguns Membros do Governo e concluía que os portugueses ganhavam mais do que os espanhóis e os franceses.

Lembro que Portugal é também o país com os salários mais baixos para a generalidade da população.

Será que isto merece algum reparo?


De HomoEconomicus a 24 de Outubro de 2007 às 11:53
Também é conhecido o populismo dos envios por email dos ordenados "dos outros".
Os portugas em vez de procurarem atingir os que invejam, o que dá muito trabalho claro, procuram que todos desçam ao nível da mediania, embora depois sejam dos mais exigentes na qualidade dos dirigentes.

As contradições do costume...

Se o presidente do BP ganha mais que o do Federal Reserve (ordenado e tudo o resto), ou mesmo que os dos bancos centrais europeus (será ?), sendo pago pelo Banco e não pelo OE, o que se fará ? Cortar o ordenado para satisfazer a plebe ? Ou será um incentivo aos melhores economistas para aprenderem e entrarem no BP mesmo que nunca cheguem a presidente ?

Quanto aos membros do governo, e considerando que alguns (como alguns ?) ganhavam mais que franceses e espanhois (inclui tudo o que o cargo oferece ?), e depois. Ganham menos que muitos quadros médios portugueses. Isso é bom ? Quer-se governantes competentes e responsáveis mas pagar-lhes ordenados que apenas atrairão os mais fracos. E o mesmo com os deputados.

Já agora, os professores do secundário são dos mais bem pagos da OCDE actualmente (3º ou 4º mesmo travando as subidas automática para todos) tendo em conta a riqueza do país e mesmo em vários casos em valores absolutos.
A isso juntava-se o menor tempo no estabelecimento de ensino, a reforma mais cedo, os resultados dos piores ou os piores comparando com todos os outros paises analisados.
Práticamente todo o orçamento do ME é para salários (primeiros nesse aspecto), não havendo para investimento nas escolas, sendo esse orçamento na média da OCDE.

Merece algum reparo ?



De HomoEconomicus a 24 de Outubro de 2007 às 11:13
1. Estas alterações às regras de trabalho não se devem a masoquismo dos governos para ficarem impopulares mas a que a situação é insustentável financeiramente. Corta-se para salvar a SS, o SNS, etc.

2. Negociações com os trabalhadores existem, maioritáriamente através de sindicatos com agenda política partidária que nunca alteram a sua posição nem nunca o farão enquanto não existir um governo da sua cor. Mesmo o sindicalismo europeu percebeu isso ao acordar o princípio da flexisegurança marginalizando a CGTP/PCP.

3. Qualquer governo adoraria que as medidas só fossem para os que entrassem agora, para não perder popularidade, só que não chega, o Orçamento de Estado, o orçamento da SS não são suficientes para pagar os excessos que existem e iriam aumentar. Mesmo assim nalgumas situações existem processos de transição.
Somos um dos países do mundo que gasta mais com a função pública. E se continuasse a bola de neve...

4. Diz que "mas é nas profissões mais qualificadas, com pessoal mais esclarecido, com maior poder de mobilização, que é mais difícil aplicar as novas regras".

Isso é estranho na verdade. Aqueles acima da média no país e teóricamente mais conhecedores das situações são os que exigem mais tacho...

Mas trata-se de desonestidade intelectual ou incapacidade intelectual. Se continuassem as subidas na carreira para todos como até agora, os impostos teriam que aumentar e muito sucessivamente para pagar a bola de neve salarial. Ou deixava-se andar o défice a aumentar (défice provoca dívida) e quem viesse a seguir que se lixasse ?

Basta pensar que para além das "subidas automáticas para TODOS" os funcionários queriam ter entre 20 a 30 anos de reforma baseadas nos últimos melhores ordenados.

Façam as contas de quanto descontam (incluindo funcionário e Estado) para a reforma ao longo da carreira (que muitos queriam acabar nos 50s ou máximo 60 anos). Façam as contas de 20 a 30 anos de reforma baseada nos últimos melhores salários.

E vejam se o dinheiro dá.

E vejam se os que vêm a seguir, com cada vez mais a população a estagnar e o crescimento a não ser o que era, terão capacidade financeira para pagar os "direitos adquiridos dos trabalhadores".

A resposta é simples. NÃO.

O resto é uma mistura de populismo, demagogia, ignorância e desonestidade intelectual.
. Excluindo os Professores, na Função Pública não houve praticamente nenhuma oposição à introdução das novas regras de aposentação.


De 88portugal86 a 22 de Dezembro de 2007 às 23:24
deve-se acabar com a traição do 25 abril.


De HomoEconomicus a 23 de Dezembro de 2007 às 11:28
O 25 de Abril, tirando os devaneios dos que queriam impor em Portugal um regime estilo soviético demonstrou apenas uma coisa:

Que o regime antes do 25 de Abril ia nu.

Deixou um país na miséria, com o miserabilismo do "humildes e honestos", "entalado" com uma guerra colonial que nunca levaria a lado nenhum a não ser a mais mortos e estropiados.

Regime esse que se existisse actualmente apenas nos faria sermos um "fenómeno do Entroncamento" da Europa, uma Cuba ou Coreia do Norte europeia, fora da UE e marginalizado a quem por comiseração a UE talvez desse por vezes umas migalhas. Alguns turistas visitariam as nossas praias como visitam as praias cubanas. Para conhecer um museu ...

E já agora, o 25 de Abril foi causado pela incompetência de quem estava no poder na altura, nada mais.


Comentar post

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


posts recentes

A bofetada de luva branca...

Por cá e por lá depois da...

A verdade dos factos

Facilitismos

O Tratado de Lisboa. O Te...

Racismos, xenofobias e ou...

Os combustíveis e a demag...

O Estado da Economia

Por cá e por lá, felizmen...

Justiça Desportiva

arquivos

Novembro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

tags

todas as tags

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds