Comentários e opiniões sobre a actualidade nacional e internacional, económica e não só.
Terça-feira, 26 de Junho de 2007
O pessimismo nortenho e os aviões a passar
O  último "Prós e Contras" mais algumas situações recentes parecem demonstrar que há "algo de podre no reino da Dinamarca", que é como quem diz, no Norte, Grande Porto e arredores.

No portugaldiario.iol.pt vem :

"Porto está «viúvo e triste». «Prós e Contras» mostrou uma cidade moribunda. Líderes culpam Lisboa".

Sobre a "culpa de Lisboa" (ou da falta de "regionalização") para todos os males da região aconselho a canção de Milli Vanilli abaixo apresentada.

Gotta blame it on something

Gotta blame it on something

Blame it on the rain that was falling, falling

Blame it on the stars that did shine at night

Whatever you do don't put the blame on you

Blame it on the rain yeah yeah

You can blame it on the rain

Cos the rain don't mind

And the rain don't care

You got to blame it on something

(Blame it on the rain)

(Blame it on the stars)

Whatever you do don't put the blame on you

Blame it on the rain yeah, yeah

You can blame it on the rain

Porque no mesmo sítio vinha o seguinte :

"Esta é a região onde o desemprego mais cresceu
Região Norte perdeu 19 mil postos de trabalho no primeiro trimestre

A região Norte perdeu no 1º trimestre do ano cerca de 19.000 postos de trabalho, face igual período de 2006, segundo os dados divulgados esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), refere a Lusa.

Ou seja, pouca culpa foi assumida pelos empresários e a sua "indústria" do Norte, a maior parte baseada na produção de produtos indiferenciados, subcontratação e mão-de-obra pouco qualificada e barata.

Esta estrutura industrial está em falência em Portugal e no mundo ocidental onde ainda existe, e daí vem óbviamente o impacto negativo sobre o Norte.

Mas são também as queixas consecutivas sobre o novo aeroporto de Lisboa, agora contra a Ota e depois contra Alcochete claro, porque o objectivo será que Lisboa fique com uns aeroportozitos ultrapassados e pouco mais que regionais e não uma estrutura para competir com Madrid ou Barcelona.

Basta ler ...

"No Porto a Ota sempre foi muito pouco popular porque tira espaço ao aeroporto Sá Carneiro, já  que passamos a ter um aeroporto que está a hora e meia do Porto em TGV. Porém é um facto que hoje é políticamente correcto ser contra a Ota."
Daniel Bessa - Jornal Oje . 25-6-07

Nada que não tenha já sido referido neste blog.

"Rui Moreira, o combativo presidente da Associação Comercial do Porto, revelou ontem ter recomendado ao presidente da Cãmara do Porto para impedir qualquer passagem do TGV no Porto se a estação não for no Aeroporto Sá Carneiro. Na Campanhã, disse, o TGV só serve para a Ota."
Jornal Oje . 26-6-07

A pergunta que se faz é a seguinte. É o Grande Porto, o Norte, o que lhe quiserem chamar, um gigante de pés de barro, tão frágil que a construção de um novo aeroporto em Lisboa vai ser "a queda de Roma" para aquela região e/ou o seu aeroporto ?

E se sim, o que duvido, porque será ?

Uma coisa é certa, uma liderança pessimista e pouco mais que queixosa de pouco serve ao Norte.

Mesmo que existam algumas "culpas" do Sul, que não sejam bode expiatório para tudo o que acontece ao Norte. Tal apenas servirá para a manutenção do "status quo" da região e o continuar dos problemas que tem.


"Felizmente" (entre aspas) para os defensores da Portela + 1 e felizmente para o Governo que quanta mais confusão e multiplicação de estudos houver mais poderá dizer que terá que decidir, Fernando Seara da CM de Sintra vem falar agora da Portela + 2 (Sintra e Montijo), Portela + 3 (Sintra e Montijo e Alverca) ficando Lisboa servida por vários aeroportozitos com custos de manutenção e funcionamento multiplicados e rotas a cruzarem-se sobre uma das zonas mais densamente urbanizadas do país.

Era lindo os turistas que quisessem vir de Sintra a Lisboa, sentirem o pulsar do país nos comboios da Linha de Sintra ou no IC 19 e a sua linda paisagem envolvente.

Mas dando uma sugestão, porque não Portela + 4 (e Tires ?). E com alguma atenção e Sistemas de Informação Geográfica, ainda mais "aeroportos" se irá arranjar.

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publicado por HomoEconomicus às 20:04
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Tabaco...
O tabaco como todos sabem é um vício que através da nicotina cria dependência tal como o alcool, a heroína, a cocaína, e outras substâncias. Basta ver a ansiedade com que os fumadores apelam para "fumar um cigarrinho" ou a defesa fervorosa por parte de alguns intelectuais conhecidos da sua "liberdade" de satisfazer a sua dependência mesmo que isso signifique prejudicar os outros.

Também como devem saber, ao contrário das substâncias acima referidas, o tabaco no acto de consumo (fumar) provoca danos em terceiros sendo o equivalente ao homícidio por negligência.

Ou seja farrapos humanos dependentes de nicotina insistem em querer brincar com a roleta russa (pistola em que se coloca apenas 1 bala e se prime o gatilho para ver o que acontece) neles próprios e, pior ainda, em terceiros mesmo que sejam seus entes próximos.

A ajudar à festa vem agora um estudo interessante. Não contando com danos provocados em fumadores passivos, tivemos em 2005:

- Mais de 12000 mortes provocadas directamente pelo tabaco e mais uns bons milhares com problemas graves de saúde. Sendo um facto triste, foi opção dos próprios. Devemos ter pena é dos fumadores passivos que são afectados pelos suicidas.

- Mais de 400 milhões de euros gastos em despesas de saúde com esta malta. Se eles  estão à vontade para se suicidar desde que não chateiem os outros, gastar esta verba dos nossos impostos deve ser considerado um abuso. Duas opções existem:
. Opção políticamente incorrecta : Nem um tostão do orçamento ser gasto em danos auto-infligidos pelos fumadores (ou utilizadores de quaisquer substâncias). Se não têm dinheiro para os cuidados médicos, azar ...

. Opção políticamente correcta : aumentar o tabaco para originar receita adicional de impostos de 500 milhões de euros para cobrir as despesas médicas dos desgraçados.

Entretanto na Assembleia da República os deputados, muitos deles fumadores, parece que querem que na legislação anti-tabaco seja opção dos donos dos restaurantes e cafés poder fumar-se ou não no seu interior. Ou seja, deixar tudo na mesma.

Uma palhaçada dos senhores deputados.


publicado por HomoEconomicus às 09:33
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007
Tratado Europeu
Aparentemente o Tratado Europeu (Tratado Reformador ou qualquer outro nome que lhe queiram dar) está no bom caminho e poderá vir a ser chamado de Tratado de Lisboa caso seja finalizado formalmente na Presidência Portuguesa da União Europeia.

Com o Tratado Europeu na sua finalização começam os pedidos de referendo.

- O PSD de Marques Mendes por mera luta política de ser do "contra" dado que nem dentro do partido a questão é pacífica (como raras questões são pacíficas);

- A extrema-esquerda por razões puramente ideológicas dado que aceitando como um sapo que engoliram a presença de Portugal na União Europeia, serão sempre contra tudo o que venha a criar uma Europa mais forte, competitiva e baseada na economia de mercado. Se "eles" tivessem dominado o país nos anos 70 teriamos entrado na entretanto extinta Comecom (acordo comercial e de cooperação dos países comunistas) sem qualquer hipótese de reclamar quanto mais referendos. E Caxias ali estaria para quem reclamasse um referendo;

- A extrema-direita com os nacionalismos bacocos em que Portugal mantinha o seu "poder de decisão" (qual ?) irrelevante e sem consequências num mundo globalizado, mantendo o seu escudinho, a sua economia estilo albanesa do antigamente isolada e pouco desenvolvida e pouco mais. Tudo entre o mediano e o medíocre, para permitir aos medianos e medíocres terem algum peso na vida nacional;

- Os "intelectuais" e outras figuras que querem  o referendo  para mostrarem que são alguém e terem algum tempo de antena, pedem "a consulta ao povo" e pedem debate que na maior parte das vezes pouco mais é que masturbação mental de meia dúzia de "brilhantes".

Porque não deve haver referendo ?

- Porque os portugueses já DEMONSTRARAM em 3 referendos que consideram Portugal uma democracia representativa. Eles votam nos partidos que acham melhor e os políticos que decidam e não passem as "batatas quentes" através do referendo novamente para os eleitores;

-  Porque  assim como não se referendou a Constituição Portuguesa dado que os conhecimentos para votar em consciência não estão própriamente ao alcance de todos, nem a vontade para adquirir esses conhecimentos existe, não se deve referendar este tipo de Tratados.

- Porque nos referendos damos relevo àqueles cuja capacidade em qualquer debate é dizer "Não" sem apresentarem qualquer alternativa, dado que nem capacidade têm para apresentar alternativas. É muito fácil dizer "Não", qualquer miúdo pode fazer "birras".
Mais difícil será apresentar alternativas, que nos referendos o "Não" nunca apresenta.

- Num referendo como este não é preciso ser-se muito inteligente para prever uma alta taxa de abstenção. E aí se em termos de votos os grupinhos das extremas políticas mais a meia dúzia de intelectuais do contra continuam a ser irrelevantes, vão dar hossanas porque em termos percentuais a votação será, nas palavras deles, "expressiva".

Acreditem, a honestidade intelectual não é característica dos fundamentalistas dos "Nãos" da sociedade.

. Se o "Não" tiver 1 milhão de votos, eles vão dizer que 9 milhões de portugueses são contra o Tratado Europeu. Já aconteceu essa linda "análise" no referendo da IVG.

. Lembram-se da IVG ? Para os defensores do "Não", o primeiro referendo foi "vinculativo" dado que o "Não" tinha vencido, mesmo que por pequena diferença e grande abstenção. Mas para eles no último referendo o "Não" continuava a ser "vinculativo", mesmo que a abstenção tendo sido menor e a diferença entre "Sim" e "Não" muito maior,  porque como menos de 50% não tinham votado,  a lei não podia mudar. Para lá da  "pérola" de que, para os do "Não", a sua votação eram os votos expressos no "Não" MAIS toda a abstenção. Muito honesto na verdade.

Voltando ao Tratado Europeu.

Deixemo-nos de lirismos. A globalização veio para ficar e se tem criado maiores "desigualdades económicas" não sendo a única culpada disso (ver último relatório da OCDE), "desigualdade económica" não significa que o mais pobre fique tão ou mais pobre como os "ideológos" da anti-globalização querem dar a entender. Antes pelo contrário.

E no mundo global temos vários blocos político-económicos de peso (EUA, Japão, a curto prazo China, a médio prazo Índia, etc.) já nem falando de diversos acordos económicos (Nafta, Mercosul, etc.).

Contra isto apenas um bloco político-económico chamado Europa pode ter peso nas decisões mundiais. Não uma quase trintena de países, cada um para seu lado, cada um com peso político-económico e demográfico práticamente irrelevante no mundo do séc. XXI. E muito menos um Portugal pequeno em todos os aspectos  quando  visto numa óptica mundial.

Só uma Europa forte pode influenciar o mundo, e pequenos países como o nosso têm vantagem em pertencer a essa Europa forte que decida e se apresente de forma una e não com cada país a usar o seu "poder de decisão" para fazer as coisas à sua maneira, fazendo rir as grandes potências e todo o restante mundo.

"Abrir, por populismo ou convicção, a caixa de Pandora dos nacionalismos é enfraquecer fatalmente a Europa. Os europeus já não têm impérios e só juntando-se poderão sobreviver no confronto com os impérios dos outros"
José Cutileiro in Expresso

Quem não percebe isto é ignorante ou dogmáticamente hipócrita.


publicado por HomoEconomicus às 10:27
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Os descobrimentos e a globalização
Saiu mais um livro sobre o papel de Portugal como iniciador da globalização com os Descobrimentos.

Sim, Portugal iniciou os descobrimentos não para fazer "exploração científica" para alguma "Revista Nacional de Geografia" que existisse no séc. XV mas para conquistar terras, captar recursos e fazer comércio, numa perspectiva do que agora chamamos de globalização.

E se para aqueles extremistas para os quais os Descobrimentos foram pouco mais que aventuras "capitalistas, exploradoras e racistas", ser anti-globalização apesar de irracional é coerente, estranha-se que aqueles que vangloriam Portugal e a sua História e nomeadamente os Descobrimentos, sejam agora incoerentemente contra o objectivo dos Descobrimentos, a Globalização.

Mas coerência e racionalidade normalmente nunca se deram bem com dogmas.


publicado por HomoEconomicus às 08:48
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Dois mitos que convém desmontar, mais o lirismo no TGV
Existem dois mitos que são defendidos respectivamente pela esquerda comunista ou extrema-esquerda e pela estrema-direita.

Estamos a falar do "bloqueio americano" a Cuba e da "insegurança" em Portugal.

Cuba
Como muitos já sabem o "bloqueio americano" a Cuba tem servido mais os cubanos e seus "companheiros de luta" do que própriamente os americanos.

No fundo dá ao regime ditatorial cubano o que quer, um "inimigo", e serve sempre de desculpa do estado miserável do país para todos os defensores do regime cubano.

Já sei, é idiota os esquerdistas anti-globalização serem contra o bloqueio americano, que no fundo é uma política "anti-globalização" dirigida pelos americanos aos cubanos. Mas daqueles que são anti-globalização não se esperem nunca ideias brilhantes.

Sobre o "bloqueio americano" convém no entanto saber que :

. O bloqueio americano é "americano". Muitas empresas de outros países, incluindo Portugal, têm feito os negócios possíveis com Cuba. Possíveis porque o regime económico cubano não permite  muito.

. Mas mesmo assim, como veio recentemente na imprensa internacional, muitas empresas americanas (USA) ou estados americanos estão já a exportar ou a negociar exportações para Cuba:

- Uma delegação de Mississipi foi a Havana para negociar a exportação do chamado peixe-gato, um tipo de peixe muito apreciado em Cuba;

-  Estados como o do Arkansas exportam arroz e querem exportar mais substituindo o Vietnam como principal fornecedor;

- Um terço das importações cubanas de galináceos vem de Alabama, de onde também vêm importações de algodão e da chamada "snack food";

- Uma delegação cubana vai negociar com o estado do Dakota do Norte a importação de batata americana para posteriormente revigorar-se a produção de batata de Cuba

E muito mais existe que não aparece todos os dias na comunicação social.

O culpado da situação cubana  é apenas um, o regime ditatorial cubano.

O resto é conversa dogmática. Desculpas.

Mas bastava ver como estavam os "maravilhosos" países de Leste quando o Muro de Berlim caíu. Até a "potente" Alemanha de Leste era pouco mais que propaganda.


"Insegurança" em Portugal
A "insegurança" em Portugal tem sido tema da extrema-direita, servindo de desculpa para o discurso racista e xenófobo anti-imigração do costume.

Se em França bastou a Sarkozy falar um pouco "mais grosso" para fazer desaparecer políticamente a Frente Nacional de extrema-direita, a qual poucas ideias tinha para além do discurso sobre "insegurança e imigração", cá em Portugal os camaradas da mesma ideologia ainda não perceberam isso e continuam a clamar a "insegurança" em Portugal.

E infelizmente muitos portugueses tem a ideia de que somos um país "inseguro".

Isto quando TODOS os estudos internacionais colocam Portugal e a capital, Lisboa, como dos locais mais seguros da Europa ou do mundo, conforme a área abrangida pelos estudos.

Recentemente a Economist Intelligence Unit analisou 121 países tendo em Portugal ficado em 9º no seu Global Peace Index.

Temos à nossa frente os vários países nórdicos mais a Nova Zelandia, Irlanda, Japão e Canadá.

Claro que esta, como outras boas notícias sobre o nosso país, raramente são salientadas na Comunicação Social que prefere anunciar as mais populares desgraças deste país e do mundo.

Em ambos os mitos, a informação vence a ignorância. Para que a ignorância não seja desculpa para a estupidez.

Financiamento do TGV
Parece que o BE no seu dogma de que se fosse possível todo o país era Estado, sem iniciativa privada "capitalista" (partilhado com o PCP e em boa parte com o PNR), quer que seja o Estado a financiar os vários milhares de milhões de euros a investir no TGV...

Ou seja, seriam os impostos dos portugueses a pagar um TGV "público", o que faria disparar a Dívida Pública que terá que ser paga, claro.

Lirismo dogmático, nada mais.

Isto quando mesmo o método de financiamento apresentado pelo Governo, similar ao das SCUTS, deve ser analisado em profundidade para evitar daqui a uns anos responsabiidades financeiras incomportáveis para o Estado.

Os privados se querem participar em grandes projectos como a Ota e o TGV têm que estar prontos a partilhar receitas E custos.

Porque se a participação é baseada em recolha de lucros e se houver prejuízos o Estado que os pague, até eu quero participar no "negócio".


publicado por HomoEconomicus às 18:13
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Afinal o Portela + 1 é para 15 anos
Parece que o "Portugal dos pequeninos" ou seja, aqueles que entre interesses ocultos, lobby do norte e pensamento "pequenino" defendem agora o Portela + 1 confessam que essa solução servirá para 15 anos.

Querem que Portugal enterre milhares de milhões de euros numa solução que implica o remendar um aeroporto de Lisboa já com 60 anos e "melhorar" o de Montijo, mais custos de exploração práticamente duplicados, corredores de voo com sobreposições o que implica que é Portela + 1/2 ou lá o que for, e para durar quanto ?

15 anos !!!

E daqui a 15 anos vamos lá novamente para um verdadeiro novo aeroporto, na altura  naturalmente considerávelmente mais caro. E  não temos a Portela para desmantelar mas Portela + Montijo.

Ou será que alguém na altura será Portela + 1 + 1 ... montes de aeroportos regionais e remendados a servir a capital ?

Mas faça-se os estudos todos e acabe-se com a palhaçada dos medíocres que só sabem fazer uma coisa, adiar.

Não metem nem saiem de cima, coitados. Tenhamos dó.


publicado por HomoEconomicus às 21:05
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As várias da semana
Vários assuntos chamaram a atenção ao longo destes últimos dias:

Educação
A M. Educação parece querer  ofuscar as reformas correctas que estão a ser feitas no ensino básico e secundário com algumas asneiradas, nomeadamente a situação da inconstitucionalidade da medida da repetição de exames do ano passado, a falta de rigor na correcção dos testes de aferição de português e matemática (talvez para não apoquentar as criancinhas coitadinhas ou mesmo os professores que contra isto pouco protestam) associada à "demissão" da associação de professores de matemática.  O "eduquês" contra-ataca.

Eleições em França
Sarkozy vence como se esperava, com a maioria que lhe permite fazer o tipo de reformas que poucos esperavam que os franceses  quisessem. No entanto os resultados demonstram que os franceses vão estar atentos não dando a "carta branca" de mais de 4 centenas de deputados que se previa.

As extremas esquerda e direita caiem, com a extrema-direita a desaparecer. Para esta última bastou a inteligência de Sarkozy. Um discurso duro qb para esvaziar a atractividade da Frente Nacional de Le Pen que no resto é pouco mais que um vazio de ideias.

Curioso o facto do partido português "irmão" da FN de Le Pen, que considerava a FN a sua "inspiração", nunca mais tenha comentado as eleições (presidenciais e legislativas) em França. Parece que agora a França ou a FN nem existem para esse partido. Porque será ?

Novo aeroporto de Lisboa
Sobre o NAL (como agora é chamado para não ferir susceptibilidades), a "dança" continua.

Como já foi aqui referido o lobby do Norte está a fazer tudo para que não seja construido o novo aeroporto de Lisboa, ainda mais como novo pólo de desenvolvimento nesta zona. Qualquer ceguinho (sem ofensa a estes), vê isso.

Mais uma prova é como agora e  só agora o sr. Rui Moreira da quase desconhecida a nível nacional Associação Comercial do Porto vem falar da "combinação" entre a CIP e o 1º Ministro sobre o estudo apresentado (não sabia disso há meses ?), que o Governo queria que o estudo fosse apresentado por uma única entidade, CIP (talvez por ser a de maior credibilidade a nível nacional) e que colocava de parte o "Portela + 1" (claro, ninguém quer gastar fortunas em remendos).

Basta ler outra vez o "Portela + 1" associado ao conteúdo de toda a entrevista para se perceber a pressão do lobby do norte para que Lisboa opte por dois aeroportos de dimensão quase regional a nível europeu, com todas as desvantagens já apresentadas para o país.

É bom que venha o sol e bom tempo porque parece que muita gente precisa de férias para desanuviar e afogar mágoas.

Justiça
Interessante como todos aqueles a conta com a Justiça de uma forma ou outra agora utilizam a vitimização como arma de arremesso. Por vezes é porque a Justiça faz "perseguição política" como afirmam alguns "políticos" (entre aspas) detidos.

Agora diz-se que a Justiça faz "perseguição pessoal".

E neste último caso sem sequer a ASAE ter ido inspeccionar a qualidade da "fruta" e das condições de higiene em que era oferecida aos "clientes". Porque se o tivesse feito é que era lindo.



publicado por HomoEconomicus às 10:53
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Sábado, 16 de Junho de 2007
Novo Aeroporto de Lisboa e TGV
Espera-se que para final deste ano se DECIDA sobre o novo aeroporto de Lisboa.

Decisão entre a Ota e Alcochete, dado que o estudo que apresenta Alcochete demonstra que é a melhor alternativa da margem sul. Ou seja, espera-se que não existam "caramelos" que, caso Alcochete seja a opção derrotada, não venham depois pedir mais estudos comparativos com Rio Frio, Poceirão, etc. que foram consideradas opções inferiores a Alcochete.

Mas em Portugal tudo é de esperar...

Entretanto o lobby do norte associado a alguns pequenos partidos que procuram "ser diferentes" quer que a decisão seja Portela  + 1 pedindo estudos (com custos) que o "provem".

Como já referi, o lobby do norte procura impedir qualquer investimento a sul do Mondego. Neste caso específico querem uma capital do país com dois pequenos aeroportos na mesquinhez dos pequenos para que o "seu" aeroporto possa ser o mais relevante a nível nacional. Para além de quererem impedir qualquer pólo de desenvolvimento a sul que acentue ainda mais a perda de peso económico no país de um norte baseado em industrias tradicionais de mão-de-obra barata e em declíneo.

Como também já referi, se essa fosse a opção devem ser punidos criminalmente os decisores e apoiantes dessa decisão caso um avião caia sobre a capital do país, dado que cada vez com maior frequência os aviões sobrevoam a capital a baixa altitude a levantar e aterrar com os todos riscos inerentes.

Mas agora uns dados que a imprensa aqui e ali vai publicando :

Opção Portela + 1
- Daqui a uma dezena de anos teriamos um aeroporto septuagenário cheio de "remendos" e no máximo para 15-16 milhões de passageiros. As barracas (desculpem, novo terminal) já chegam agora à 2ª circular. Os "remendos" são um sourvedouro de largas centenas de milhões de euros ao longo dos anos;

- O "1" seria talvez o Montijo com custos financeiros enormes de remodeção às novas "tarefas";

- O total de capacidade seria insuficiente poucos anos depois, mesmo com todo o investimento feito;

- Para além disso Portela+ (Montijo ou Alverca) teria limitações de tráfego devido a corredores de voo comuns;

- Custos de operação de 2 aeroportos, com boa parte dos custos duplicado dado que necessários em cada aeroporto (por exemplo bombeiros), tornaria a solução "2 aeroportos" financeiramente insustentável.

Ota

- Clientes : Mais perto de potenciais clientes (8 milhões versus 4,5 milhões) se fosse em Rio Frio;

- Militares: A 75 km da base de Monte Real. Aeroporto de Torrejón, Madrid, a 10 km de base militar com 2 esquadrões de F-18;

- Visibilidade : 4% dias por ano de baixa visibilidade na Ota. Mas 7% na Portela e 15% em Madrid;

- Expansão : Heathrow (Reino Unido) serve perto de 70 milhões de passageiros, tem capacidade para 85 milhões, área de 900 hectares. Ota tem uma área de 1400 hectares.

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TGV

Segundo a imprensa agora vai-se procurar "atacar" o TGV.  Se o "ataque" for em relação à qualidade das opções de financiamento,  avaliar as diferentes opções, deve ser feito.  Se for para por em causa o TGV  é mais uma vez o "Portugal dos pequeninos" que nunca teria feito os Descobrimentos de que estamos a falar.

- Estranho que parece que quem quer "acabar" com  TGV  foram os mesmos que concordaram com Espanha o traçado que unirá as 2 capitais, ficando no futuro todas as capitais da Europa unidas por TGV;

- Os que agora não querem um TGV em T deitado de menores custos são os mesmos que queriam um TGV em "pi" deitado com custos esmagadoramente mais elevados, principalmente a "perna" mais a norte do "pi";

- Se formos o único ou dos raros países da União Europeia sem TGV mas ficando daqui a 30 ou 40 anos com uma tecnologia de caminhos de ferro dos anos 60-70 com alguns aperfeiçoamentos, não nos poderemos queixar do nosso atraso e isolamento;

- Sem TGV daqui a uma trintena de anos para a Europa não seremos muito diferentes  do que é actualmente a América Latina em relação a Portugal. O país para onde os restantes países europeus despacharão os seus comboios ultrapassados, como nós enviamos os antigos comboios da Linha de Sintra para a América Latina.

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Mas estas "lutas" são as mesmas contra a Ponte Vasco da Gama, a Expo 98, Porto Cidade da Cultura, Centro Cultural de Belém, Euro 2004 (aqui os que ainda reclamam os 10 estádios "esquecem" que com 8 estádios teriamos tido o Euro 2004 em Espanha e os benefícios reconhecidos do evento para Portugal e o nosso turismo a serem colhidos pelos espanhóis), só para lembrar algumas situações.

E claro, no séc. XV ninguém teria gasto dinheiro para financiar uma viagem arriscadíssima para descobrir um caminho marítimo para a longínqua Índia. Isto se os "pequeninos" não tivessem mesmo impedido algo mais "gastador" que uma viagenzitas até aos descobertos arquipélagos da Madeira e Açores

As lutas do "Portugal dos pequeninos".

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publicado por HomoEconomicus às 18:08
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
Charruadas
O sr. Charrua continua a querer mostrar a todos a sua falta de carácter e personalidade, pouco próprios em qualquer cidadão ainda mais num professor.

Em declarações à TSF via-se a "alegria" do "senhor" :

- Ele era que se ia "safar" (palavra minha) porque afinal segundo o inquérito mostrou "falta de interesse" mas não "violou" ...

- Ele era enrolar-se quanto ao que "tinha dito", "podia ter dito" (disse, claro), que ou eram graçolas e/ou ofensas, umas no local de trabalho outras fora dele, até revelando o dia que tinha dito (ah, desculpem, "podia ter dito") uma das ofensas, dia 20. E claro que a frase mais "bombástica" só pode vir dele, basta ver o perfil para perceber que era capaz de dizer essa frase e muito mais.

Ou como vem no "Portugal Diário", :

Charrua é acusado de dizer «somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um f...». Garante que não disse e tem testemunhas. O «comentário menos educado passou-se noutro dia».

Para este "senhor" é uma questão não do que diz mas onde, quando, etc... E a "culpa", claro, é da "bufaria" ... e não da fraseologia que usa, coitado.

- E a desculpa do costume do "coitadinho"  ? Que é um "perseguido político", claro. Ele não é "um elemento incómodo para a directora ou para o governo". É irrelevante para qualquer um deles e para o país. Mas um mau exemplo para todos, incluindo alunos do Ministério da Educação onde "trabalha".

A desculpa que agora serve para um "vale tudo" por parte de quem é de cor diferente da cor do Governo, sejam quais forem as cores em consideração.

No fundo, como é que uma entidade empregadora pública ou privada admite ter como seu funcionário alguém que passa o tempo no local de trabalho e fora dele a dizer graçolas (menos relevante mas revelador) e ofensas a um superior ?

No sector privado ia "de carrinho" num instante e ninguém se preocupava com isso porque uma das regras é que não se falta ao respeito aos superiores, concorde-se ou não com eles. Porque quem está mal, muda-se.

No sector público, seja qual for a orientação partidária de qualquer dos intervenientes, não se deve admitir ofensas dirigidas a superiores, ainda mais quando se chega ao 1º Ministro. Claro que pelo que se vê a Ministra também já deve ter levado algumas e o PR quem sabe, conforme apoia ou não aqueles que o sr. Charrua odeia partidáriamente.

Está na altura de pegar na frase do sr. Charrua e demonstrar-lhe que isto não é um país das bananas.


publicado por HomoEconomicus às 20:10
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A "luta" do povo palestiniano
Até há bem pouco tempo os extremistas políticos de ambos os lados adoravam invocar o seu ódio a Israel e amor ao "povo palestiniano" culpando Israel de todos os males da região, incluindo ataques terroristas contra a população civil israelita. Estes eram ataques criminosos que as nossas folclóricas extremas esquerda e direita sempre perdoaram.

Israel optou pela melhor solução, começou a devolver os territórios aos palestinianos para o mundo ver o que acontecia.

E o que acontece ?

Guerra civil entre palestinianos com actos de brutalidade criminosa de ambos os lados.

E o que dizem sobre tudo isto os portugueses apoiantes da "luta do povo palestiniano" ?

Nada.

Absolutamente nada.

Um silêncio ensurdecedor.

Coitados destes "defensores da luta do povo palestiniano", só metem dó.


publicado por HomoEconomicus às 10:12
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